Entrevista a C. J. Tudor, a autora de «O Homem de Giz»

Fã assumida de Stephen King, mãe de uma menina, amante de desporto e de literatura negra. Estivemos à conversa com a autora daquele que é aclamado como o thriller do ano. Fique para ler.
Quando o livro O Homem de Giz ficou pronto, alguma vez imaginou o impacto que poderia vir a ter? Pensou que podia tornar-se n’ «O Livro do Ano», como alguns lhe chamam?
Não! Quando estás a escrever um livro, não fazes ideia se é bom ou não. Mesmo quando ele chegou ao estágio de submissão/apresentação, eu mantive as minhas expetativas baixas, dizendo a mim própria que não ficaria desapontada se nenhum editor o quisesse. Felizmente, esse não foi o caso!
Entrevista a C. J. Tudor
A autora, C. J. Tudor
Como foi o processo criativo para "construir" este thriller? Quando é que tudo começou?
Bem, tudo começou com uma caixa de gizes coloridos que um amigo comprou para o segundo aniversário da minha filha. Levamo-los para fora e começámos a desenhar figuras de pauzinhos por todo o caminho de entrada. Depois, entrámos e esquecemo-nos deles. Mais tarde, ainda naquela noite, abri a porta dos fundos para enfrentar esses estranhos desenhos de giz em todos os lugares. Na escuridão, de repente, pareciam incrivelmente sinistros. Eu chamei o meu companheiro e disse-lhe: "Estes homens de giz parecem realmente assustadores no escuro…!” Foi daí que a ideia surgiu!

Quantas páginas, em média, escreve por dia? Conte-nos mais sobre a sua rotina diária.
Eu não conto páginas ou palavras. Escrevo cerca de três ou quatro horas de manhã. Entretanto, faço uma pausa e vou fazer uma caminhada ou vou ao ginásio. Depois disso, geralmente é hora de ir buscar a minha filha à escola. O caos instala-se até ela se deitar, às 19h – então, aí eu volto a tentar "espremer" um pouco mais pela escrita. Sinto-me extremamente privilegiada por escrever a tempo inteiro agora. Nem sempre foi assim. Quando eu escrevi «O Homem de Giz», tive que ajustar a escrita ao meu negócio de passeios de cães. Havia muitas noites longas e manhãs madrugadoras!

A escrita tira ou dá energia?
A escrita dá energia. A edição exausta!

Qual é o seu romance subvalorizado preferido?
«Spares», de Michael Marshall Smith. É um romance fantástico, negro e futurista sobre clonagem - entre outras coisas. Também é muito engraçado e extremamente inventivo.

Se pudesse jantar com três escritores, vivos ou mortos, quem escolheria?
Stephen King, Michael Marshall e Harlan Coben.

Quais os livros que estão agora na sua mesa-de-cabeceira?
«Close to Home», de Cara Hunter; «Bitter», de Francesca Jakobi e «The Confession», de Jo Spain.

Está a trabalhar nalgum livro neste momento?
No terceiro livro - mas ainda não posso dizer nada sobre isso! O segundo livro está terminado - é outro thriller negro, assustador, e passa-se numa antiga aldeia mineira no norte de Inglaterra. Quando o protagonista, Joe Thorne, tinha quinze anos, a sua irmã mais nova desapareceu. Mais tarde, ela voltou - mas não era a mesma. Vinte e cinco anos depois, na mesma aldeia, uma mãe golpeia o seu filho de onze anos até a morte. Joe regressa à aldeia para trabalhar como professor numa escola com problemas de insucesso escolar, mas voltar para o lugar onde ele cresceu significa enfrentar as pessoas com quem ele cresceu, as coisas que eles fizeram… e o que eles encontraram!

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