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Ema eBook

de Maria Teresa Horta
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, Janeiro de 2017 ‧
8,99€
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Ebook para wook reader
A mulher vagueia no universo repressivo da casa. Poderia ser a mesma onde a avó fora morta pelo avô, ou de onde a mãe saíra, louca, para o hospital psiquiátrico. Ema é o nome de todas elas. Como o da antepassada tomada pelo terror após ter parido uma menina, sem dar ao homem com quem casara um filho varão.

É esse espaço de violência que vai alimentando o ódio na paixão que a última das Emas tem pelo marido. Um ódio crescente que a impele, implacável, para a vingança, para o assassínio dele. Uma morte desfrutada, dir-se-ia gozada, por um olhar onde, apesar de tudo, a paixão perdura...

Ema

de Maria Teresa Horta

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722062015
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: Janeiro de 2017
Idioma: Português
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Romance
eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9789722062015
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

Condiçao feminina retratada

Nuno Carvalho

Ema foi uma leitura intensa e profundamente inquietante. Maria Teresa Horta escreve com uma linguagem poética e poderosa, criando uma atmosfera marcada pela opressão, pela revolta e pela condição feminina. Sem recorrer a grandes acontecimentos, a autora consegue transmitir uma tensão constante que acompanha o leitor do início ao fim. O que mais me marcou foi a força emocional da narrativa e a forma como a identidade de Ema parece representar muito mais do que uma única personagem. É um livro curto, mas denso, que convida à reflexão e deixa uma impressão duradoura. Uma obra exigente, mas recompensadora, que confirma Maria Teresa Horta como uma das vozes mais marcantes da literatura portuguesa contemporânea.

Maravilhosamente duro

TeresaC

Para mim, Maria Teresa Horta é sinónimo de conforto desconfortável. Eu, que até há tão pouco tempo nem a conhecia, tenho dificuldade em explicar (ou definir) o quanto a sua escrita passou a significar para mim. Posso apenas dizer o quão feliz sou entre as suas palavras, o quanto sinto a sua presença enquanto leio os seus livros, maravilhada com a sua sensibilidade, sensualidade, delicadeza, crueza e brutalidade, com a sua urgência na paixão, na entrega, na exposição. E a poesia sempre lá, plena e constante. O seu EU sempre presente nos detalhes, tantas vezes fundindo-se ficção e realidade. Mais nenhum outro autor me faz sentir assim, e em Ema tudo isto prevalece. E tanto que Maria Teresa Horta nos entrega em tão poucas páginas, tanta que é a verdade que sentimos ao longo desta sua pura e dura narrativa. Nada está a mais, tudo é tão contido e ao mesmo tempo tão exposto. Uma vez mais, o feminino. A luta, a queda, a força, o afrontar. A mulher mãe, a mulher filha. O confronto, a subserviência. É um livro que nos exige, que nos belisca e nos marca dentro de um tema que é a violência doméstica, calada e velada entre as quatro paredes, independentemente da condição social.

Uma das maiores escritoras vivas!

Francisco, @ensaiosobrealeitura

Maria Teresa Horta nunca desilude. Uma escrita poética que expressa a angústia de mulheres que durante décadas viveram submissas aos maridos. Um retrato de gerações sofridas que tanto sofreram, e que Teresa Horta exprime com a magistralidade da sua pena genial, ancorada no erótico no âmago.

Poético

Maria

Uma escrita poética e ao mesmo tempo dura, que faz reflectir sobre os vários tipos de opressão a que muitas mulheres estão sujeitas. Leitura que ajuda a questionar uma realidade aparentemente oculta, mas mais visível do que parece. Muito atual.

Ema(s)

Ana Azevedo Ferreira

Um olhar singular sobre a condição feminina e um relato pungente sobre a questão da violência sobre as mulheres. Ema tem uma narrativa quase poética, muito cativante e de enorme beleza. A estória desenvolve-se dum modo circular, num círculo que encerra a vida de três mulheres, que representam em si muitas outras. Ema abre a janela da intimidade de três mulheres que partilham o mesmo nome e cuja vida espelha o drama do ódio que nasce do amor.

Ema(s)

Paula Joaquinito

Arrebatadoramente inquietante, lê-se numa vertigem. Uma chamada de atenção para a condição feminina e a sua subordinação face ao universo masculino à época e ao institucionalismo dos ditos, dos costumes e dos preconceitos geracionais.

SOBRE O AUTOR

Maria Teresa Horta

Maria Teresa de Mascarenhas Horta Barros (Lisboa, 20 de maio de 1937 - 4 de fevereiro de 2025) foi uma escritora, jornalista e poetisa portuguesa, frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa e é conhecida como uma das mais destacadas feministas portuguesas. Estreou-se na poesia em 1960 a sua obra poética foi coligida em Poesia Reunida (Dom Quixote, 2009), obra que lhe valeu o Prémio Máxima Vida Literária. Em 2012 publicou As Palavras do Corpo – Antologia de Poesia Erótica, no ano seguinte, A Dama e o Unicórnio, em 2016, Anunciações, vencedor do Prémio Autores SPA / Melhor Livro de Poesia 2017, Poesis (2017), Estranhezas (2018) e a antologia Eu sou a Minha Poesia (2019), o seu mais recente livro. É ainda autora dos romances Ambas as Mãos Sobre o Corpo, Ema (Prémio Ficção Revista Mulheres) e Paixão Segundo Constança H., e coautora com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, de Novas Cartas Portuguesas. Ao seu romance As Luzes de Leonor, a Marquesa de Alorna, uma sedutora de anjos, poetas e heróis (2011), foram atribuídos os prémios D. Dinis e Máxima de Literatura.

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