Lourenço Seruya de A a W

Vera Dantas
5 de junho de 2025
De A a W é uma rubrica do Wookacontece, na qual desafiamos um convidado a percorrer as letras do abecedário dizendo para cada uma delas o que bem entender. O resultado é sempre uma incógnita. Desta vez, o nossa convidado é Lourenço Seruya, (Lisboa, 1992). Ator profissional em teatro, televisão e cinema e professor de Expressão Dramática, Seruya estreou-se na literatura policial com A Mão que Mata, a que se seguiram os títulos A Maldição, Crime na Quinta das Lágrimas e Crime na Aldeia, consolidando uma voz própria no panorama do thriller nacional.
Em Morte nas Caves, o seu mais recente romance, Seruya transporta-nos para o interior das emblemáticas Caves Ferreira, em Vila Nova de Gaia, onde decorre uma visita guiada que rapidamente se transforma num pesadelo. Quando um dos visitantes é encontrado morto em circunstâncias suspeitas, todos os presentes passam a ser potenciais suspeitos. Cabe ao inspetor Bruno, figura já conhecida dos leitores, desvendar o mistério num cenário labiríntico, onde o vinho envelhece há décadas — e onde também parecem esconder-se segredos sombrios. Com um ambiente denso, ritmo inquietante e um enredo cheio de reviravoltas, o autor volta a afirmar-se como um nome sólido do policial português.
Neste De A a W, o autor lança algumas pistas sobre o mistério que aguarda os leitores neste thriller em que a ameaça é uma presença latente.
 
De A a W
Lourenço Seruya
A – Avançar. Mesmo sem conhecermos o destino.

B – Beber. Café, sobretudo. Essencial para me concentrar e estimular.

C – Caves Porto Ferreira. O local do crime.

D – Disciplina. Foi graças a ela que consegui planear e escrever este livro em apenas 4 meses.

E – Éclair. O bolo que o Inspetor come durante a sua primeira cena deste livro.

F – Família. Todas têm os seus conflitos, e neste livro não é exceção.
G – Gaia. A zona onde decorre grande parte da ação da história.

H – Horas. As horas a que as personagens saíram do local do crime têm muito que se lhe diga.

I – Ideias. As melhores amigas de um escritor. J – Jardim do Morro. Uma das melhores vistas sobre a cidade do Porto, e o local onde o Inspetor tem uma conversa muito importante.

K – Kinder. Comi alguns durante a escrita, assim como M&M’s de amendoim.

L – Lembrar. Há personagens que não se querem lembrar do passado.

M – Mudança. Este livro marca uma mudança muito importante no meu percurso e também no do Inspetor Bruno Saraiva.

N – Narrativas secundárias. Ligadas a temas atuais e que merecem a nossa atenção.

O – Olhos. Para ler o que está escrito e o que está nas entrelinhas.
P – Pormenores. Há vários nesta história e muitos deles são pistas para o leitor poder investigar ao mesmo tempo que lê.

Q – Questões. Colocadas pelos inspetores. Mas quão verdadeiras são as respostas?

R – Rio Douro. Também surge nestas páginas, ondulante e escuro.

S – Silêncio. Essencial para me conseguir concentrar e escrever.

T – Tempo. A passagem do tempo é o maior mistério.

U – União. A que se estabelece entre os inspetores.

V – Verdade. Investigar é correr atrás da verdade.

W – Wook. Onde gasto uma fortuna mas não me arrependo.

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