Autora da semana: Virginia Woolf
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4 de abril de 2017
A autora da semana
UM
Nascida no seio de uma família aristocrática em plena época vitoriana (1882), Virginia Woolf cresceu numa mansão londrina, rodeada de diversos criados.
DOIS
Depois de em 1917, Leonard Woolf, o seu marido, lhe ter oferecido uma tipografia, fundaram juntos a Hogarth Press, uma pequena editora que funcionava em moldes caseiros. Publicaram livros de Katherine Mansfield, T. S. Eliot e as primeiras traduções para inglês de Freud.
TRÊS
Virginia esteve sempre ligada a grupos de intelectuais: durante a infância, autores como Henry James ou Thomas Hardy eram visitas frequentes dos seus pais. Mais tarde, foi também em sua casa que se formou o Grupo de Bloomsbury, que contava com E.M. Forster ou Clive Bell como membros.
QUATRO
Publicado em 1925, Mrs Dalloway é considerado o seu primeiro grande romance e uma das obras mais importantes do Modernismo. Relata um dia na vida de uma mulher que dá uma festa, Clarissa, explorando de forma sublime a fronteira entre sanidade e loucura, o poder destrutivo da guerra e a vertigem que é a vida.
CINCO
Nos seus livros, tipicamente, não acontece nada. São narradas vidas banais, de pessoas também banais. Mas se as personagens não têm nada de extraordinário, como é possível torná-las interessantes? Mergulhando na sua mente e universo interior, claro!
Grupo de Bloomsbury
Lytton Strachey e Virginia Woolf
SEIS
As suas obras exploram de forma sublime a técnica literária do fluxo de consciência, relatando os acontecimentos a partir das impressões e lembranças das personagens, o que ajuda a criar uma grande empatia por parte do leitor. Não se espante, por isso, se der por si apaixonado por uma personagem de Woolf ou a odiar outra ferozmente.
Hogarth Press, a pequena editora da escritora
SETE
Será também normal se, depois de ler Mrs Dalloway, sentir vontade de sair de manhã para comprar flores. E no final de Orlando, romance de 1928, não estranhe se der por si a pensar como seria viver no corpo de alguém do sexo oposto. A maravilhosa e estranha sintaxe dos seus textos, tão subtis e intensos, tem esse efeito penetrante no leitor.
OITO
Em 1941, pouco depois de ter publicado Entre os Actos e na sequência de diversas crises depressivas, suicidou-se, atirando-se para um rio com os bolsos cheios de pedras.
NOVE
“E mais uma vez ela sentiu-se sozinha, na presença da sua velha antagonista, a vida.”
Virginia Woolf, Rumo ao Farol