Entrevista a Ignacio del Valle
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22 de maio de 2017
Escrever: dá ou tira energia?
Dá-me energia, porque gosto muito de escrever. Não posso viver sem escrever. É como fazer desporto ou comer.
E qual é a sua rotina de escrita?
Normalmente escrevo de manhã. Escrevo das 10h00 até às 13h00 todos os dias - é um hábito. Aristóteles dizia que "a excelência é um hábito".
Dá-me energia, porque gosto muito de escrever. Não posso viver sem escrever. É como fazer desporto ou comer.
E qual é a sua rotina de escrita?
Normalmente escrevo de manhã. Escrevo das 10h00 até às 13h00 todos os dias - é um hábito. Aristóteles dizia que "a excelência é um hábito".
Considera que o seu último livro é o melhor que escreveu até hoje?
Sim, sobretudo pela acumulação de conhecimentos. Eu sou melhor escritor, com os anos melhoras, porque produz-se uma sedimentação de conhecimentos e ferramentas. Se não melhoras com os anos, tens de preocupar-te, dedicar-te a outra coisa.
Escolhe os temas dos livros ou os temas escolhem-no a si?
Sempre procuras. Tens sempre uma tendência para certos temas, mas acho que os temas aparecem. Não procuras nada em concreto. Tens é de fazer uma busca contínua. O meu sistema de trabalho consiste em ler continuamente diferentes temas, de todo o tipo, – jornais, ensaios, romances, memórias…, - e essa mistura de informação produz espaços criativos. É um trabalho muito constante.
Gostaria de ver os seus livros no grande ecrã?
Já o fizeram. Em 2012 saiu um filme que se chama Silencio en la nieve, baseado num dos livro da série de Arturo Andrade, O Tempo dos Imperadores Estranhos. (Foi realizado por Gerardo Herrero e contou com a participação de Juan Diego Botto e Carmelo Gómez.)
E agradou-lhe?
2/3, sim. (risos) Mas não podes estar contente com tudo – é impossível.
Planos para o futuro?
Continuar a promover Céus Negros em Portugal; estou a promover agora um livro que saiu em Espanha, que se chama Indigo Mar. É um livro que não tem nada que ver com a série do Arturo Andrade, é sobre um escritor que tenta solucionar os bloqueios criativos na hora de escrever livros. Tenho outro livro terminado e agora estou a escrever um ensaio e quando terminar o ensaio tenho outro livro na cabeça. E depois outro Arturo Andrade. Isto é um ritmo contínuo.
Sim, sobretudo pela acumulação de conhecimentos. Eu sou melhor escritor, com os anos melhoras, porque produz-se uma sedimentação de conhecimentos e ferramentas. Se não melhoras com os anos, tens de preocupar-te, dedicar-te a outra coisa.
Escolhe os temas dos livros ou os temas escolhem-no a si?
Sempre procuras. Tens sempre uma tendência para certos temas, mas acho que os temas aparecem. Não procuras nada em concreto. Tens é de fazer uma busca contínua. O meu sistema de trabalho consiste em ler continuamente diferentes temas, de todo o tipo, – jornais, ensaios, romances, memórias…, - e essa mistura de informação produz espaços criativos. É um trabalho muito constante.
Gostaria de ver os seus livros no grande ecrã?
Já o fizeram. Em 2012 saiu um filme que se chama Silencio en la nieve, baseado num dos livro da série de Arturo Andrade, O Tempo dos Imperadores Estranhos. (Foi realizado por Gerardo Herrero e contou com a participação de Juan Diego Botto e Carmelo Gómez.)
E agradou-lhe?
2/3, sim. (risos) Mas não podes estar contente com tudo – é impossível.
Planos para o futuro?
Continuar a promover Céus Negros em Portugal; estou a promover agora um livro que saiu em Espanha, que se chama Indigo Mar. É um livro que não tem nada que ver com a série do Arturo Andrade, é sobre um escritor que tenta solucionar os bloqueios criativos na hora de escrever livros. Tenho outro livro terminado e agora estou a escrever um ensaio e quando terminar o ensaio tenho outro livro na cabeça. E depois outro Arturo Andrade. Isto é um ritmo contínuo.