10% de desconto

A Alma Do Homem Sob O Socialismo eBook

de Oscar Wilde
idioma: português do brasil
Editor: L&PM Editores, fevereiro de 2003 ‧
2,49€
10% DESCONTO CARTÃO
DISPONIBILIDADE IMEDIATA
Ebook para wook reader
O ensaio A alma do homem sob o socialismo é uma peça peculiar da obra do escritor irlandês radicado na Inglaterra Oscar Wilde. Publicado no periódico The Fortnightly Review em 1891, trata-se de um texto que veio a público no despontar da carreira do autor: ele já publicara O príncipe feliz e outras histórias, com contos para crianças, a primeira versão de O retrato de Dorian Gray, bem como O retrato do Sr. W. H e a peça A duquesa de pádua, e já mantinha certo renome como jornalista. Por outro lado, A alma do homem foi escrito antes da experiência que viria a ser o divisor de águas da carreira (e da vida) daquele que foi um dos maiores observadores da vida burguesa e da natureza humana de todos os tempos: o processo e a condenação a dois anos de encarceramento com trabalhos forçados por crimes de natureza sexual em função de seu caso com o jovem Lord Alfred Douglas. Depois da prisão, um novo Wilde surgiria, dedicando-se mais a questões como ética humana, liberdade, política, como se pode ver no célebre De profundis (vol. 87 da coleção L POCKET) e em A balada do cárcere de Reading. Portanto, A alma do homem é o único texto de certa extensão escrito previamente ao processo e escândalo no qual Wilde – aquele cujos únicos compromissos eram com a ironia, a provocação e a elegância – debruça-se detidamente sobre a política, a liberdade, a condição social humana. Neste ensaio, Wilde aborda seriamente a então promessa socialista, analisando seus prós e contras, e, como um profeta maldito, além de artista para o qual a liberdade pessoal não pode ser diminuída, chama a atenção para a importância que o socialismo precisaria garantir à individualidade humana.

A Alma Do Homem Sob O Socialismo

de Oscar Wilde

Propriedade Descrição
ISBN: 9788525422415
Editor: L&PM Editores
Data de Lançamento: fevereiro de 2003
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 96
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9788525422415
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

Oscar Wilde

Oscar Wilde nasceu a 10 de outubro de 1854. Foi o segundo filho de um casal irlandês residente em Dublin.
Em 1871 recebeu uma bolsa para frequentar o Trinity College de Dublin, onde começou a construir a sua persona, com o culto dos pré-rafaelitas, as roupas de dandy e o desafio às convenções.
É neste período que Wilde conhece as obras de Keats, Flaubert e Pater, embora, como disse mais tarde, já houvesse percorrido mais de metade do caminho quando os encontrou. Três anos depois está a frequentar Estudos Clássicos em Oxford.
É influenciado por dois professores de Belas-Artes, John Ruskin e Walter Pater.
Em 1879 já está a residir em Londres, onde se tornará conhecido pelo brilho das conversas e a frequência dos teatros. Escreve Vera ou os Niilistas, que não chega a ser representada, e em 1881 publica Poems.
Em 1884, casa com Constance Lloyd, uma herdeira inteligente e culta, interessada em literatura infantil e de quem teve dois filhos. A partir de 1886, Wilde assume abertamente a sua homossexualidade.
Colabora com a Pall Mall Gazette, publica O Retrato do Sr. W. H., contos como O Príncipe Feliz, e ataca o realismo no ensaio O Declínio da Mentira.
Em 1891 surge O Retrato de Dorian Gray. O romance celebra o esteticismo, critica os seus riscos e aborda pela primeira vez a homossexualidade na literatura inglesa. No mesmo ano publica A Alma do Homem e o Socialismo.
Em 1892, edita O Leque de Lady Windermere, o seu primeiro êxito teatral. Regressa a Paris, onde conhece Mallarmé, Schwob, e tem longas conversas com André Gide.
Mas Uma Mulher sem Importância faz que até alguns dos mais renitentes lhe reconheçam o talento. E é então, no auge da sua glória, que conhece Lord Alfred Douglas, Bosie para os íntimos, vinte anos mais novo do que ele, de gostos vulgares, caprichoso e manipulador. Em apenas dois anos, Wilde é levado à falência com presentes caros, jantares requintados e viagens.
É o começo do fim. Embora escreva ainda Um Marido Ideal, Uma Tragédia Florentina e A Importância de Ser Earnest, a vida criativa de Wilde começa a estiolar-se.
O autor de O Declínio da Mentira vai deixar-se instrumentalizar pelo seu amante no conflito que o opõe ao pai, John Sholto Douglas, marquês de Queensberry.
Em 1895, por instigação de Alfred, Wilde toma a iniciativa de um processo judicial contra Sholto. Ganha o primeiro processo, de que sai, no entanto, relacionado com «atos de grave indecência». O desfecho de um terceiro julgamento é a sua condenação a dois anos de trabalhos forçados.
É na prisão que escreve De Profundis.
Libertado, abandona imediatamente Inglaterra, adota o nome de Sebastian Melmoth e instala-se num modesto hotel de Paris.
Wilde morreu em novembro de 1900, após dois meses de doença. Diz-se que, tal como Tchékhov, de quem quase tudo o separava, pediu champanhe pouco antes de expirar, comentando: «Estou a morrer acima das minhas possibilidades.»

(ver mais)

DO MESMO AUTOR