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A Porta Estreita eBook

de André Gide
Livro eBook
Editor: Cavalo de Ferro, julho de 2022 ‧
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Jérôme é um jovem parisiense que passa os meses de férias na casa de campo do tio, na Normandia. Num desses verões em que o mundo inteiro parecia impregnado de azul, Jérôme apaixona-se por Alissa, sua prima mais velha.

O amor de ambos, constrangido por uma educação religiosa puritana, é sublimado com as leituras que partilham, as cartas que escrevem um ao outro e a resolução que tomam em conjunto: entrar pela porta estreita. Contudo, assombrada pelas palavras do Evangelho, Alissa vai-se convencendo de que esse amor terreno os condenará à perdição e o único caminho que vislumbra diante de si é o da renúncia, do sacrifício e da abnegação.

Romance curto, publicado originalmente em 1909, A Porta Estreita é o primeiro grande êxito literário do Prémio Nobel André Gide e uma das obras mais representativas da literatura francesa. Um romance de formação e do desencontro amoroso, por via da sublimação dos sentimentos, que inaugura uma temática presente no resto da obra do autor: o conflito entre ética e instinto, a revolta contra a hipocrisia católico-burguesa, a exploração dos espaços secretos do Eu.

A Porta Estreita

de André Gide

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896233266
Editor: Cavalo de Ferro
Data de Lançamento: julho de 2022
Idioma: Português
Páginas: 172
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9789896233266
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

André Gide

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1947

André Gide (1869-1951) é um dos escritores franceses mais importantes do século XX. Nascido no seio de uma família francesa protestante, Gide cresceu e foi educado sobretudo na Normandia, num grande isolamento social. Desde cedo começou a escrever, tendo publicado o seu primeiro romance em 1891.
Numa viagem ao Norte de África, foi surpreendido por um mundo de liberdade que, dada a sua educação, nunca antes imaginara, acabando por admitir a sua atração pelos corpos saudáveis de rapazes jovens.
Gide travou conhecimento com Oscar Wilde em Paris, em 1895. O autor de O Retrato de Dorian Gray julgou que lhe tinha revelado a sua homossexualidade, mas a avaliar pelos diários do escritor francês sabemos que nessa altura já tinha plena consciência da sua condição. O drama de Gide era, pois, a conciliação entre a sua rigorosa educação protestante com uma liberdade que sentia necessária para assumir a sua sexualidade.
Apesar de ser casado, Gide envolveu-se com um jovem e ambos fugiram para Inglaterra, o que lhe trouxe críticas tanto da França católica, como da França protestante. E se é certo que a sua obra é admirada e tem uma clara influência na formação de jovens escritores como Camus ou Sartre, sempre que Gide abordou a sua orientação sexual, a crítica com afinidades católicas e protestantes não lhe deu tréguas.
Como tradutor, introduziu as obras de Joseph Conrad em França. A sua atividade de crítico e escritor foi contínua, mas acrescentou-lhe uma vertente de defesa dos Direitos Humanos da qual é pioneiro. Por um breve período foi simpatizante dos ideais comunistas, mas, convidado a visitar e a discursar na União Soviética, regressou desiludido com a censura dos seus discursos e o estado geral da cultura no país.
Em 1939 tornou-se o primeiro escritor vivo a ser incluído na famosa coleção Bibliothèque de La Pléiade. Em 1947, recebeu o Nobel de Literatura.
Morreu em 1951. Um ano depois, a Igreja Católica Romana colocou as suas obras no Index Prohibitorum.
A ficção de Gide e os seus escritos autobiográficos estão traduzidos em mais de 40 línguas e o autor é hoje reconhecido não apenas pelo seu génio literário, mas também como uma das primeiras personalidades a assumirem a sua homossexualidade, discutindo abertamente a sua posição com a moralidade vigente.

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