Especial Prémio Nobel da Literatura 2017

Tudo o que precisa de saber sobre o sucessor de Bob Dylan, Kazuo Ishiguro.
A 5 de outubro de 2017 a Academia Sueca distinguia com o Prémio Nobel da Literatura o escritor Kazuo Ishiguro. O britânico de origem japonesa foi escolhido porque, nas palavras da Academia Sueca, é “um escritor de grande integridade”, “um romancista absolutamente brilhante” que “desenvolveu um universo estético só seu”.
Incrédulo, Ishiguro pensou tratar-se de fake news, até começar a receber chamadas de jornalistas e um telefonema da própria Academia Sueca.
Kazuo Ishiguro
Kazuo Ishiguro
Quem é o sucessor de Bob Dylan?
Kazuo Ishiguro já tinha sido aplaudido antes. O autor conta com um total de 21 distinções, das quais destacamos o Man Booker Prize para ficção (2005), os dois Best of Young British Novelists atribuídos pela Granta (em 83 e 93) e a condecoração honorífica francesa de Chevalier de L’Ordre des Arts et des Lettres, em França (1998). Também o Sunday Times o elogiou por “ampliar as possibilidades da ficção” e o The New Yorker chegou a apelidá-lo de “mestre precoce”.
Kazuo Ishiguro nasceu em Nagasaki a 8 de novembro de 1954. Fixou-se com a família, no Reino Unido, em 1960 – tinha na altura cinco anos. Mais tarde ingressou na Universidade de Kent, na Cantuária, onde estudou Língua Inglesa e Filosofia. Concluídos os estudos superiores, começa a trabalhar como assistente social nos bairros mais pobres de Londres. Dá os primeiros passos na literatura com a publicação de contos na revista Granta.
O sucessor de Bob Dylan chegou a tentar a sua sorte numa carreira musical, mas não conseguiu seduzir qualquer editora discográfica. Felizmente para os seus leitores, isso deu-lhe mais tempo para escrever romances tão incríveis como Os Despojos do Dia ou Nunca me Deixes (ambos adaptados para o grande écrã, com nomes como Anthony Hopkins, Emma Thompson e Keira Knightley nos papéis principais).
No primeiro acompanhamos as reflexões de Stevens, o mordomo perfeito, no pós-Segunda Guerra Mundial. Depois de 30 anos de serviço em Darlington Hall, Stevens continua a tentar convencer-se de que serviu a Humanidade servindo um “grande homem”, Lord Darlington. Será mesmo assim?
No segundo, Nunca me Deixes , vamos pela mão de Kathy, Ruth e Tommy para um mundo onde a clonagem é uma realidade que só leva em conta os “bons” cidadãos britânicos.
Folheamos as edições portuguesas do mais recente Prémio Nobel da Literatura e alguns temas sobressaem: a beleza, mas a rutura com o mundo, a força emocional, mas a solidão, a realidade, mas as ilusões que inventamos para a aguentar.
A secretária permanente da Academia Sueca, Sara Danius, descreveu Kazuo Ishiguro como um autor que é uma mistura entre Franz Kafka, Jane Austen e “uma pitada de Marcel Proust”.
O último livro publicado pelo Prémio Nobel da Literatura 2017, O Gigante Enterrado, é, segundo o nosso leitor Manuel Luís, “uma história que toca e não se esquece”.

Estamos certos de que o mesmo se poderia dizer sobre qualquer um dos livros de Kazuo Ishiguro.


Fonte: rtp.pt | nobelprize.org
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