Os livros escritos pelos candidatos às presidenciais americanas
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27 de agosto de 2024
A poucos dias do debate televisivo (previsto) entre Kamala Harris, a candidata dos democratas à Presidência dos EUA, e Donald Trump, o escolhido pelos republicanos, olhamos para as vidas e personalidades destas duas importantes figuras da atualidade. Que melhor forma haverá de os conhecer, do que ler o que escreveram, na primeira pessoa, sobre si próprios?
Kamala Harris é a primeira mulher Vice-Presidente dos Estados Unidos. E, agora, é candidata ao cargo máximo do país. Fez carreira a lutar pelas pessoas – formou-se em Direito, chegou a Procuradora Distrital de São Francisco e Procuradora-Geral da Califórnia, antes de conquistar o cargo de senadora nesse estado federal e, finalmente, o de Vice-Presidente do país. Filha de imigrantes, Kamala nasceu a 20 de outubro de 1974, em Oakland, Califórnia. A sua mãe, Shyamala Gopalan, veio da Índia para os Estados Unidos com 19 anos de idade e obteve o seu doutoramento no ano em que Kamala nasceu, tendo-se tornado uma reconhecida investigadora na área do cancro da mama. O pai, Donald J. Harris, veio da Jamaica para estudar economia nos EUA, tendo sido um importante economista no seu país. Ambos participaram ativamente no movimento dos direitos civis nos EUA, aos quais levavam Kamala desde tenra idade. A luta pelos direitos e liberdades das pessoas faz parte da sua forma de estar no mundo.
Na sua autobriografia, Aquilo em que Acreditamos, Kamala olha para a sua vida e carreira num misto de memórias pessoais e manifesto político, com reflexões sobre justiça e igualdade. A estadista apresenta um relato vívido do seu percurso, desde a sua educação numa família multicultural até à sua ascensão na política americana. As histórias sobre a influência da sua mãe e as suas experiências como jovem advogada permitem ver a pessoa por detrás da figura pública. Acima de tudo, Kamala afirma esperar que o seu relato permita aos leitores compreenderem quem sózinha, sem a sua família, amigos, colegas e equipa, jamais teria chegado onde chegou.
Conseguimos perceber as crenças e valores fundamentais de Kamala no seu empenho na justiça, na igualdade e no serviço público, contando com paixão as grandes questões que defendeu, como a reforma da justiça criminal – incluindo a defesa de crianças e mulheres vítimas de abusos –, os cuidados de saúde, a educação universitária livre, os direitos dos imigrantes, a luta contra os cartéis de droga, os traficantes de armas, e os abusos da banca e das petrolíferas. Como a própria referiu no seu recente discurso na Convenção Nacional Democrata, em toda a sua carreira apenas teve um cliente: «the People» [o povo].
As descrições de Kamala das batalhas legislativas que travou e dos desafios legais que enfrentou são uma janela clara para as complexidades da governação e da forma como a política norte-americana é moldada. Encontramos neste livro uma visão valiosa sobre o funcionamento interno dos sistemas jurídico e político americanos. E, acima de tudo, a história de uma candidata que muitos vêm como o arauto do regresso da esperança a um país extreamente diversificado, complexo e multicultural, com fraturas difíceis de sarar.
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Na sua autobriografia, Aquilo em que Acreditamos, Kamala olha para a sua vida e carreira num misto de memórias pessoais e manifesto político, com reflexões sobre justiça e igualdade. A estadista apresenta um relato vívido do seu percurso, desde a sua educação numa família multicultural até à sua ascensão na política americana. As histórias sobre a influência da sua mãe e as suas experiências como jovem advogada permitem ver a pessoa por detrás da figura pública. Acima de tudo, Kamala afirma esperar que o seu relato permita aos leitores compreenderem quem sózinha, sem a sua família, amigos, colegas e equipa, jamais teria chegado onde chegou.
Conseguimos perceber as crenças e valores fundamentais de Kamala no seu empenho na justiça, na igualdade e no serviço público, contando com paixão as grandes questões que defendeu, como a reforma da justiça criminal – incluindo a defesa de crianças e mulheres vítimas de abusos –, os cuidados de saúde, a educação universitária livre, os direitos dos imigrantes, a luta contra os cartéis de droga, os traficantes de armas, e os abusos da banca e das petrolíferas. Como a própria referiu no seu recente discurso na Convenção Nacional Democrata, em toda a sua carreira apenas teve um cliente: «the People» [o povo].
As descrições de Kamala das batalhas legislativas que travou e dos desafios legais que enfrentou são uma janela clara para as complexidades da governação e da forma como a política norte-americana é moldada. Encontramos neste livro uma visão valiosa sobre o funcionamento interno dos sistemas jurídico e político americanos. E, acima de tudo, a história de uma candidata que muitos vêm como o arauto do regresso da esperança a um país extreamente diversificado, complexo e multicultural, com fraturas difíceis de sarar.
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Donald J. Trump nasceu a 14 de junho de 1946 em Nova Iorque. Assumiu o negócio imobiliário da sua família em 1971, expandindo-o para uma marca global milionária, com propriedades como a Trump Tower. A fama de Trump cresceu com empreendimentos como casinos e o seu reality show, The Apprentice. Em 2016, entrou na política e foi eleito o 45.º Presidente dos Estados Unidos, com mandato de 2017 a 2021. A sua presidência centrou-se numa agenda America First, marcada por cortes significativos nos impostos, desregulamentação da economia, uma posição dura em relação à imigração e uma guerra comercial com a China.
«A América tem de começar a vencer outra vez. Ninguém gosta de um perdedor e ninguém gosta de ser intimidado. No entanto, aqui estamos nós hoje, a maior superpotência da Terra, e toda a gente rouba do nosso prato. Isso não é vencer». Estas são as primeiras linhas de Grande Outra Vez – Como devolver a grandeza à América de Trump, novamente candidato a Presidente. O livro, lançado em 2011 e reeditado com o subtítulo adaptado ao slogan da campanha de Trump de 2016 (Time to Get Tough – Make America Great Again), é considerado o melhor de Trump, que já havia lançado vários livros em torno do objetivo de alcançar riqueza, como Trump – Como Enriquecer. Apesar de não ser esse o tema, fazer dinheiro e priorizar uma economia que junta ideias liberalistas com protecionistas continua a ser uma tónica dominante neste livro, visível nestas afirmações marcantes: «Temos de reduzir a despesa pública e criar emprego, não através da expansão do governo, mas através da expansão do sector privado.»; «A dívida que estamos a acumular é uma arma financeira de destruição maciça.»; «A América tem vindo a perder postos de trabalho para a China há décadas, e é altura de parar.»; «Não podemos ser o polícia do mundo e a caridade, tudo num só. Está na altura de a América voltar a olhar pela América», esta última ideia alastrando-se para a posição de Trump quanto à imigração – «O primeiro passo para tornar a América grande de novo é fazer cumprir as nossas leis de imigração», defende.
Trump deixa claro, neste livro que escreveu com a ajuda de vários jornalistas, que considera que a experiência empresarial e em negócios financeiros globais pode ser transposta para a governação política e ajudar a negociar acordos governamentais e internacionais. Manifesta interesse em levar os homens de negócios da alta finança para a cena mundial, escrevendo que a América necessita de uma nova liderança por parte daqueles que têm experiência em tácticas financeiras implacáveis do sector privado. Só precisamos de «alguém com coragem de dizer as coisas como elas são», garante.
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«A América tem de começar a vencer outra vez. Ninguém gosta de um perdedor e ninguém gosta de ser intimidado. No entanto, aqui estamos nós hoje, a maior superpotência da Terra, e toda a gente rouba do nosso prato. Isso não é vencer». Estas são as primeiras linhas de Grande Outra Vez – Como devolver a grandeza à América de Trump, novamente candidato a Presidente. O livro, lançado em 2011 e reeditado com o subtítulo adaptado ao slogan da campanha de Trump de 2016 (Time to Get Tough – Make America Great Again), é considerado o melhor de Trump, que já havia lançado vários livros em torno do objetivo de alcançar riqueza, como Trump – Como Enriquecer. Apesar de não ser esse o tema, fazer dinheiro e priorizar uma economia que junta ideias liberalistas com protecionistas continua a ser uma tónica dominante neste livro, visível nestas afirmações marcantes: «Temos de reduzir a despesa pública e criar emprego, não através da expansão do governo, mas através da expansão do sector privado.»; «A dívida que estamos a acumular é uma arma financeira de destruição maciça.»; «A América tem vindo a perder postos de trabalho para a China há décadas, e é altura de parar.»; «Não podemos ser o polícia do mundo e a caridade, tudo num só. Está na altura de a América voltar a olhar pela América», esta última ideia alastrando-se para a posição de Trump quanto à imigração – «O primeiro passo para tornar a América grande de novo é fazer cumprir as nossas leis de imigração», defende.
Trump deixa claro, neste livro que escreveu com a ajuda de vários jornalistas, que considera que a experiência empresarial e em negócios financeiros globais pode ser transposta para a governação política e ajudar a negociar acordos governamentais e internacionais. Manifesta interesse em levar os homens de negócios da alta finança para a cena mundial, escrevendo que a América necessita de uma nova liderança por parte daqueles que têm experiência em tácticas financeiras implacáveis do sector privado. Só precisamos de «alguém com coragem de dizer as coisas como elas são», garante.
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