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Fazendeiro Do Ar eBook

de Carlos Drummond de Andrade
idioma: português do brasil
Editor: Record, outubro de 2023 ‧
5,49€
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DISPONIBILIDADE IMEDIATA
Ebook para wook reader
Emblemática obra da fase adulta de Drummond, Fazendeiro do ar retorna em novo projeto, com posfácio de Mariana Ianelli.   Fazendeiro do ar, publicado em 1954, sucedeu Claro enigma — uma das obras mais importantes de Drummond e da poesia brasileira — e tornou-se igualmente emblemático da fase madura do poeta. Ao longo de pouco mais de vinte poemas, Drummond nunca repete "fórmulas" e alterna com maestria recursos poéticos: vai do soneto ao poema em prosa, passando pelo verso livre. A morte e a efemeridade da vida são temas que permeiam toda a obra, compondo uma sequência arrebatadora de poemas inspiradíssimos, que se inicia em "A distribuição do tempo" ("Um minuto, um minuto de esperança, / e depois tudo acaba.") e segue com dois textos em homenagem aos poetas Américo Facó e Jorge de Lima, ambos mortos em 1953. O fim do ciclo da vida também está presente em "Cemitérios", uma série de poemas breves muito desconcertantes, com tiradas antológicas: "Do lado esquerdo carrego meus mortos. / Por isso caminho um pouco de banda." "Morte de Neco Andrade" é outro achado, talvez o texto mais excêntrico do conjunto, um poema em prosa com toques de faroeste, com direito a uma surpreendente reviravolta no fim. O livro ainda traz outros temas recorrentes na produção de Drummond, como o amor, revelado no instigante "O quarto em desordem", em que o poeta diz: "Na curva perigosa dos cinquenta / derrapei neste amor." E o tratado sobre a passagem do tempo que ele constrói em "Eterno": "eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo / mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata". Repleto de imagens crepusculares, Fazendeiro do ar é uma fábrica de estilhaços poéticos poderosos, onde Drummond continua sua bem-sucedida missão de dar sentido à máquina do mundo. As novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em Fazendeiro do ar, o leitor encontrará: o posfácio, escrito por Mariana Ianelli, poeta, ensaísta, cronista e crítica literária; bibliografias selecionadas de e sobre Drummond; e a seção intitulada "Na época do lançamento", uma cronologia dos três anos imediatamente anteriores e posteriores à primeira publicação do livro. Bibliografias completas, uma cronologia da vida e da obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.

Fazendeiro Do Ar

de Carlos Drummond de Andrade

Propriedade Descrição
ISBN: 9786555878790
Editor: Record
Data de Lançamento: outubro de 2023
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 84
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Poesia
eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9786555878790
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), poeta, cronista, ficcionista, tradutor, foi uma das figuras maiores da literatura brasileira do século XX, a par de Manuel Bandeira e João Guimarães Rosa. Com uma longa carreira literária, produziu extensa obra em quase todos os géneros disponíveis, deixando ainda vasto conjunto de inéditos. Em 1962, supondo ter chegado perto do fim da vida ativa, publicou a célebre Antologia poética, em que dividiu os poemas selecionados por categorias temáticas, conjugando a exigência da seleção com um princípio de organização que se tornou orientação para a leitura da diversidade da sua poesia. Homem tímido e delicado, trabalhou como funcionário público durante 35 anos, viveu a maior parte da vida no Rio de Janeiro, embora tenha nascido em Itabira, no estado de Minas Gerais. A ligação à terra natal, aos homens, à família e à província é um dos traços que singularizam a sua poesia, de par com a liberdade de composição, o humor e o sentimento do mundo, como tão bem notou Manuel Bandeira: «Ternura e ironia agem na sua poesia como um jogo automático de alavancas de estabilização: não há manobra falsa nesse admirável aparelho de lirismo.»

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