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O Cortiço eBook

de Aluísio Azevedo

idioma: português do brasil
editor: Todavia, julho de 2018
Clássico da literatura brasileira, O cortiço é um dos mais poderosos retratos do Brasil em qualquer tempo. Um livro forte sobre pobreza, violência e ascensão social que traz muitos temas a serem discutidos até hoje. Famílias inteiras empurradas pela pobreza a lugares sem as mínimas condições de higiene e saúde, expostas ao perigo. A desigualdade entre ricos e despossuídos. Mulheres sendo exploradas. Uns poucos felizardos que são favorecidos graças a uma série de bons contatos. Essa história é antiga e ainda hoje marca nossa sociedade. Por essas razões e também por sua imensa qualidade literária, O cortiço, de Aluísio Azevedo, continua como um dos mais poderosos retratos da realidade brasileira – em qualquer tempo. Um clássico da nossa literatura que, passado mais de um século de sua publicação original, mantém intacto seu poder de emocionar e indignar. De quebra, a representação da vida cotidiana da cidade do Rio de Janeiro, esboçada com colorido e objetividade quase fotográficos, também atesta o talento do romancista para construir um universo que, pertencendo inicialmente aos domínios da ficção, tem o poder – conferido apenas aos melhores e mais perduráveis livros – de passar a fazer parte do mundo mais concreto e imediato de sucessivas gerações de leitores.

O Cortiço

de Aluísio Azevedo

Propriedade Descrição
ISBN: 9788593828973
Editor: Todavia
Data de Lançamento: julho de 2018
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 304
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação temática: eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9788593828973
Aluísio Azevedo

Aluísio Tancredo Gonçalves Azevedo nasceu em São Luís do Maranhão, no dia 14 de abril de 1857, filho do português David Gonçalves de Azevedo e de Emília Amália Pinto de Magalhães. Era o segundo filho do casal, nascendo depois do mais velho, Artur Azevedo, e antes de Américo Azevedo. Aluísio Azevedo fez seus primeiros estudos de pintura com o professor italiano Domingos Tribuzzi na cidade natal. Alimentava o sonho de prosseguir a formação na Academia Imperial de Belas Artes, para tornar-se pintor profissional. Em 1876 mudou-se para o Rio de Janeiro, a fim de frequentar o curso preparatório, mas viu esse sonho frustrado por falta de recursos financeiros. Passou a trabalhar na redação de periódicos humorísticos, tais como O Fígaro (1876), Mequetrefe (1877) e Comédia Popular (1878) para os quais realizou várias caricaturas. A morte do pai, em 1878, obrigou o jovem Aluísio a retornar para o lado da mãe, em São Luís do Maranhão. Permaneceu na província por três anos, participando da imprensa local. Lançou a folha O Pensador, de tendência nitidamente oposicionista, na qual fez fervorosa campanha anticlerical e redigiu matérias a favor da abolição da escravatura. Sua estreia como romancista ocorreu nessa fase ao escrever o livro Uma lágrima de Mulher (1879), a que se seguiu o lançamento de O Mulato (1880), cuja repercussão na cidade o conduziu de volta à corte, em 1881. Estando novamente no Rio de Janeiro, procurou ganhar a vida como escritor profissional. Redigiu contos, crônicas, peças de teatro e romances que divulgou em forma de folhetins nos órgãos da imprensa. Apesar da fertilidade criativa, a veia do romancista ganhou força para alçar voos mais elevados a partir dos bons resultados que os livros Casa de Pensão (1884), O Homem (1887) e, sobretudo, O Cortiço (1890) obtiveram ao enfrentarem debates importantes da vida social brasileira daquela época.

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