Outra vez o 25 de abril
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18 de abril de 2023
A data não cansa nem quem escreve, nem quem lê. O que para uns já é coisa garantida, para outros foi luta para dar a volta à vida. Eis algumas perspetivas sobre o assunto.
Era uma vez o 25 de Abril
E começamos com quem o viveu, ainda jovem. José Fanha, que viu a queda da ditadura com um misto de espanto e alegria, percebeu que, para as novas gerações, a data parece uma coisa muito ao longe. Volvidas algumas décadas, parece que se perde a ligação, que o real é visto como história de ficção. Assim, resolveu contar a história de Portugal antes da revolução. Este livro, dedicado às crianças de nove anos para cima, conta ainda o surgimento do Movimento das Forças Armadas e a história dos dias prévios àquele que mudou o curso à História. Não é propriamente um livro de História, antes uma história contada: e que melhor maneira de ser lida e ouvida?
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25 de Abril
Mais um livro fresquíssimo, desta vez publicado pela Assembleia da República, sob a pena – ou os teclados, que os tempos já são outros – das autoras mais amadas pelo público juvenil em Portugal. Como poucos, bem se sabe, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada conquistaram faixas etárias (também eu, que já fui nova, fui fã obcecada). Para isso, foi necessário não apenas conseguirem contar histórias, para além de inventá-las, mas também dar aos miúdos o que lhes interessa. Desta vez, em vez de aventuras com um pastor-alemão e um caniche, temos o relato das circunstâncias da Revolução de Abril, feito através do texto das autoras e das ilustrações de Sofia Cavalheiro. Para além disso, ainda há uma explicação do período conturbado que se seguiu à mudança de regime. O livro faz parte de um conjunto de publicações que se destina a explicar os pontos mais marcantes da História portuguesa e, para além da data do 25 de Abril, ainda aborda a guerra colonial, a ditadura salazarista, a polícia política e a prisão política.
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Avó, onde é que estavas no 25 de Abril?
As únicas pessoas que não perguntaram isto às avós delas foram as que viveram a data. Assim sendo, talvez sejam essas as avós a quem se pergunta agora isto. Eu perguntei-o, não uma, mas duas vezes – é no que dá ter duas avós. Aqui, a história vai via personagens: Manu quer saber mais sobre a data que é feriado. Para isso, o que pode ser mais vivo do que a memória em primeira mão? E a avó está mesmo ali ao lado... Para quem não o viveu, a data histórica pode afundar-se no simbolismo, mas passa a ter outra dimensão – mais real, mais presente, mais dorida ou mais feliz – quando se vê que, para alguém tão próximo, o 25 de Abril foi mais do que a data de um livro: foi mesmo o dia em que a vida mudou, passando a ser quase impossível um regresso ao que foi.
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O movimento dos capitães e o 25 de Abril
É uma espécie de crónica da Revolução dos Cravos. Aqui, o leitor volta-se para o passado, e ei-lo então dentro do Movimento que preparou e levou a cabo o que se passou na madrugada de 25 de Abril. E, partindo-se disto, dá para tudo: o livro conta a vida a quem viveu o dia e a quem ainda estava por nascer. Os autores, que fizeram uma trilogia de livros sobre o período que se seguiu ao 25 de Abril – o Processo Revolucionário em Curso –, ficaram conhecidos como «os cronistas da Revolução». Esta edição é, na verdade, uma reedição da matéria registada para que a História fosse lembrada.
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