Victor D.O. Santos de A a W – a língua como traço humano
Partilhar:
11 de setembro de 2024
De A a W é uma rubrica do Wookacontece, na qual desafiamos um convidado a percorrer as letras do abecedário dizendo para cada uma delas… o que bem entender. O resultado é sempre uma incógnita.
Desta vez, o nosso convidado é Victor. D. O. Santos, linguista e autor de livros infantis. Brasileiro-americano, mora no estado de Iowa, nos EUA, onde cria dois filhos trilíngues com a sua esposa ucraniana. A multicuturalidade faz parte da sua vida, refletindo a paixão que sente pelas línguas como forma de nos ligarmos e compreendermos mutuamente. O que Nos Torna Humanos, que acaba de lançar em Portugal, em parceria com a UNESCO em homenagem à Década Internacional das Línguas Indígenas, conta como a língua sempre esteve entre nós, desde o iníco dos tempos, e como é fundamental para a essência humana. Traduzida já para 24 línguas, esta narrativa poética, e tão simples quanto profunda, ganha vida nas deslumbrantes ilustrações Anna Forlati.
Não podíamos perder a oportunidade de percorrer o nosso abecedário WOOK com um linguista tão criativo como Victor. D. O. Santos. Nas suas respostas, as palavras são o espelho de muitas línguas e os significados dão-nos novos horizontes.
Desta vez, o nosso convidado é Victor. D. O. Santos, linguista e autor de livros infantis. Brasileiro-americano, mora no estado de Iowa, nos EUA, onde cria dois filhos trilíngues com a sua esposa ucraniana. A multicuturalidade faz parte da sua vida, refletindo a paixão que sente pelas línguas como forma de nos ligarmos e compreendermos mutuamente. O que Nos Torna Humanos, que acaba de lançar em Portugal, em parceria com a UNESCO em homenagem à Década Internacional das Línguas Indígenas, conta como a língua sempre esteve entre nós, desde o iníco dos tempos, e como é fundamental para a essência humana. Traduzida já para 24 línguas, esta narrativa poética, e tão simples quanto profunda, ganha vida nas deslumbrantes ilustrações Anna Forlati.
Não podíamos perder a oportunidade de percorrer o nosso abecedário WOOK com um linguista tão criativo como Victor. D. O. Santos. Nas suas respostas, as palavras são o espelho de muitas línguas e os significados dão-nos novos horizontes.
De A a W
Victor D. O. Santos
A – Ancestrais – Aprender a língua de nossos ancestrais é um modo de honrar o nosso passado, nossos ancestrais e nossa origem.
B – Bilíngue – As pesquisas mostram que pessoas que são bilíngues demonstram maior empatia, possuem menor incidência de Alzheimer e, em média, são melhores em compreensão de leitura que pessoas monolingues.
C – Cultura – A cultura e a língua são dois lados de uma mesma moeda e quando uma língua morre, uma parte essencial da cultura (e do povo) que a fala morre com ela, o que é uma perda para toda a humanidade.
D – Diversidade – De acordo com a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural da UNESCO (2001), a diversidade cultural (para a qual a diversidade linguística é essencial) é tão necessária para a humanidade quanto a biodiversidade é essencial para a natureza.
E – Enigma – O livro O que Nos Torna Humanos funciona como um enigma, em que pistas textuais e visuais quanto ao tema do livro são fornecidas ao leitor em cada página, mas em que o tema do livro só é revelado na última página.
F – Fevereiro – As Nações Unidas declararam o dia 21 de fevereiro como o Dia Internacional da Língua Materna, em que se celebram todas as línguas do mundo e se promove a diversidade linguística e cultural, assim como o multilinguismo.
B – Bilíngue – As pesquisas mostram que pessoas que são bilíngues demonstram maior empatia, possuem menor incidência de Alzheimer e, em média, são melhores em compreensão de leitura que pessoas monolingues.
C – Cultura – A cultura e a língua são dois lados de uma mesma moeda e quando uma língua morre, uma parte essencial da cultura (e do povo) que a fala morre com ela, o que é uma perda para toda a humanidade.
D – Diversidade – De acordo com a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural da UNESCO (2001), a diversidade cultural (para a qual a diversidade linguística é essencial) é tão necessária para a humanidade quanto a biodiversidade é essencial para a natureza.
E – Enigma – O livro O que Nos Torna Humanos funciona como um enigma, em que pistas textuais e visuais quanto ao tema do livro são fornecidas ao leitor em cada página, mas em que o tema do livro só é revelado na última página.
F – Fevereiro – As Nações Unidas declararam o dia 21 de fevereiro como o Dia Internacional da Língua Materna, em que se celebram todas as línguas do mundo e se promove a diversidade linguística e cultural, assim como o multilinguismo.
G – Galego – O galego, uma das línguas românicas faladas em partes de Portugal e da Espanha, é uma das vinte e quatro línguas para os quais o livro O que Nos Torna Humanos já foi traduzido.
H – Humanos – Nós humanos somos a única espécie capaz de uma linguagem tão complexa e metafórica, e esta nossa capacidade para a linguagem está no cerne do que nos faz e do que nos fez humanos.
I – Indígenas – O conhecimento encontrado nas várias culturas indígenas ao redor do mundo é crucial para o controle do clima, para a segurança alimentar, para o gerenciamento das águas e das terras, para a saúde e para a biodiversidade, uma vez que 80% da biodiversidade mundial se encontra em terras indígenas.
J – Japonês – O japonês, uma das línguas para as quais O que nos torna humanos já foi traduzido, com o título Se eu não existisse no mundo, utiliza três sistemas diferentes de escrita: hiragana, katakana e kanji.
H – Humanos – Nós humanos somos a única espécie capaz de uma linguagem tão complexa e metafórica, e esta nossa capacidade para a linguagem está no cerne do que nos faz e do que nos fez humanos.
I – Indígenas – O conhecimento encontrado nas várias culturas indígenas ao redor do mundo é crucial para o controle do clima, para a segurança alimentar, para o gerenciamento das águas e das terras, para a saúde e para a biodiversidade, uma vez que 80% da biodiversidade mundial se encontra em terras indígenas.
J – Japonês – O japonês, uma das línguas para as quais O que nos torna humanos já foi traduzido, com o título Se eu não existisse no mundo, utiliza três sistemas diferentes de escrita: hiragana, katakana e kanji.
K – Karen – O povo Karen, originário da Birmânia (Myanmar) e falante da língua karen, é um dos povos representados em O que Nos Torna Humanos, sendo mundialmente conhecido pelo costume das mulheres de usarem argolas no pescoço.
L – Línguas – Todas as línguas do mundo são igualmente importantes e cada língua é o sistema de comunicação perfeito para a cultura específica em que é falada (ou sinalizada, no caso das línguas de sinal).
M – Metade – Estima-se que pelo menos metade das 7.164 línguas vivas do mundo (Ethnologue, 2024) possa desaparecer até o fim deste século, se as tendências atuais persistirem, e que cerca de metade das línguas do mundo possuem menos de 10.000 falantes, colocando-as numa situação delicada do ponto de vista de sua preservação.
N – Navajo – O Navajo (chamada de Diné Bizaad na própria língua navajo) é a língua indígena mais falada nos Estados Unidos e é extremamente complexa, tendo sido utilizada com grande sucesso para transmitir mensagens secretas durante a Segunda Guerra Mundial.
O – O.N.U. – A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (O.N.U.) declarou o período de 2022 a 2032 como a Década Internacional das Línguas Indígenas, a fim de chamar a atenção para que grande parte das línguas indígenas do mundo estão em risco de desaparecer em breve e de promover ações concretas para protegê-las.
P – Papua-Nova Guiné – A Papua-Nova Guiné, país com uma população de cerca de 10 milhões de pessoas (Organização Mundial da Saúde), é o país com a maior diversidade linguística do mundo, em que se encontram cerca de 840 línguas.
Q – Querétaro – A Secretaria de Educação do Estado de Querétaro, no México, lançou em 2024 uma edição de O que Nos Torna Humanos em hñähño, língua indígena falada pelo povo Otomí, marcando a segunda língua indígena em que o livro foi publicado e diretamente contribuindo para sua conservação.
R – Revitalização – A revitalização de uma língua é um processo no qual se tenta frear ou reduzir significantemente o declínio de uma língua, o que geralmente acontece quando as crianças param de adquiri-la como língua materna.
S – Sistemas de escrita – Estima-se que apenas cerca de 57% das línguas do mundo possuem um sistema de escrita, e dentre os sistemas de escrita existentes no mundo, o alfabeto romano (latino) é o mais amplamente utilizado.
T – Trilíngue – Os dois filhos de Victor D. O. Santos, autor brasileiro de O que Nos Torna Humanos, são trilíngues de nascença, uma vez que foram expostos desde recém-nascidos ao português, russo (língua materna da esposa de Victor, ucraniana) e inglês (língua dos EUA, onde nasceram e foram criados).
U – UNESCO – A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) escolheu o livro O que Nos Torna Humanos como livro oficial da Década Internacional das Línguas Indígenas das Nações Unidas (2022-2032), o que foi uma honra enorme para o autor e a ilustradora.
V – Velhice – Um dos possíveis sintomas da velhice é um declínio das habilidades linguísticas, seja devido a um envelhecimento normal (esquecimento de palavras, por exemplo) ou devido a condições neurológicas não normais, como Alzheimer ou afasia, que podem levar a sintomas mais sérios de perda significativa de aspectos linguísticos.
W – White Ravens – O livro O que Nos Torna Humanos foi selecionado para o prestigioso catálogo White Ravens de 2023 da Biblioteca Internacional da Juventude, a maior biblioteca do mundo de literatura infantil e juvenil, localizada no castelo de Blutenburg, em Munique (Alemanha).
L – Línguas – Todas as línguas do mundo são igualmente importantes e cada língua é o sistema de comunicação perfeito para a cultura específica em que é falada (ou sinalizada, no caso das línguas de sinal).
M – Metade – Estima-se que pelo menos metade das 7.164 línguas vivas do mundo (Ethnologue, 2024) possa desaparecer até o fim deste século, se as tendências atuais persistirem, e que cerca de metade das línguas do mundo possuem menos de 10.000 falantes, colocando-as numa situação delicada do ponto de vista de sua preservação.
N – Navajo – O Navajo (chamada de Diné Bizaad na própria língua navajo) é a língua indígena mais falada nos Estados Unidos e é extremamente complexa, tendo sido utilizada com grande sucesso para transmitir mensagens secretas durante a Segunda Guerra Mundial.
O – O.N.U. – A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (O.N.U.) declarou o período de 2022 a 2032 como a Década Internacional das Línguas Indígenas, a fim de chamar a atenção para que grande parte das línguas indígenas do mundo estão em risco de desaparecer em breve e de promover ações concretas para protegê-las.
P – Papua-Nova Guiné – A Papua-Nova Guiné, país com uma população de cerca de 10 milhões de pessoas (Organização Mundial da Saúde), é o país com a maior diversidade linguística do mundo, em que se encontram cerca de 840 línguas.
Q – Querétaro – A Secretaria de Educação do Estado de Querétaro, no México, lançou em 2024 uma edição de O que Nos Torna Humanos em hñähño, língua indígena falada pelo povo Otomí, marcando a segunda língua indígena em que o livro foi publicado e diretamente contribuindo para sua conservação.
R – Revitalização – A revitalização de uma língua é um processo no qual se tenta frear ou reduzir significantemente o declínio de uma língua, o que geralmente acontece quando as crianças param de adquiri-la como língua materna.
S – Sistemas de escrita – Estima-se que apenas cerca de 57% das línguas do mundo possuem um sistema de escrita, e dentre os sistemas de escrita existentes no mundo, o alfabeto romano (latino) é o mais amplamente utilizado.
T – Trilíngue – Os dois filhos de Victor D. O. Santos, autor brasileiro de O que Nos Torna Humanos, são trilíngues de nascença, uma vez que foram expostos desde recém-nascidos ao português, russo (língua materna da esposa de Victor, ucraniana) e inglês (língua dos EUA, onde nasceram e foram criados).
U – UNESCO – A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) escolheu o livro O que Nos Torna Humanos como livro oficial da Década Internacional das Línguas Indígenas das Nações Unidas (2022-2032), o que foi uma honra enorme para o autor e a ilustradora.
V – Velhice – Um dos possíveis sintomas da velhice é um declínio das habilidades linguísticas, seja devido a um envelhecimento normal (esquecimento de palavras, por exemplo) ou devido a condições neurológicas não normais, como Alzheimer ou afasia, que podem levar a sintomas mais sérios de perda significativa de aspectos linguísticos.
W – White Ravens – O livro O que Nos Torna Humanos foi selecionado para o prestigioso catálogo White Ravens de 2023 da Biblioteca Internacional da Juventude, a maior biblioteca do mundo de literatura infantil e juvenil, localizada no castelo de Blutenburg, em Munique (Alemanha).