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Ética – Edição Bilíngue eBook

de Baruch de Espinosa
idioma: português do brasil
Editor: Autêntica Editora, fevereiro de 2020 ‧
15,99€
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Ebook para wook reader
"Ora, o tradutor Tomaz Tadeu alcançou um notável êxito. Seu traba­lho é, sem dúvida, superior a todas as outras tentativas em língua portuguesa. Incontestável mesmo é que esse cuidadoso trabalho merece ser saudado e, com justiça, vai se impor nos próximos anos como a tradução padrão da Ética em português." Homero Santiago, O Estado de S. Paulo "A nova tradução da Ética é um empreendimento editorial louvável. Salta aos olhos um cuidado de tradução que foi capaz de aliar precisão conceitual e recusa em abandonar o solo das potencialidades coloquiais da língua portuguesa. Temos enfim nas livrarias brasi­leiras uma edição à altura de um dos livros maiores da história da filosofia." Vladimir Safatle, Folha de S. Paulo "Nova tradução de obra de Espinosa, o filósofo da imanência absoluta, corrige equívocos das versões disponíveis. Para os leitores bra­­si­leiros do filósofo, dentro e fora das universidades, o feito é um even­­to e tanto." Mauricio Rocha, O Globo "Eis, agora, a terceira [tradução], feita por Tomaz Tadeu com evidente cuidado e minúcia, que se revelam tanto na precisão conceitual como no esforço por ver­ter o original latim para um 'português brasileiro contemporâneo', sem sacri­ficar a terminologia filosófica de Spinoza. De quebra, temos a chance de acompanhar e verificar a tradução no texto em latim que vem ao lado." Pedro Duarte de Andrade, Cult A publicação da Ética, do filósofo holandês Benedictus de Spinoza, em nova tradução, constitui-se em um marco para a Autêntica Editora, que completa, neste ano de 2007, uma década de existência. Ela consolida o nosso projeto de publicar traduções de obras, antigas ou modernas, consideradas clássicas, iniciativa que teve início com O Panóptico, de Jeremy Bentham. A importância que lhe concedemos é assinalada não apenas pela decisão de publicá-la em edição bilígüe, mas também pela especial preocupação com os aspectos gráficos. Dada a constante remissão de Spinoza a passagens anteriores do texto (proposições, definições, axiomas, etc.), buscou-se dar-lhe um formato que facilitasse o movimento de ir e vir da leitura. É, entretanto, o cuidado com o trabalho de tradução que deve , acima de tudo, ser ressaltado. O princípio normativo foi o da produção de um texto que, sem deixar de ser fiel à expressão de Spinoza, estivesse mais próximo do léxico e da sintaxe da língua presentemente utilizada do Brasil. O que podemos assegurar é que a tradução que ora entregamos aos leitores é o resultado de um trabalho demorado e meticuloso, que se beneficiou da confrontação com traduções para outras línguas, da consulta a comentaristas de variadas orientações filosóficas e dos indispensáveis recursos fornecidos pela informática. É, pois, com a publicação deste texto clássico do pensamento ocidental, notável por sua atualidade, que a Autêntica Editora reafirma que seu projeto de tornar acessível a um número maior de leitores obras de referência obrigatória em nossa cultura.

Ética – Edição Bilíngue

de Baruch de Espinosa

Propriedade Descrição
ISBN: 9788551302101
Editor: Autêntica Editora
Data de Lançamento: fevereiro de 2020
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 424
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9788551302101
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

Baruch de Espinosa

Baruch de Espinosa nasceu em Amesterdão a 24 de novembro de 1632, tendo sido um dos principais filósofos do século XVII, a par de Descartes e Leibniz. Nasceu no seio de uma família judaico-portuguesa, oriunda da vila alentejana da Vidigueira e fugida às perseguições da Inquisição. Recebeu dos pais o nome de Benedito de Espinosa, mas assinou Baruch em várias das suas obras, devido à sua condição de judeu nascido em Amesterdão. Acabou por adotar o nome Benedictus, ou seja, a correspondente palavra latina, depois da excomunhão hebraica ditada pela sinagoga portuguesa de Amesterdão em 1656. Espinosa foi um profundo estudioso da Bíblia, do Talmude e de obras de filósofos judeus, como Maimónides. Estudou Sócrates, Platão e Aristóteles, De Rerum Natura de Lucrécio, os epicuristas e o pensamento heterodoxo de Giordano Bruno.
Hermeneuta da Bíblia, Espinosa considerava-a uma obra metafórica e alegórica que não exprimia a verdade sobre Deus. Opôs-se a todo o género de superstições, tendo-se notabilizado pela sua frase «Deus sive natura» («Deus, ou seja, a natureza»). Não admira pois que, da expulsão decretada em português pela sinagoga de Amesterdão, faça parte a imprecação de que «Deus jamais lhe perdoe os seus pecados» e que «a cólera e a indignação do Senhor o cerquem e para sempre se abatam sobre a sua cabeça». Para subsistir, Espinosa trabalhou no polimento de lentes nas épocas em que viveu em casas de famílias de Outerdek e Rijnsburg. Recebia, contudo, correspondência de personalidades tão destacadas como o filósofo Leibniz, o médico Ludovico Meyer, Henry Oldenburg, da Royal Society, e o cientista holandês Huygens. Luís XIV ofereceu-lhe uma pensão para que Espinosa lhe dedicasse um livro, o que ele recusou. Em 1670, Espinosa trocou Amesterdão por Haia, onde concluiu o seu Tratado Teológico-Político, que recebeu críticas dos poderes políticos e religiosos. Recusou o convite da Universidade de Heidelberg, para poder manter a independência de pensamento. Morreu no domingo de 21 de fevereiro de 1677, vitimado por tuberculose. Tinha 44 anos, e muitos anos depois o escritor Jorge Luis Borges haveria de dizer que era um dos homens com quem mais teria gostado de conversar. Ética teve publicação póstuma devida à dedicação dos seus amigos.

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