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Sos Angola - Os Dias Da Ponte Aérea eBook

de Rita Garcia
Livro eBook
Editor: Oficina do Livro, agosto de 2011 ‧
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Uma ponte aérea constituída por 905 voos de companhias nacionais e estrangeiras fez desembarcar em Lisboa, na segunda metade de 1975, milhares de famílias de refugiados de Angola, incapazes de suportar a perseguição, a instabilidade e o conflito entre as facções que disputavam o poder nas vésperas da independência. Perante a ocupação das suas casas, a apropriação dos seus bens, as ameaças físicas e os confrontos diários em todo o território, só lhes restava uma saída: esquecer toda uma vida e fugir.

Eram portugueses, mas muitos nunca haviam estado em Portugal, onde o povo pouco ou nada sabia sobre as tragédias e os perigos que tinham vivido em África. E para o Governo, a braços com as réplicas do 25 de Abril, os retornados não eram uma prioridade. Mas, graças a um homem com uma determinação imparável, quase 200 mil portugueses acabariam por chegar a Lisboa através da Ponte Aérea. Sem ele, muitos não teriam escapado com vida.

Entre Julho e Novembro de 1975, quase 200 mil portugueses interromperam abruptamente uma vida inteira passada em Angola e vieram para Portugal através de uma das maiores pontes aéreas de resgate de civis jamais implementadas. Aviões da TAP e de várias companhias estrangeiras voaram sem pausas entre Lisboa e África para trazer todos os que quisessem sair das cidades e dos confins de Angola antes da independência. O desespero dos últimos meses e o medo de morrer às mãos dos chamados movimentos de libertação levaram milhares de colonos a correr para os aeroportos à procura de um lugar nos aviões que partiam de Luanda e Nova Lisboa a toda a hora e sobrelotados, com pessoas a viajar em porões e casas de banho para aproveitar o espaço ao máximo. Comissários e assistentes de bordo trabalharam sem folgas nesses meses loucos, acompanhando homens, mulheres, crianças, famílias inteiras desamparadas e soldados à beira da morte. As tripulações, exaustas, nunca conseguiram esquecer esses dias, nem as mães que lhes pediam para ficarem com os filhos. Recuperando esse tempo de angústia e agitação, S.O.S. Angola é um livro dramático e profundamente enternecedor, que revela cada pormenor desta epopeia e evoca as tragédias pessoais de quem teve de sair de África sem nada em direcção a um país desconhecido que, ainda por cima, acabara de viver uma revolução. Para os passageiros da Ponte Aérea, o futuro não podia ser mais aterrador. Francisco Camacho (editor)

Sos Angola - Os Dias Da Ponte Aérea

de Rita Garcia

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895558636
Editor: Oficina do Livro
Data de Lançamento: agosto de 2011
Idioma: Português
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Biografias
EAN: 9789895558636
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

Profundo

André Pires

Um livro essencial para quem quer conhecer por dentro a história dos muitos retornados que voltaram a Portugal após a Guerra Colonial.

Relato Fidedigno

António Martins

O livro que nos relata a história nua e crua.Observada por mim como militar.

Aconselho

Duarte

Compilação de testemunhos que viveram a realidade na primeira pessoa. Um retrato puro e duro da realidade de então exprimindo que os portugueses brancos (e não só) em Angola só tinham duas alternativas a partir de um certo momento: Morrer ou fugir

Um livro empolgante!

shelderr

Histórias de pessoas no meio da maior operação logística de evacuação levada a cabo por Portugal.. Com uma narrativa rápida e incisiva, permite-nos conhecer um capítulo pouco ou nada explorado do nosso passado recente. Muito bem documentado.

SOBRE O AUTOR

Rita Garcia

Rita Garcia nasceu em Lisboa em julho de 1979. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, começou a trabalhar como jornalista em 2000, no site Desporto Digital. Integrou a equipa da revista Focus e colaborou com o DNa, a Notícias Magazine e a Pais & Filhos.
Entre 2006 e 2016 foi repórter da Sábado, antes de voltar a ser freelancer. Em parceria com o fotógrafo Augusto Brázio escreveu o livro INEM 25 anos. Recebeu o 2.º Prémio Henrique de Barros, concedido pela Assembleia da República, em 2003, e o Prémio de Jornalismo Novartis Oncology em 2008. É autora dos livros SOS Angola – Os Dias da Ponte Aérea, Os que Vieram de África e Luanda como Ela Era.
Desde 2016, é produtora. Tem trabalhado com as principais cadeias e marcas internacionais, integrando a equipa agraciada com o prémio de melhor filme de Ciência e Tecnologia, nos Cannes Global Short Film Awards, em 2024.

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