É um fã de Paul Auster?

Falar da atual literatura norte-americana sem referir Paul Auster não é possível. Autor de culto, Paul Auster bebeu da influência de nomes como Dostoiévski, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Faulkner, Kafka, Hölderlin, Samuel Beckett e Marcel Proust. Atualmente é um escritor de romances sobre almas solitárias e a sua obra caracteriza-se por histórias fortes e prosa limpa. A propósito do seu mais recente livro, hoje resolvemos abrir as páginas de algumas das suas obras e deixar-nos maravilhar.
20 de fevereiro de 2017
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"Não havia como fugir ao medo, e pouco e pouco os três rapazes absorveram as sombrias conclusões ontológicas da mãe sobre o propósito da vida. Trabalhar ou passar fome. Trabalhar ou perder o teto. Trabalhar ou morrer. Para os Ferguson a ideia tola de Um-Por-Todos-E-Todos-Por-Um não existia. No pequeno mundo deles, era Todos-Por-Todos - ou nada."
Relatório do Interior
"Até ao cinco ou seis anos, talvez até sete, pensaste que as palavras human being se pronunciavam human bean. Intrigava-te que a humanidade fosse representada por um legume tão pequeno e comum, mas de algum modo, reorganizando as tuas ideias para acomodar este mal-entendido, decidiste que a própria pequenez do feijão era o que o tornava importante, que todos começamos no útero da nossa mãe tão pequenos quanto um feijão, e portanto o feijão era o símbolo mais verdadeiro e poderoso da própria vida."
Diário de Inverno
"Pensas que nunca te vai acontecer, que não te pode acontecer, que és a única pessoa no mundo a quem essas coisas nunca irão acontecer, e depois, uma a uma, todas elas começam a acontecer-te, como acontecem a toda a gente."
Palácio da Lua
"Foi no Verão em que o Homem caminhou pela primeira vez na Lua. Eu era muito jovem nessa altura, mas não acreditava que viesse a haver um futuro. Queria viver perigosamente, pegar em mim e levar-me tão longe quanto possível e, depois, quando lá chegasse, logo veria o que me aconteceria. Na realidade, quase que era o meu fim. A pouco e pouco vi o meu dinheiro reduzir-se a nada; perdi o meu apartamento; acabei a viver nas ruas. Se não fosse uma rapariga chamada Kitty Wu, o mais certo era ter morrido à fome."
Trilogia de Nova Iorque
"(...) por vezes até conseguimos ter um vislumbre de quem somos, mas no fim nunca podemos ter a certeza, e conforme as nossas vidas continuam, tornamo-nos cada vez mais opacos para nós próprios, cada vez mais conscientes da nossa própria incoerência. Ninguém consegue atravessar a fronteira para entrar dentro de outra pessoa - pela simples razão de que ninguém tem acesso a si mesmo."

Wook está a dar

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