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O País Dos Outros eBook

de Leïla Slimani
Livro eBook
Editor: ALFAGUARA, maio de 2021 ‧
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Da aclamada autora franco marroquina Leïla Slimani, uma atmosférica e inquietante saga familiar que põe em relevo uma mulher enredada entre duas culturas, dividida entre a dedicação à família e o amor à liberdade com que cresceu.

Em 1944, Mathilde, uma jovem alsaciana, apaixona-se por Amine, um oficial marroquino que combate no exército francês durante a Segunda Guerra Mundial. Terminada a guerra, o casal muda-se para Marrocos e instala-se perto de Meknés. Amine dedica-se a recuperar a quinta herdada do pai, tentando arrancar frutos de uma terra pedregosa e estéril.

Enquanto isso, Mathilde começa a sentir o jugo dos costumes conservadores do novo país, tão sufocante quanto o seu clima. Nem a maternidade apaga a solidão que sente no campo, longe de tudo, num lugar que não é o seu e a verá sempre como estrangeira.

«Um verdadeiro triunfo.»
Le Monde

«Muito inspirado. Um grande fresco que mistura tragédias íntimas e convulsões históricas. Slimani não para de nos surpreender.»
France Info

«Um romance fascinante e muitas vezes comovente, uma combinação de ficção e memórias, que mostra uma mulher a lutar pela sua independência.»
Elle

«O grande romance da descolonização que esperávamos ler. Sensual, fascinante e violento.»
Les Inrockuptibles

«Avassalador.»
Le Point

«Uma maravilhosa saga.»
L'Obs

«Quem melhor do que Slimani para escrever um grande romance contemporâneo sobre (#) os horrores da colonização e as dores da descolonização?»
Vanity Fair

«Um romance magnífico.»
La Presse

«Um retrato magnífico de uma mulher. Soberbo.»
Atlantico

O País Dos Outros

de Leïla Slimani

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897843136
Editor: ALFAGUARA
Data de Lançamento: maio de 2021
Idioma: Português
Páginas: 344
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897843136
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

Mathilde em luta pela liberdade

Débora Barbosa

Uma saga familiar inspirada na vida da avó da escritora, que nos transporta até Marrocos na década de 1950, nos anos que antecederam a independência do país. Paralelamente à história do casal Mathilde e Amine e aos seus dramas familiares, o livro aborda temas como o colonialismo, diferenças culturais e a condição social das mulheres e a sua luta pela emancipação. Foi o primeiro livro que li desta escritora, gostei muito e vou continuar com o próximo volume desta trilogia.

Às vezes o amor não chega

Isabel Castro

Diz-se que o amor move montanhas mas isso nem sempre acontece,às vezes não é suficiente. Neste livro conseguimos sentir como as diferenças culturais, as vivências tão díspares, tudo aquilo de que somos feitos, memórias, educação, costumes, se tornam praticamente uma incompatibilidade no casal. Tudo aquilo que ao princípio, no calor da paixão, não tinha importância, passa a revestir-se de um ponto de discórdia, de dois pontos de discórdia, de inúmeros pontos de discórdia com sofrimento para ambos... A maleabilidade mental e a falta dela ou um país aberto e um país fechado, ou ainda um país a lutar pela independência, de tudo ista fala este livro! Gostei muito!

Arrebatador

SF

Já tinha ouvido falar desta autora mas ainda não tinha lido nada e foi muito surpreendente pela positiva

Entre o sonho e a realidade

Filipe Moreira

Será o amor entre duas pessoas capaz de vencer o peso da tradição de culturas diferentes? Slimani volta a descrever sublimemente a angústia, a luta interna vivida pelos personagens que podem muito bem retratar as vivências de muitas pessoas durante a década e os acontecimentos a que se reporta o romance. Lila Slimani veio para ficar.

Choques culturais, integração, confronto ou coabitação de religiões e costumes

Luísa Fresta

A narrativa central e as paralelas localizam-se em Marrocos, sobretudo na região de Meknès e Rabat, na Alsácia pré e pós-guerra (Segunda Guerra Mundial), que desponta também em menções pontuais e flashbacks para dar textura e reconstituir episódios remotos da vida de Mathilde e da sua família de origem. Quase todas as histórias e ocorrências que compõem este grande romance (em tamanho, em densidade e em grandiosidade) poderiam, por si só, ser objeto de relatos curtos, sob a forma de conto ou crónica, por exemplo. Não existem aqui bons e maus, o julgamento fica por conta do leitor, tanto em relação às atitudes como às circunstâncias históricas. A pessoa que protagoniza atos heroicos, habitualmente íntegra, trabalhadora incansável e visionária, pode ser a mesma que, noutros contextos, se encoleriza por razões que as sociedades modernas consideram fúteis ou inaceitáveis, que desrespeita e maltrata outrem com ferocidade. Qual a bitola para julgar um ser humano? Absolutamente imperdível. Um hino às mestiçagens e cruzamento de culturas

Relato sentido e sofrido

Ana Rita Ramos

Mathilde tenta adaptar-se a uma realidade diferente da sua para fugir a uma vida que não quer no período da Segunda Guerra Mundial. Muda-se para Marrocos por amor onde o clima e a cultura são muito diferentes daquilo a que está habituada na Alsácia.

Viagem à alma humana no "país dos outros "

Maria Mestre

Mathilde, a protagonista desta obra, tem fragilidades que se acentuam no país estrangeiro para onde viaja, depois do casamento. Com uma sensibilidade e uma mestria narrativa invulgar, a autora faz-nos sentir na pele de Mathilde, pois, apesar da solidão incomparável que vive diariamente, vai encontrando, sempre, alguma esperança.

O país dos outros

Lídia Paiva

Um livro que retrata de forma muito hábil a dificuldade do desenvolvimento do sentido de pertença. O Lugar que nem sempre é nosso. O Lugar que, por vezes só existe dentro de nós. O Lugar que abraça maternalmente os seus filhos mas lembra sempre os que não gerou de que não passam de Outros. Uma escrita genial e intimista.

Leila Slimani já se firmou no mercado português

Ana Carvalho

Leila Slimani tem certamente uma voz que muitos podem ver como provocadora, mas que é só uma ascensão dos direitos e justiça pelas e das mulheres, sejam em que local ou época for. Temos a clara percepção do que é Marrocos em 1950 e do que esse peso coletivo terá representado para as mulheres da época. Há um efeito memória, talvez derivado da inspiração que a autora recolheu sobre a história dos seus próprios avós, que nos faz por vezes duvidar de onde termina a ficção e começa a realidade. Um livro soberbo

um livro feminino num mundo de homens

Inês Sousa Leal

um livro feminino inserido numa cultura de homens que nos faz analisar e pensar no papel feminino da actualidade que não se distancia muito do tempo onde o livro se passa.

O País dos Outros

Isabel Palha

Gostei muito e vou ler os outros dois da trilogia e seguramente outras obras da Leila Slimani, que não conhecia.

SOBRE O AUTOR

Leïla Slimani

Leïla Slimani nasceu em 1981, em Rabat, Marrocos, numa família de expressão francófona. Aos 17 anos, partiu para Paris, onde estudou Ciências Políticas.
Antes de se dedicar à escrita, trabalhou como jornalista. Publicou o primeiro romance – No jardim do ogre – em 2014 e obteve imediato reconhecimento da crítica e dos leitores, conquistando o Prémio Mamounia.
Canção doce confirmou o seu lugar nas letras francesas e valeu-lhe a atribuição do prestigiado Prémio Goncourt, o mais importante prémio literário francês. Além dos romances, Leïla Slimani publicou vários livros de ensaio e opinião, e mantém atividade cívica em defesa dos direitos humanos.
Liderou uma campanha para ajudar as mulheres marroquinas a reclamar os seus direitos, o que lhe valeu o Prémio Simone de Beauvoir para a Liberdade das Mulheres.

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