Vemo-nos em Agosto, o romance inédito de Gabriel García Márquez chega às livrarias
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5 de março de 2024
E eis que chegamos ao tão aguardado momento em que podemos ter nas mãos o livro inédito, e póstumo, de Gabriel García Márquez. A família decidiu que 6 de março de 2024, o dia em que o escritor colombiano cumpriria 97 anos, será o dia em que os leitores em todo o mundo poderão ler Vemo-nos em Agosto, não só em formato físico, como também em eBook e Audiolivro. Celebra-se assim a vida de um dos maiores escritores de sempre, Prémio Nobel de Literatura em 1982, falecido há 10 anos, mas imortal pela sua obra.
Gabriel García Márquez trabalhou em Vemo-nos em Agosto ao longo de vários anos, num último esforço para continuar a escrever na última fase da sua vida. A primeira vez que leu em público um fragmento do romance ainda em fase incial foi em 1999, na Casa América de Madrid. Os anos passaram, o autor terminou o romance, mas nunca chegou a produzir a versão final, devido à sua idade avançada e aos problemas de memória que o atormentaram até à sua morte em abril de 2014.
Gabriel García Márquez trabalhou em Vemo-nos em Agosto ao longo de vários anos, num último esforço para continuar a escrever na última fase da sua vida. A primeira vez que leu em público um fragmento do romance ainda em fase incial foi em 1999, na Casa América de Madrid. Os anos passaram, o autor terminou o romance, mas nunca chegou a produzir a versão final, devido à sua idade avançada e aos problemas de memória que o atormentaram até à sua morte em abril de 2014.
Reunindo as várias partes dispersas entre os documentos do autor depositados no Centro Harry Ransom, e comparando-os com as versões guardadas pela secretária do autor, o editor Cristóbal Pera, que trabalhou muito de perto com Gabo na escrita deste livro, fez a edição final. «Não se juntou nada que não estivesse já lá», garantiu hoje na conferência de imprensa de lançamento mundial o filho do escritor, Gonzalo García Barcha. O editor «fez um trabalho de reunião dos manuscritos já existentes e de confirmação da dados, como faz qualquer editor com o seu escritor».
E assim, com a ideia de comemorar o décimo aniversário da sua morte e depois de reler a obra, a família concluiu que tem «muitos e muito agradáveis méritos», entre os quais «os aspectos mais marcantes da obra de Gabo: a sua capacidade de invenção, a poesia da linguagem, a narrativa cativante, a sua compreensão do ser humano e o seu afeto pelas suas vivências e desventuras, sobretudo no amor».
E assim, com a ideia de comemorar o décimo aniversário da sua morte e depois de reler a obra, a família concluiu que tem «muitos e muito agradáveis méritos», entre os quais «os aspectos mais marcantes da obra de Gabo: a sua capacidade de invenção, a poesia da linguagem, a narrativa cativante, a sua compreensão do ser humano e o seu afeto pelas suas vivências e desventuras, sobretudo no amor».
De que trata, então, este romance mantido no maior secretismo até hoje?
Comecemos por revelar que se trata de «uma exploração moderna e cativante da feminilidade, da sexualidade e do desejo. Um magnífico final para o legado do autor», pois é assim que o descreve Maribel Luque, directora da agência literária Balcells. Acrescentemos que Márquez teceu uma história que celebra a vida e a capacidade de gozo, apesar do avanço inexorável do tempo. E adentremos na sua história:
Ana Magdalena Bach é uma mulher de 52 anos que, todos os agostos, durante quase 30 anos apanhava sozinha o ferry para uma ilha caribenha onde a sua mãe está enterrada, para depositar flores na sua campa. Casada e feliz, com dois filhos, não sentia que lhe faltassem outras coisas na sua vida. Mas um dia, sózinha na ilha, inebriada pela sensualidade das noites caribenhas, entre salsa e boleros, não resiste a viver uma aventura amorosa. Isso acaba por mudar a sua vida: cada viagem à ilha passa a ser uma oportunidade para ser outra pessoa. Numa noite por ano, ela escolhe um novo amante, deixando o desejo vencer os medos.
Comecemos por revelar que se trata de «uma exploração moderna e cativante da feminilidade, da sexualidade e do desejo. Um magnífico final para o legado do autor», pois é assim que o descreve Maribel Luque, directora da agência literária Balcells. Acrescentemos que Márquez teceu uma história que celebra a vida e a capacidade de gozo, apesar do avanço inexorável do tempo. E adentremos na sua história:
Ana Magdalena Bach é uma mulher de 52 anos que, todos os agostos, durante quase 30 anos apanhava sozinha o ferry para uma ilha caribenha onde a sua mãe está enterrada, para depositar flores na sua campa. Casada e feliz, com dois filhos, não sentia que lhe faltassem outras coisas na sua vida. Mas um dia, sózinha na ilha, inebriada pela sensualidade das noites caribenhas, entre salsa e boleros, não resiste a viver uma aventura amorosa. Isso acaba por mudar a sua vida: cada viagem à ilha passa a ser uma oportunidade para ser outra pessoa. Numa noite por ano, ela escolhe um novo amante, deixando o desejo vencer os medos.
Agora, imagine este enredo escrito no estilo único de Gabo, e terá uma boa ideia do que será adentrar nesta história. Irresistível, excitante, enternecedora, avassaladora. A envolver este tesouro literário, a capa é ilustrada pelo talentoso David de las Heras, com todo o calor do Caribe.
Durante mais de meio século, Gabo dividiu a sua atividade entre o jornalismo e a literatura, tendo publicado 10 romances, 4 contos e 3 obras narrativas de não ficção. O seu mais famoso romance, Cem Anos de Solidão, foi um marco no realismo mágico e continua a deslumbrar gerações de leitores com a fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, tragédias, incestos e descobertas.
A sua obra de carácter universal, com uma compreensão profunda do ser humano, entrelaça a dolorosa História da sociedade colombiana com mitos e costumes que tornam a sua narrativa surpreendente e brilhante. Mas a festa ainda agora começou, com uma série de atividades em honra do escritor. Hoje, 5 de março, a Torre Colpatria, símbolo emblemático da cidade de Bogotá iluminará o céu noturno, transformando-se num farol literário, tal como Gabo, que continuará a guiar-nos com as suas histórias.
Durante mais de meio século, Gabo dividiu a sua atividade entre o jornalismo e a literatura, tendo publicado 10 romances, 4 contos e 3 obras narrativas de não ficção. O seu mais famoso romance, Cem Anos de Solidão, foi um marco no realismo mágico e continua a deslumbrar gerações de leitores com a fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, tragédias, incestos e descobertas.
A sua obra de carácter universal, com uma compreensão profunda do ser humano, entrelaça a dolorosa História da sociedade colombiana com mitos e costumes que tornam a sua narrativa surpreendente e brilhante. Mas a festa ainda agora começou, com uma série de atividades em honra do escritor. Hoje, 5 de março, a Torre Colpatria, símbolo emblemático da cidade de Bogotá iluminará o céu noturno, transformando-se num farol literário, tal como Gabo, que continuará a guiar-nos com as suas histórias.