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Diferença Entre A Filosofia Da Natureza De Demócrito E A De Epicuro eBook

de Karl Marx
idioma: português do brasil
Editor: Boitempo Editorial, abril de 2020 ‧
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O 24º título da coleção Marx-Engels traz a tese doutoral de Marx, apresentada pelo autor à Universidade de Jena em 1841. Um Marx como você nunca viu: na direção oposta da cristalização histórica de sua imagem como teórico e militante da revolução comunista, o filósofo alemão busca tirar as consequências da ciência da natureza para pensar as condições da liberdade humana. A obra foi traduzida por Nélio Schneider e traz ilustração de capa de Gilberto Maringoni. A defesa da filosofia da natureza de Epicuro contra a de Demócrito que o leitor testemunha nessa obra representa um ataque indireto a um quadro de repressão e retrocesso político, a 'miséria alemã', como era chamada por Marx, um conjunto de mazelas políticas e sociais que colocava o país numa condição de atraso histórico em relação à modernização liberal da Europa, somado a um ambiente de censura e perseguição a seus opositores mais radicais.Desfazendo o lugar-comum do determinismo materialista de Epicuro, Marx considera sua filosofia a realização da 'autoconsciência humana como a divindade suprema'. E, na medida em que recusa toda autoridade acima do homem, faz da 'liberdade da autoconsciência' o princípio de toda a realidade. Do mesmo modo, a negação da divindade não deixa de ser também uma tomada de posição em favor da filosofia (ou do pensamento livre) contra 'o entendimento teologizador'. Nesse sentido, a tese promove uma defesa radical da liberdade da ação e do pensamento contra o materialismo mecanicista, mas também contra as 'filosofias positivas' da natureza que alimentavam o conservadorismo político e cultural alemão.As pretensões acadêmicas de Marx seriam, no entanto, inteiramente frustradas. Com o acirramento da repressão política, os jovens hegelianos seriam expulsos da universidade e proibidos de exercer a docência. Perdia-se assim um eminente professor de filosofia helenista, mas abria-se o caminho para o grande projeto de compreensão e crítica dos fundamentos da sociedade burguesa. [Trechos da orelha assinada por Rodnei Nascimento]

Diferença Entre A Filosofia Da Natureza De Demócrito E A De Epicuro

de Karl Marx

Propriedade Descrição
ISBN: 9788575596142
Editor: Boitempo Editorial
Data de Lançamento: abril de 2020
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 152
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9788575596142
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

Karl Marx

Filósofo alemão nascido em Trèves (Renânia) em 1818. Acerca dele se afirmou: «No século dezanove foi o pensador que teve, de longe, a influência mais direta, deliberada e poderosa sobre a Humanidade» (Isaiah Berlin). Sensível aos problemas sociais da época, foi influenciado pelas doutrinas do socialismo utópico de Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen e pelas teorias da economia política de Adam Smith e David Ricardo, que tentou superar.
O pensamento de Marx define-se essencialmente em oposição ao idealismo hegeliano, embora dele retome a conceção dinâmica da realidade e os princípios da dialética, reinterpretando-os à luz de uma conceção materialista. A crítica fundamental que faz a Hegel é a de que este apenas se apercebeu do desenvolvimento espiritual abstrato, quando a ideia não é mais que «a matéria, trasladada e transformada na cabeça do homem», provocando, simultaneamente, uma inflexão no agir filosófico, afastando-o do domínio puramente teorético para o inserir na esfera da intervenção prática - «até ao presente, os filósofos só se têm preocupado com a interpretação do mundo segundo várias óticas. Todavia, o problema está em ser capaz de o transformar».

Recusando a transposição hegeliana do facto empírico para o plano metafísico, defende que não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas o seu ser social que determina a consciência. É a partir dessa premissa que Marx constitui o sistema do materialismo histórico, segundo o qual os processos económicos estão na base de toda a evolução da humanidade, considerando todas as restantes manifestações socioculturais como meras superestruturas ideológicas, estritamente determinadas pelas relações de produção vigentes.
A história das sociedades é encarada como um longo processo dialético em que as classes oprimidas, vítimas de relações de produção desiguais, se revoltam contra as classes dominantes, instaurando uma nova ordem económica. A luta de classes percorre, portanto, todo o devir da humanidade, desde a antiguidade (sociedade esclavagista em que se opõe ao homem livre o escravo), passando pela sociedade feudal (oposição entre suserano e servo), até à sociedade capitalista, na qual a revolução do proletariado, através da abolição da propriedade privada e da coletivização dos meios de produção, suprimirá todos os antagonismos, instaurando o comunismo e a sociedade sem classes.

Marx debruçou-se em particular sobre a formação e a essência do capitalismo considerando que este se fundamenta numa apropriação indevida da mais-valia gerada pelo trabalho numa lógica de acumulação e concentração de riqueza que deixa completamente de lado a função social do trabalho e reduz o proletariado a um estado de alienação em que o trabalho deixa de ser um fator de realização pessoal. A religião, que classifica como «ópio do povo», associa-se a esse processo de alienação, prometendo aos proletários uma satisfação extramundana em troca da sua submissão à ordem estabelecida.
Marx morreu em Berlim em 1883. O seu sistema, desenvolvido em grande parte em colaboração com Friedrich Engels (1820-1895) e imbuído de objetivos sociais reformistas e emancipadores, marcou decisivamente toda a filosofia política contemporânea.

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