Tsunami político
Partilhar:
@literacidades
4 de dezembro de 2023
A incerteza política causa ansiedade. Mas nada como a literatura de não ficção para nos ajudar a encontrar um rumo que dignifique os direitos humanos e nos ponha no caminho da solidificação da nossa democracia.
Os perigos da direita radical
Sabemos quem são, conseguimos identificá-los nos quadros políticos de diferentes países. Mas será que os conhecemos? Trump, Bolsonaro, Ventura, Salvini, Le Pen, são nomes que nos temos habituado a ouvir, cabeças de partidos que parecem somar cada vez mais percentagem de voto, alcançando já o poder em grandes países, como o Brasil ou os Estados Unidos. Neste livro, vamos à génese da questão. As fações mais extremistas da direita política não surgiram do nada. São, antes, o reacender de teorias políticas derrotadas no período pós-guerra, mas que nunca deixaram de se fazer ouvir um pouco por todo o mundo. Escutar além do clickbite, dos discursos inflamados ou das fakenews, para entender o que propõem, de facto, estes políticos, é essencial para podermos decidir por nós se estas são, ou não, ideias que asseguram a continuidade da democracia e dos direitos individuais.
COMPRAR NA WOOK
Para que serve o PCP?
É o mais antigo partido político português, nascido em 1921, quatro anos após a revolução bolchevique, na URSS, que tanto lhe serviu de inspiração ao longo da sua história. Com uma tradição de luta contra a ditadura portuguesa, na clandestinidade, pagando muitas vezes com a vida a força das suas convicções, os militantes comunistas foram decisivos na revolução popular que se seguiu ao golpe militar de 25 de Abril de 1974. Mas, desde meados dos anos 80, o PCP tem vindo a perder fôlego e popularidade, tendo registado nas últimas eleições legislativas o seu pior resultado de sempre. Muito presente nos sindicatos e no governo autárquico, o PCP foi dos poucos partidos comunistas sul europeus a resistir intacto ao “fim do comunismo.” Mas a que preço? Adelino Gomes reflete sobre esta questão, dando-nos pistas para entender a presença de um partido marxista-leninista, em 2023, no espectro político nacional.
COMPRAR NA WOOK
Da geringonça à maioria absoluta
Lançados em outubro de 2023, mal sabia o autor que estes seus textos, no mês seguinte, já contariam com novos desenvolvimentos. O politólogo André Freire leva-nos a uma análise da conjuntura portuguesa entre 2015, altura em que iniciou funções a “geringonça” – nome dado ao governo do PS com apoio parlamentar do BE, do PCP e do PEV, que marcou um corte com a política da troika – e a vitória do PS com maioria absoluta, após rompimento dos acordos parlamentares com os 3 partidos de esquerda. O livro reúne as suas crónicas publicadas no Jornal de Letras entre 2017 e 2022, nas quais ia refletindo sobre as mudanças que o entendimento à esquerda representou na política portuguesa e, também, a reação da direita à conjuntura em questão. Será uma aliança dos partidos à direita equivalente à “geringonça”? Nestas reflexões, encontramos resposta a alguns dos dilemas do Portugal contemporâneo.
COMPRAR NA WOOK
Como fazer frente a um ditador?
Por vezes faltam-nos argumentos para rebater a simplicidade da idiotia. Entre o que é preciso ser dito e aquilo que as pessoas querem ouvir, vai a diferença entre um voto esclarecido e a manipulação das massas. A filipina Maria Ressa, que ganhou em 2021 o Prémio Nobel da Paz, teve a coragem de se insurgir contra uma rede de manipulação da verdade levada a cabo pelo governo daquele país e, por isso mesmo, está presa, provavelmente para o resto da vida. Considerada em 2020 como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo, Ressa expôs a retórica e a estratégia por trás de grandes operações de manipulação da opinião pública. Mas não apenas no seu país. A autora encontrou semelhanças entre a estratégia do presidente filipino e a utilizada no Brexit, pelos seus defensores, ou na Rússia, aquando da invasão da Ucrânia. Neste livro, vêm à tona não apenas a teoria, mas os factos e as técnicas utilizadas para abalar as instituições democráticas.
COMPRAR NA WOOK