Charles Dickens, o escritor cujo nome se fundiu com o Natal
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22 de dezembro de 2022
Charles John Huffam Dickens nasceu a 7 de fevereiro de 1812 em Portsmouth, Inglaterra e é considerado o maior romancista da era vitoriana. Durante a sua vida gozou de uma popularidade maior do que qualquer outro autor escritor inglês antes dele, e a sua obra falava tanto aos pobres, como aos ricos. Os seus romances são na sua maioria construídos em torno da disparidade dolorosa entre pobreza e riqueza, e até hoje é difícil encontrar um escritor mais cativante e surpreendentemente mobilizador. Entre as suas obras mais famosas contam-se Um Cântico de Natal, Oliver Twist, David Copperfield, História em Duas Cidades, Grandes Esperanças, O Amigo Comum e A Casa Sombria, além de uma série de peças e muitos contos.
Apesar de ter nascido numa família da classe média, aos 12 anos Charles foi retirado da escola e posto a trabalhar numa fábrica, enquanto o seu pai cumpria pena de prisão por dívidas. As privações e a opressão que viveu neste período marcaram-no profundamente e refletiram-se em muitos dos seus romances – sobretudo em David Copperfield, uma obra semi-biográfica sobre um rapaz que enfrenta duros obstáculos para completar a sua educação e tornar-se um autor de sucesso. Aos 15 anos, tornou-se escriturário, depois estenodactilógrafo nos tribunais e finalmente repórter parlamentar e jornalístico. Desta experiência guardou um afeto duradouro ao jornalismo e um desprezo vincado pelas instituições do país.
Apesar de ter nascido numa família da classe média, aos 12 anos Charles foi retirado da escola e posto a trabalhar numa fábrica, enquanto o seu pai cumpria pena de prisão por dívidas. As privações e a opressão que viveu neste período marcaram-no profundamente e refletiram-se em muitos dos seus romances – sobretudo em David Copperfield, uma obra semi-biográfica sobre um rapaz que enfrenta duros obstáculos para completar a sua educação e tornar-se um autor de sucesso. Aos 15 anos, tornou-se escriturário, depois estenodactilógrafo nos tribunais e finalmente repórter parlamentar e jornalístico. Desta experiência guardou um afeto duradouro ao jornalismo e um desprezo vincado pelas instituições do país.
Charles Darwin © Charles Dickens Museum/Oliver Clyde
Charles Dickens © Robert William Buss
Muito atraído pelo teatro, Dickens quase se tornou ator profissional aos 20 anos. Pouco depois, contribuiu com histórias e ensaios descritivos para revistas e jornais, rapidamente atingindo a fama com Os Cadernos de Pickwick. A facilidade de adaptação das histórias de Dickens a versões cénicas fez com que houvesse alturas em que 20 teatros de Londres produziam, simultaneamente, adaptações da sua última história, fazendo com que até os não leitores se familiarizassem com ela. E eis um dado que o poderá surpreender: a maior parte das histórias de Dickens foi publicada em série em jornais e revistas à medida que ele as escrevia, permitindo que as narrativas e personagens fossem moldadas de acordo com o que os seus leitores pensavam sobre elas.
Provavelmente a sua obra mais célebre, Um Cântico de Natal, foi concebido e escrito por Dickens em algumas semanas no final de 1843. Com um impacto fenomenal, tornar-se-ia no primeiro de um novo género literário dedicado à temática do Natal. A própria visão da vida de Dickens, que escreveu outros livros neste género, como Os Sinos, seria mais tarde descrita como «filosofia de Natal».
Charles Dickens morreu a 9 de junho de 1870. Mais de 150 depois, a crítica literária inglesa considera-o o maior escritor depois de Shakespeare. A sua obra continua a inspirar criadores de várias formas de arte, da pintura ao teatro e ao cinema, além de continuar a fazer sonhar, rir e chorar muita gente.
Provavelmente a sua obra mais célebre, Um Cântico de Natal, foi concebido e escrito por Dickens em algumas semanas no final de 1843. Com um impacto fenomenal, tornar-se-ia no primeiro de um novo género literário dedicado à temática do Natal. A própria visão da vida de Dickens, que escreveu outros livros neste género, como Os Sinos, seria mais tarde descrita como «filosofia de Natal».
Charles Dickens morreu a 9 de junho de 1870. Mais de 150 depois, a crítica literária inglesa considera-o o maior escritor depois de Shakespeare. A sua obra continua a inspirar criadores de várias formas de arte, da pintura ao teatro e ao cinema, além de continuar a fazer sonhar, rir e chorar muita gente.
A FICÇÃO COMO AGENTE DE MUDANÇA
O mais cómico dos autores ingleses, Charles Dickens era muito mais do que um grande animador. A compaixão e inteligência com que apreendia a sociedade e os seus defeitos enriqueceram os seus romances e fizeram dele tanto uma das grandes forças da literatura do século XIX como um influente porta-voz da consciência da sua época. O espírito benevolente aparente nas suas obras encontrou frequentemente expressão prática nos seus discursos públicos, atividades de angariação de fundos, e atos privados de caridade. Durante mais de uma década, Dickens dirigiu, com grande energia e compaixão, um lar reformatório para jovens delinquentes femininas.
Subliminar à história protagonizada por Ebenezer Scrooge em Um Cântico de Natal, há um notável trabalho de ativismo político. Dickens era um ativista apaixonado pela justiça social e usou corajosamente a ficção como agente de mudança, para impulsionar as suas ideias de igualdade, caridade e justiça. Embora tenha planeado inicialmente escrever um panfleto político, concluiu, mais tarde, que uma obra de ficção poderia ser uma forma mais eficiente de fazer passar a sua mensagem. E como o foi… .
Subliminar à história protagonizada por Ebenezer Scrooge em Um Cântico de Natal, há um notável trabalho de ativismo político. Dickens era um ativista apaixonado pela justiça social e usou corajosamente a ficção como agente de mudança, para impulsionar as suas ideias de igualdade, caridade e justiça. Embora tenha planeado inicialmente escrever um panfleto político, concluiu, mais tarde, que uma obra de ficção poderia ser uma forma mais eficiente de fazer passar a sua mensagem. E como o foi… .