Acredita no que dizem os intelectuais de esquerda?

Neste livro caústico, o autor descontrói, capítulo por capítulo, as teorias da Nova Esquerda.
Tolos, Impostores e Incendiários
Capa do livro Tolos, Impostores e Incendiários, de Roger Scruton
Os pecados da Nova Esquerda, segundo Roger Scruton
«As pessoas que se descrevem como sendo «de esquerda» acreditam que as opiniões e os movimentos políticos podem ser organizados em esquerda e direita e que, se não formos de esquerda, então somos de direita. Ao mesmo tempo, através de uma inesgotável campanha de intimidação, os pensadores de esquerda têm tentado tornar inaceitável ser-se de direita.
Uma vez identificados como de direita, os nossos argumentos são inaceitáveis, o caráter desacreditado, a nossa presença no mundo é um erro. Não somos adversários com quem discutir, mas uma doença a ser erradicada».
«O QUE É A ESQUERDA?»
«O uso moderno do termo «Esquerda» deriva da assembleia francesa dos Estados Gerais de 1789, quando a nobreza se sentou à direita do rei e o «Terceiro Estado» à esquerda. Podia ter sido ao contrário. Aliás, foi mesmo ao contrário para todos, menos para o rei. No entanto, os termos «esquerda» e «direita» continuam connosco até hoje e são aplicados a fações e opiniões dentro de todas as formações políticas.»
(…)
«TÉDIO NA ALEMANHA: DE DOWNHILL A HABERMAS»
«Não é apenas o proletariado ser identificado como com o marxismo. Qualquer pensador moderno que discorde de algum princípio crítico de Marx é acusado de «burguês», enquanto qualquer escritor marxista é louvado como «proletário». Estes rótulos não são de todo, na realidade, nomes de classes sociais, mas redundâncias. Porque o rótulo «burguês» concentra em si todo o mal humano e o róluto «proletário todo o bem humano, Lukács imagina que se muniu do instrumento de censura perfeito.»
«GUERRAS CULTURAIS: DE GRAMSCI A SAID»
(…)
«Os Governos fascistas conseguiram por vezes o poder através de eleições democráticas, enquanto os Governos comunistas sempre optaram por um coup d’état. E a ideologia pública do comunismo é de igualdade e emancipação, enquanto a ideologia fascista enfatiza a distinção e o triunfo. Mas os dois sistemas assemelham-se em todos os outros aspetos e até mesmo na arte pública, que expõe a mesma gradiloquência e o mesmo kitsch - a mesma tentativa de mudar a realidade dos gritos.
Ter-se-á dito que o comunismo talvez seja assim na prática, mas apenas porque a prática traiu a teoria. Poder-se-ia dizer o mesmo, é claro, do fascismo; mas tem sido uma estratégia importante da esquerda, e uma componente relevante da propaganda soviética do pós-guerra, pôr em contraste um comunismo puramente teórico com o fascismo que «existe mesmo». Por outras palavras, pôr em contraste um céu prometido com um inferno real. Isto não ajuda apenas a recrutar apoiantes: reforça o hábito de pensar em dicotomias, de representar cada escolha como ou um/ou outro, de induzir o pensamento de que a questão é simplesmente de se ser a favor ou contra.

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