WOOK LÊ Paulo Moura

17 de janeiro de 2020
Paulo Moura é escritor e um dos repórteres mais importantes do nosso país. Fez a cobertura jornalística de cenários de crise internacional e conflito em todas as zonas do globo, do Kosovo ao Afeganistão, passando pelo Iraque, Chechénia, Angola, Caxemira, Israel, Haiti, Turquia, Ucrânia, China, Sudão ou Líbia, entre muitas outras.

Fui agraciado com diversos prémios de jornalismo, incluindo o do Clube Português de Imprensa, Comissão Europeia e UNESCO.

É autor de diversos livros de não-ficção e do romance Hipnose.

O seu livro mais recente, Cidades do Sol, leva-nos numa aventura pelos grandes espaços urbanos da Ásia contemporânea: da influencer que criou uma cidade imaginária em Jacarta ao nonagenário filipino, nomeado para o Nobel da Literatura, que está a escrever um romance sobre Inteligência Artificial, ou o casal chinês autor de um livro proibido que vendeu 7 milhões em fotocópias – todas elas personagens reais, que nos lembram como é vasto – e interessante – o nosso mundo.



Paulo Moura
BIOGRAFIA
NOME: Paulo Moura
DATA E LOCAL DE NASCIMENTO: 27/12/1959, Porto
WOOK FAZ? Escritor, repórter e professor
CURIOSIDADE: Não fiz o serviço militar obrigatório por ser objector de consciência, mas estive em todas as guerras das últimas três décadas.
OS LIVROS DA SUA VIDA
O AGENTE SECRETO
Conrad é um guia para descer às profundezas da consciência humana. Uso-o muitas vezes, nesses percursos perigosos. Ensinou-me a ver a dimensão literária da política. O lado romanesco do poder, da conspiração, da luta por uma causa. Mas acima de tudo ensinou-me uma certa forma de amar a aventura, a viagem, o mar.
VER MAIS »
O AMERICANO TRANQUILO
Greene recorda-me para que serve a literatura. Ajuda-me a pensar sobre o meu lugar, como indivíduo, na imensa complexidade do mundo. Um lugar que é de reflexão, de responsabilidade e também de puro prazer de estar vivo e ser parte de algo tão formidável como a comunidade humana. Só quando fazemos do mundo inteiro o nosso palco seremos capazes de decisões moralmente justas.
VER MAIS »
A FOGUEIRA DAS VAIDADES
Wolfe é o grande cronista do século XX. Ele, à frente da equipa-prodígio do New Journalism, será a grande fonte dos historiadores do futuro, quando quiserem compreender a época do Império americano. Mostrou que tudo o que acontece pode ser contado, e que não há mais nada para além do que acontece. Para nós, humanos, tudo o que temos está fora de nós.
VER MAIS »
O JOGO DO MUNDO, RAYUELA
Cortázar é o grande mestre do estilo. Para mim, escrever bem é ser Cortazar. O poder das suas palavras está para além do realismo mágico, até para além da literatura. O que o faz único é o olhar. Não há nenhum artifício nas suas frases. Ele apenas conta o que viu.
VER MAIS »
O IMPERADOR
Kapuscinski nunca escreveu ficção. Só jornalismo e poesia. O seu pacto com a verdade é radical, absoluto. Tudo o que há a aprender sobre literatura de não-ficção está nos livros do grande mestre polaco. Faz-nos sentir que o mundo é complicado, intrincado, diverso, incomensurável, mas nada nos impede de o compreendermos.
Comprar »

Livros relacionados

Wook está a dar

Subscreva!