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A Filha Do Capitão eBook

de Aleksandr Púchkin
idioma: português do brasil
Editor: Editora 34, outubro de 2024 ‧
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Ebook para wook reader
Tida como a mais importante obra em prosa de Aleksandr Serguêievitch Púchkin (1799-1837), o fundador da literatura russa moderna, A filha do capitão é um experimento magistral com o gênero do romance histórico. Fruto de rigorosa pesquisa, construído com extraordinária economia de recursos e permeado de um lirismo preciso, tão característico da poesia do autor, A filha do capitão é ambientado na revolta camponesa de 1773, liderada pelo cossaco Emelian Pugatchóv, que reivindicava o trono russo passando-se pelo falecido tsar Pedro III, marido de Catarina II. Publicado em 1836, meses antes da morte de Púchkin em um duelo, o romance é narrado por Piotr Grinióv, jovem militar que é enviado para uma remota fortaleza e se apaixona pela filha do comandante local, quando irrompe a rebelião liderada por Pugatchóv. Nesta nova edição desse clássico da literatura russa, a consagrada tradução de Boris Schnaiderman é complementada por um prefácio de Otto Maria Carpeaux, que aborda a biografia do autor e a importância de sua obra, e pelos capítulos iniciais da História de Pugatchóv, de 1834, o único estudo histórico que Púchkin publicou em vida.

A Filha Do Capitão

de Aleksandr Púchkin

Propriedade Descrição
ISBN: 9786555251463
Editor: Editora 34
Data de Lançamento: outubro de 2024
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 208
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Coleção: Coleção Leste
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9786555251463
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

Aleksandr Púchkin

"Aleksandr Serguéevitch Púchkin nasceu em Moscovo a 26 de maio de 1799 (6 de junho de acordo com o novo calendário), na família do major-guarda na reserva Serguei Púchkin. Púchkin nasceu nobre, oriundo de uma velha linhagem russa. (...) Nobre mas sem título nem fortuna, alheio a alguma nobreza adventícia e oportunista que ele zurze desde muito cedo nos seus epigramas, Púchkin identifica-se e faz identificar a sua obra com a nobreza acima de toda a conjuntura social, política ou outra, com a independência e liberdade adquiridas por mérito ancestral. A obra de Púchkin vai cavar às origens, direta ou indiretamente, e sempre em profundidade, esse sentido estético de nobreza que confere liberdade, numa espécie de 'transfert' poético, em que o sangue é antigo mas vivo, puro mas livre (a liberdade da miscigenação, recorrência da sua ascendência africana). (...) Até aos 12 anos, permaneceu em casa, educado por precetores franceses. Aos nove anos lia Plutarco e Homero, clássicos e filósofos franceses, inclusive Voltaire. (...) Entra para o recém-fundado liceu de Tsárskoe Seló, destinado a preparar os filhos dos nobres para altos funcionários do Estado. (...) Liberto do regime rigoroso do liceu, o poeta compensa os anos de reclusão escandalizando toda a gente com as suas aventuras amorosas e provocando a irritação das autoridades com as suas poesias satíricas e epigramas atrevidos, em que não poupa até o czar Alexandre I. Seria injusto dizer que o jovem poeta apenas se diverte: também escreve, e muito. Além das numerosas poesias, trabalha, de 1817 a 1820, no seu primeiro poema - um conto de fadas em verso - 'Russlan e Liudmila', que irá impressionar os contemporâneos pelas imagens vivas e brilhantes e pela maturidade da linguagem poética. (...) Grave para o poeta (que se mostrou incorrigível perante as autoridades), foi o ser exilado em 1824 para a província de Pskov, aldeia de Mikháilovskoe, sem o direito de abandonar o local. (...) O novo czar, Nicolau I, manda-o logo regressar a Petersburgo e a vida do poeta muda radicalmente. Nicolau recebe Púchkin. (...) O poeta ficou livre, mas não tanto. Podia deslocar-se livremente, mas tinha de informar as autoridades. Continuava vigiado, quer nas suas deslocações, quer na apreciação da lealdade política dos seus escritos. (...) Entretanto, em 1830, casara com a bela Natália Gontcharova. (...) Foi neste transe da sua vida que surgiu um jovem francês ao serviço da Rússia, Georges d'Anthès, que se pôs a cortejar a bela Gontcharova. (...) Púchkin, louco de raiva, desafiou d'Anthès. O duelo não chegou a realizar-se. Seguidamente, uma cilada, com a cumplicidade de uma dama da corte, proporcionou um falso encontro entre Natália e d'Anthès. Natália, escandalizada, abriu-se com o marido. O duelo era inevitável. (...) A 27 de janeiro de 1837, nos arredores de Petersburgo, Púchkin, um ótimo atirador, falhou (propositadamente?) o seu adversário. Foi atingido na barriga e levou dois dias em atroz agonia até morrer. (...) Nos dez últimos anos da sua vida, Púchkin escreve, além de inúmeras poesias, cinco poemas, entre os quais 'Poltava' e 'O Cavaleiro de Bronze', acaba em 1831 o seu romance em verso 'Evguéni Onéguin' (que lhe custou oito anos de trabalho), cinco contos clóricos e populares em verso, publica a tragédia 'Boris Godunov' escrita no exílio de Mikháilovskoe e escreve mais seis obras dramáticas; escreve os contos que deram início ao desenvolvimento dos géneros prosaicos na Rússia; trabalha como crítico literário (...), escreve ensaios sobre temas históricos."
Nina Guerra e Filipe Guerra, na introdução a "O Cavaleiro de Bronze e Outros Poemas"

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