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Carta A D'Alembert eBook

de Jean-Jacques Rousseau
idioma: português do brasil
Editor: Editora da Unicamp, março de 2025 ‧
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Ebook para wook reader
Este livro traz as peças essenciais de um debate que envolveu Rousseau e os filósofos na segunda metade do século XVIII: a função social dos espetáculos e do teatro em particular. A disputa teve início em 1757, quando o filósofo e matemático D'Alembert publica na Enciclopédia o verbete Genebra, lembrando a importância do teatro, e sugere a revogação das leis que proibiam sua instalação naquela cidade. Opondo-se ao etnocentrismo dos enciclopedistas, Rousseau lança, no ano de 1758, a Carta a D'Alembert sobre os espetáculos. Na Carta, o cidadão de Genebra sustenta que o espetáculo teatral não é bom em si mesmo. Rousseau insiste na especificidade da tradição cultural de Ge­nebra e exalta as festas cívicas da cidade. Em 1759, aparece a tréplica de D'Alembert, uma reafirmação dos postulados iluministas, que também está presente nesta edição.

Carta A D'Alembert

de Jean-Jacques Rousseau

Propriedade Descrição
ISBN: 9788526816886
Editor: Editora da Unicamp
Data de Lançamento: março de 2025
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 224
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9788526816886
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

Jean-Jacques Rousseau

Escritor e filósofo humanista de expressão francesa, nasceu em Genebra em 1712 e faleceu em Ermenonville em 1778. Ao recentrar a reflexão sobre a natureza humana nos temas da sensibilidade, do sentimento e da paixão em detrimento da razão, Rousseau antagoniza os princípios do Iluminismo, anunciando já aqueles que virão a ser os valores centrais do Romantismo.

Marcado por um forte otimismo relativamente à essência humana, considera que primitivamente os seres humanos viveriam num hipotético estado de natureza em que, deixando-se reger pelo sentimento (amor de si e piedade), reinava a liberdade e a igualdade. Com o advento da divisão do trabalho e da propriedade privada, tal estado de harmonia teria sido pervertido, tendo-se tornado a sociedade presa do egoísmo e da corrupção.

Dessa forma, os poderosos, apropriando-se da Lei, colocaram-na ao serviço dos seus interesses particulares e fizeram dela um instrumento de servidão. Do mesmo modo, a ciência e a cultura em geral são vistas como focos de degeneração que afastam o ser humano da sua natureza genuína.

Para libertar o homem do estado de servidão em que a sociedade o coloca, Rousseau apresenta duas vias complementares:

A primeira - exposta pormenorizadamente no Émile (1762) - respeita à pedagogia, propondo que esta permita à criança desenvolver-se naturalmente na afirmação espontânea da sua essência e de acordo com a sua própria experiência pessoal, evitando que se torne vítima das deformações que a sociedade lhe procura impor.

A segunda, no âmbito da filosofia política - e desenvolvida no Contrato Social (também de 1762) -, visa o restabelecimento da liberdade e baseia-se na ideia de soberania popular. Esta deve ser concretizada através do contrato social segundo o qual cada indivíduo se deve submeter à vontade geral, convergência e expressão mediada da vontade de cada um, garantindo assim a liberdade e a igualdade de todos. A submissão da Lei à vontade geral assegurará a sua justiça, não cabendo ao poder executivo mais do que garantir a sua correta aplicação.

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