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A Morte E A Morte De Quincas Berro Dágua (Edição Especial) eBook

de Jorge Amado
idioma: português do brasil
Editor: Companhia das Letras, agosto de 2022 ‧
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Ebook para wook reader
Edição especial de A morte e a morte de Quincas Berro Dágua, pequena obra-prima de concisão narrativa e poética, tida por muitos como uma das mais extraordinárias novelas da língua portuguesa. Com prefácio de Itamar Vieira Jr., posfácio de Affonso Romano de Sant'Anna e ensaio visual de Marepe. Cada qual cuide de seu enterro, impossível não há. Antes de se tornar o boêmio e cachaceiro Quincas Berro Dágua, festejado por malandros e prostitutas das velhas ladeiras de Salvador, Joaquim Soares da Cunha foi um pai de família respeitável, "exemplar funcionário da Mesa de Rendas Estadual, de passo medido, barba escanhoada, paletó negro de alpaca, pasta sob o braço". A virada existencial, que levou a família a renegá-lo, deu-se aos cinquenta anos de idade. Se um homem teve duas vidas tão contrastadas, nada mais justo que tenha também duas mortes. É esse o duplo óbito que Jorge Amado narra nesta novela deliciosa, que tangencia o fantástico sem perder o olhar aguçado para as particularidades da sociedade baiana. Publicada originalmente na revista Senhor, em 1959, a novela A morte e a morte de Quincas Berro Dágua se destaca pela prosa inebriante, que ganha uma atmosfera onírica, sem ser possível distinguir o que é fato e o que é delírio etílico. Nesta edição especial em capa dura, os leitores têm acesso a prefácio inédito de Itamar Vieira Jr., posfácio de Affonso Romano de Sant'Anna e ensaio visual do artista plástico baiano Marepe. "Saí da leitura dessa extraordinária novela […] com a mesma sensação que tive, e que nunca mais se repetiu, ao ler os grandes romances e novelas dos mestres russos do século XIX." — Vinicius de Moraes.

A Morte E A Morte De Quincas Berro Dágua (Edição Especial)

de Jorge Amado

Propriedade Descrição
ISBN: 9786557826256
Editor: Companhia das Letras
Data de Lançamento: agosto de 2022
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 144
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Romance
EAN: 9786557826256
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

Jorge Amado

Jorge Amado nasceu em Pirangi, Baía, em 1912 e faleceu a 6 de agosto de 2001. Viveu uma adolescência agitada, primeiro, na Baía, no início dos seus estudos, depois no Rio de Janeiro, onde se formou em Direito e começou a dedicar-se ao jornalismo. Em 1935 já se tinha estreado como romancista com O País do Carnaval (1931), Cacau (1933), Suor (1934), seguindo-se Terras do Sem Fim (1943) e S. Jorge dos Ilhéus (1944). Politicamente de esquerda, foi obrigado a emigrar, passando por Buenos Aires, onde escreveu O Cavaleiro da Esperança (1942), biografia de Carlos Prestes, depois pela França, pela União Soviética... regressando entretanto ao Brasil depois de ter estado na Ásia e no Médio Oriente. Em 1951 recebeu o Prémio Estaline, com a designação de "Prémio Internacional da Paz". Os problemas sociais orientam a sua obra, mas o seu talento de escritor afirma-se numa linguagem rica de elementos populares e folclóricos e de grande conteúdo humano, o que vai superar a vertente política. A sua obra tem toques de picaresco, sem perder a essência crítica e a poética. Além das já citadas, referimos, na sua vasta produção: Jubiabá (1935), Mar Morto (1936), Capitães da Areia (1937), Seara Vermelha (1946), Os Subterrâneos da Liberdade (1952). Mas é com Gabriela, Cravo e Canela (1958), Os Velhos Marinheiros (1961), Os Pastores da Noite (1964) e Dona Flor e os Seus Dois Maridos (1966) em que o romancista põe de parte a faceta politizante inicial e se volta para temas como a infância, a música, o misticismo popular, a turbulência popular e a vagabundagem, numa linguagem de sabor poético, humorista, renovada com recursos da tradição clássica ligados aos processos da novela picaresca. O seu sentimento humano e o amor à terra natal inspiram textos onde é evidente a beleza da paisagem, a tradição cultural e popular, os problemas humanos e sociais - uma infância abandonada e culpada de delitos, o cais com as suas misérias, a vida difícil do negro da cidade, a seca, o cangaço, o trabalhador explorado da cidade e do campo, o "coronelismo" feudal latifundiário perpassam significativamente na obra deste romancista dos maiores do Brasil e dos mais conhecidos no mundo. Fecundo contador de histórias regionais, Jorge Amado definiu-se, um dia, "apenas um baiano romântico, contador de histórias". "Definição justa, pois resume o carácter do romancista voltado para exemplos de atitudes vitais: românticas e sensuais... a que, uma vez por outra, empresta matizes políticos...", como diz Alfredo Bosi em História Concisa da Literatura Brasileira. Foi-lhe atribuído o Prémio Camões em 1994.

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