Torne-se um escritor com este livro

Em Cartas a um Jovem Escritor, Colum McCan partilha dicas fundamentais para todos os que se interessam pela arte de bem escrever, tenham eles dezassete, sessenta ou quarenta e seis anos.
Cartas a um Jovem Escritor
Capa do livro Cartas a um Jovem Escritor
CARTAS A UM JOVEM ESCRITOR
Inspirador, didático e incentivador, Colum McCann, National Book Award aborda neste livro tudo aquilo o que um escritor – não necessariamente jovem, sublinhe-se – precisa de saber.
Assuntos que vão desde os tópicos pragmáticos como os cursos de escrita, às questões artísticas e filosóficas, passando pelo contacto com as editoras são dissipadas na companhia do autor para que a desafiante viagem de escrever não se demore, nem se esmoreça.
NÃO ESCREVA O QUE SABE
Não escreva o que sabe, escreva em direção ao que quer saber.
Saia da sua pele. Arrisque-se. Isso irá abrir-lhe o mundo. Vá para outro lugar. Investigue o que fica para além das cortinas, para lá da parede, para lá da esquina, para lá da sua cidade, para lá dos limites do seu próprio país. Um escritor é um explorador. Sabe que quer chegar a algures, mas não sabe se o algures existe sequer.

O TERROR DA PÁGINA EM BRANCO
Não permita que o terror da página em branco envolva a sua mente em celofane. A desculpa de que sofre de bloqueio de escritor é demasiado fácil. Tem de dar as caras no trabalho. Tem de sentar-se na cadeira e combater o vazio. Não abandone a secretária. (…)
Tem de dedicar-se. Se não estiver lá, as palavras não aparecerão; tão simples como isso.
Um escritor não é uma pessoa que pensa obsessivamente na escrita, ou fala sobre ela, ou a planeia, ou a disseca, ou, até, a venera: um escritor é aquele que senta o rabo na cadeira quando a última coisa que quer é ter o rabo sentado na cadeira.
Insista na sua própria persistência. as palavras surgirão. Poderão não chegar sob a forma de sarças ardentes ou de pilares de luz, mas isso não importa. Dê luta, uma e outra vez. Se lutar o tempo suficiente, a palavra certa aparecerá e, se tal não acontecer, pelo menos tentou.
Deixe estar o rabo na cadeira. O rabo na cadeira. O rabo na cadeira.
Continue a olhar para a página em branco.

NADA DE FERRUGEM NAS FRASES, POR FAVOR
Deverá escrever como se fosse enviar ao leitor uma frase de cada vez. A prosa deve ser tão bem escrita como a poesia. Todas as palavras são importantes. Teste o ritmo e precisão das mesmas. Procure assonâncias, aliterações, rimas. Procure os ecos interiores. Diversifique os seus movimentos. Será quase como se dançasse. Escute a sua escrita a criar-se a si mesma. Nunca permita que se transforme em música de elevador. É a sua capacidade para se esforçar um pouco mais que o distinguirá.


Colum McCann
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