Atos Humanos eBook
SINOPSE
Como lidar com a morte de alguém quando o seu corpo não aparece? Esta é a história de Dong-ho, um rapaz que não resistiu a seguir o melhor amigo até à manifestação, mas, quando ouviu os tiros, largou-lhe a mão, procurando-o agora entre os cadáveres de uma morgue improvisada. E é também a história dos que cruzaram o caminho de Dong-ho antes e depois dessa noite infame - os que caíram por terra desarmados e os que foram levados para a prisão e torturados; os que sobreviveram ao terror mas nunca mais conseguiram falar do assunto e os que, tantos anos passados, sabem, tal como Han Kang, que a história pode repetir-se a qualquer momento e que é preciso lembrar os atos brutais de que os humanos são capazes.
Este é um romance universal e moderno sobre a batalha que os fracos travam contra os fortes na luta pela justiça.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722063241 |
| Editor: | Dom Quixote |
| Data de Lançamento: | agosto de 2017 |
| Idioma: | Português |
| Tipo de produto: | eBook |
| Formato e Compatibilidade: | |
| Classificação Temática: |
eBooks em Português
>
Literatura
>
Romance
eBooks em Português > Literatura > Ficção |
| EAN: | 9789722063241 |
| Acessibilidade: | Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor |
OPINIÃO DOS LEITORES
Necessário!
Carla Matos
Que livro arrebatador, brutal e tão (infelizmente) NECESSÁRIO nos tempos que vivemos. Já li muita coisa, mas arrisco dizer que este foi, sem dúvida, o livro que mais me impactou e que me obrigou a pequenas pausas da leitura, para respirar. A autora não poupa palavras e descrições ao narrar a revolta estudantil, em 1980, na Coreia do Sul, contra o fecho de universidades e a falta de liberdade de expressão. Nunca tinha lido nada da Han Kang e desconhecia esta passagem da História da Coreia do Sul, e, para mim, este livro foi um ensinamento, não só sobre a Coreia do Sul, sobre ditaduras e sobre a resiliência humana.
Poeticamente dilacerante
TeresaC
Hang Kang cerca-nos através de uma escrita simples mas cheia de arestas que nos magoam continuamente, que nos mostram a possibilidade do terrível passando-nos o cheiro do medo, da dor e da morte. Da perda brutal e quase surrealista, da possibilidade do irreal a acontecer não só à nossa frente como também na nossa pele. E tudo isto convém não esquecer para não repetir, como ainda há poucas semanas ia voltando a acontecer valendo-lhes a memória deste passado tão presente ainda na cabeça e no corpo de muitos. A autora mostra-nos também que muito embora a violência seja feia, avassaladora e até mesmo definitiva, as palavras permitem a beleza à narrativa elevando a coragem, a força e a abnegação dos que pagam com a própria vida a liberdade de todos. Uma escrita que nos belisca e comove de uma ponta à outra do livro, num ritmo vivo e constante, sem perda de intensidade. Várias vezes pensei que este seria, dos três que li, o meu favorito da autora, mas depois penso que não é justo compará-los por terem conceitos tão diferentes. E muito embora baseando-se este em factos reais, não sinto que a pesquisa se sobreponha formalmente à poesia da escrita, criando momentos brutais e intensos que me levaram a inspirar fundo. Han Kang é extraordinária. A sua escrita é poderosa e a sua sensibilidade fora do comum: leve e delicada mas ao mesmo tempo com a força de um tanque de guerra.
Perturbador
Tiago
Ler Atos Humanos de Han Kang é como encarar diretamente o abismo da violência e do sofrimento humano. É uma obra que exige coragem emocional do leitor, pois desafia qualquer tentativa de se distanciar ou se alienar da dor retratada. O livro é profundamente humano ao abordar uma tragédia coletiva através de histórias individuais, permitindo que cada personagem nos guie por camadas de perda, resistência e sobrevivência. A minha experiência pessoal com o livro foi de desconforto, mas também de admiração pela forma como Han Kang transforma um evento tão brutal em arte literária. Ela não apenas relata os fatos do massacre de Gwangju, mas convida o leitor a sentir, a ouvir e a testemunhar. É impossível não se colocar no lugar das vítimas ou questionar o papel da memória e do esquecimento em nossa sociedade.
O Ser Humano
Ana Sofia Castro
O que mais me chocou nesta leitura foi a forma objectiva e clara da autora na narrativa dos acontecimentos, a relação entre as personagens e a violência como desenvolve cada capítulo. E um retrato puro do que acontece quando a sociedade se revolta contra o sistema.
A ler.
Miguel Tomás
Muito interessante, este "Atos humanos", uma deambulação a várias vozes sobre os acontecimentos e a persistência da memória, do massacre de Gwangju, em 1980, quando o regime repressivo de Choon Doohwan matou um número ainda não contabilizado de estudantes e manifestantes. E ainda as torturas e perseguições, o esmagamento dos movimentos feministas e sindicais, e o mais. A obra mostra alguma mestria diegética, com várias vozes e narração na primeira e terceira pessoas, mas com capítulos narrados na segunda, o que lhe confere um lirismo substancial. Também interessante, o ping-pong temporal em alguns capítulos. Muitas vezes brutal, mas muito, muito humano. Visceralmente. A ler. Até para perceber que a repressão não acontece só no norte da Coreia.
2/5
João Miranda
Han Kang fez um trabalho muito bom na pesquisa e tratamento dos dados do horrendo massacre de 1980, na cidade de Gwangju. A descrição do evento, através de várias vítimas, é suficiente para nos colocar a par da atrocidade vivida. Contudo, a escrita mecânica, simples, sem chama, não nos transporta para mais uma página negra da humanidade.
Han Kang é Arte na literatura
David Pimenta
De tão belo e, de certa forma, tão íntimo, estes "Atos Humanos" é um livro brutal. Tal como "A Vegetariana", há momentos tão brutais e tão intensos que se tornam extremamente belos. Foi também fundamental para descobrir uma página da história da Coreia do Sul.
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