Romances que começam com umas férias e acabam a mudar tudo
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18 de agosto de 2025
Há verões que são apenas passagem e outros que se entranham para sempre na memória — e na vida. São aqueles que começam com um acaso: um tropeço na areia, um olhar apanhado desprevenido, uma carta aberta no momento certo e que, sem aviso, mudam tudo. É esse o fio que une estes romances: histórias que nascem de encontros fugazes e que, entre noites longas e dias salinos, reescrevem o rumo de quem as vive.
O Verão em Que Me Apaixonei, de Jenny Han
Ler este livro é como voltar a ter dezasseis anos: sentir a pele a aquecer ao sol, o estômago a dar voltas por um olhar trocado, e a certeza de que, naquele momento, nada é mais importante. Jenny Han leva-nos de volta a essa intensidade, a esse sabor a mar misturado com liberdade, deixando-nos com a vontade impossível de que o verão nunca acabe.
Belly é a personagem principal e para ela, todos os verões tinham um endereço certo: a casa de praia onde passava os dias com Jeremiah e Conrad, mais do que amigos, quase-irmãos, cúmplices de todas as aventuras que importavam.
Mas aquele verão foi diferente. O último, talvez. O da despedida, da primeira vez que o coração bateu de forma tão descompassada que até o ar parecia pesar. O da coragem de dizer o que antes se guardava. Entre mergulhos, noites longas e risos partilhados, a descoberta de que crescer também significa perder, e que o amor, quando chega, não pede licença.
Este é o primeiro livro da trilogia de Jenny Han. Se quiser, espreite a série.
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Belly é a personagem principal e para ela, todos os verões tinham um endereço certo: a casa de praia onde passava os dias com Jeremiah e Conrad, mais do que amigos, quase-irmãos, cúmplices de todas as aventuras que importavam.
Mas aquele verão foi diferente. O último, talvez. O da despedida, da primeira vez que o coração bateu de forma tão descompassada que até o ar parecia pesar. O da coragem de dizer o que antes se guardava. Entre mergulhos, noites longas e risos partilhados, a descoberta de que crescer também significa perder, e que o amor, quando chega, não pede licença.
Este é o primeiro livro da trilogia de Jenny Han. Se quiser, espreite a série.
Veja aqui o trailer da série
Este Verão vai ser diferente, de Carley Fortune
Quer ler uma história com cheiro a sal, a uma garrafa de vinho verde acabada de abrir e regada com promessas que ficam por cumprir? A de Lucy e Felix é assim. Conheceram-se num verão preguiçoso, desses em que a luz parece durar para sempre, e bastou um olhar para perceberem que havia ali qualquer coisa que valia a pena guardar (ou talvez esconder?). Ele, o irmão da sua melhor amiga; ela, a turista que não devia complicar nada; entre os dois, um pacto: manter a distância.
Ano após ano, Lucy regressa à Ilha do Príncipe Eduardo como quem volta a um lugar seguro. E, no entanto, aquele “seguro” tem sempre o rosto de Felix, ora a sorrir por detrás de uma grelha de ostras, ora a aparecer de repente no meio de uma tarde calma. É um jogo que se repete: chegar, ver, fingir que não sente, ir embora com o coração a latejar.
Cinco anos depois, o regresso à ilha não é por prazer, mas para apoiar Bridget, às vésperas de um casamento que talvez não aconteça. Lucy vem para ser amiga, não para reabrir feridas antigas, só que há algo em Felix que mudou e talvez, desta vez, a maré esteja do lado deles. Este é um romance para quem gosta de sentir a tensão subtil das coisas não ditas, o peso de uma escolha adiada e a beleza dos lugares que se tornam parte da nossa história. A ilha é mais do que cenário: é cúmplice. E, ao fechar o livro, é difícil não querer voltar lá, só para ver se Lucy e Felix conseguiram, finalmente, ficar no mesmo lado da maré.
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Ano após ano, Lucy regressa à Ilha do Príncipe Eduardo como quem volta a um lugar seguro. E, no entanto, aquele “seguro” tem sempre o rosto de Felix, ora a sorrir por detrás de uma grelha de ostras, ora a aparecer de repente no meio de uma tarde calma. É um jogo que se repete: chegar, ver, fingir que não sente, ir embora com o coração a latejar.
Cinco anos depois, o regresso à ilha não é por prazer, mas para apoiar Bridget, às vésperas de um casamento que talvez não aconteça. Lucy vem para ser amiga, não para reabrir feridas antigas, só que há algo em Felix que mudou e talvez, desta vez, a maré esteja do lado deles. Este é um romance para quem gosta de sentir a tensão subtil das coisas não ditas, o peso de uma escolha adiada e a beleza dos lugares que se tornam parte da nossa história. A ilha é mais do que cenário: é cúmplice. E, ao fechar o livro, é difícil não querer voltar lá, só para ver se Lucy e Felix conseguiram, finalmente, ficar no mesmo lado da maré.
Chama-me pelo Teu Nome, de André Aciman
O calor da Riviera Italiana parece abrandar o tempo, tornando cada gesto mais intenso e cada silêncio mais denso. Chama-me pelo Teu Nome leva-nos até essa paisagem luminosa, onde Elio, com dezassete anos, passa o verão entre música, livros e um fascínio crescente por Oliver, o convidado dos pais, um estudante americano de presença magnética.
O que começa como uma coreografia de aproximações e recuos transforma-se num encontro arrebatador num misto de desejo, curiosidade e medo. Mais do que uma história de amor, este é o retrato profundo da descoberta de si próprio no olhar do outro, escrito com uma honestidade rara. André Aciman oferece à literatura LGBTQIA+ um dos seus romances mais marcantes, dando visibilidade e dignidade a experiências que durante demasiado tempo foram silenciadas.
Ao terminar, fica-se com a sensação de se ter vivido aquele verão: a luz dourada nas paredes, o sabor das tardes lentas, a vertigem de uma paixão que transforma e que, mesmo quando termina, nunca nos abandona. Eis uma bonita história de amor, magnificament adaptada ao cinema.
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O que começa como uma coreografia de aproximações e recuos transforma-se num encontro arrebatador num misto de desejo, curiosidade e medo. Mais do que uma história de amor, este é o retrato profundo da descoberta de si próprio no olhar do outro, escrito com uma honestidade rara. André Aciman oferece à literatura LGBTQIA+ um dos seus romances mais marcantes, dando visibilidade e dignidade a experiências que durante demasiado tempo foram silenciadas.
Ao terminar, fica-se com a sensação de se ter vivido aquele verão: a luz dourada nas paredes, o sabor das tardes lentas, a vertigem de uma paixão que transforma e que, mesmo quando termina, nunca nos abandona. Eis uma bonita história de amor, magnificament adaptada ao cinema.
Veja aqui o trailer do filme
Um Verão de Lenço Vermelho, de Elena Malisova e Katerina Silvánova
Um Verão de Lenço Vermelho é um livro marcante desde o próprio processo de publicação: foi proibido na Rússia. Em maio de 2022, ativistas e políticos anti-LGBTQIAP+ desencadearam uma campanha para bani-lo, acusando-o de «desfigurar a ideia da União Soviética», de «promover valores ocidentais» e de conter «propaganda LGBT». Poucos meses depois, a 5 de dezembro de 2022, a lei foi aprovada e toda a literatura queer, bem como qualquer menção a temas LGBTQIAP+, foi oficialmente banida. Um retrocesso brutal na liberdade de expressão e na possibilidade de partilhar histórias plurais. Mas não há maior elogio para um livro do que esse reconhecimento involuntário do poder da literatura. O que Elena Malisova e Katerina Silvánova nos dão com esta obra é precisamente aquilo que um regime teme: uma história viva, inesquecível, capaz de mexer com quem a lê.
Vinte anos depois de um verão inesquecível, e agora um homem, Iurka regressa ao acampamento Andorinha. Entre as ruínas do passado soviético dos anos 80, recorda os dias em que fez teatro, passeava de barco, e se apaixonou por Volódia, o monitor do acampamento, e o seu primeiro amor, tão frágil quanto urgente. As personagens são desenhadas com uma delicadeza rara, numa narrativa cujos últimos capítulos apertam o coração, deixando saudades que permanecerão muito depois da última página. Garantidamente.
Um romance que é também um testemunho da resistência que nasce dos livros, refúgios que guardam aquilo que regimes inteiros tentam apagar — a verdade, a dignidade e a liberdade, de pensar, de existir, de amar.
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Vinte anos depois de um verão inesquecível, e agora um homem, Iurka regressa ao acampamento Andorinha. Entre as ruínas do passado soviético dos anos 80, recorda os dias em que fez teatro, passeava de barco, e se apaixonou por Volódia, o monitor do acampamento, e o seu primeiro amor, tão frágil quanto urgente. As personagens são desenhadas com uma delicadeza rara, numa narrativa cujos últimos capítulos apertam o coração, deixando saudades que permanecerão muito depois da última página. Garantidamente.
Um romance que é também um testemunho da resistência que nasce dos livros, refúgios que guardam aquilo que regimes inteiros tentam apagar — a verdade, a dignidade e a liberdade, de pensar, de existir, de amar.
Entre praias e praças, vinhos frescos e noites sem pressa, estas narrativas mostram que o verão pode ser mais do que um intervalo no calendário: é, muitas vezes, a estação em que nos descobrimos capazes de arriscar, de amar e de perder.
Ao fechar cada um destes livros, fica a certeza de que também nós já tivemos (ou ainda teremos?) um verão assim, capaz de mudar tudo.
Ao fechar cada um destes livros, fica a certeza de que também nós já tivemos (ou ainda teremos?) um verão assim, capaz de mudar tudo.