O Planisfério Pessoal de Gonçalo Cadilhe está de regresso

Vera Dantas
9 de julho de 2025
Num registo extraordinário da sua viagem à volta do mundo que viria a marcar o rumo da sua vida, Gonçalo Cadilhe publicou, em 2005, o seu primeiro livro dedicado às viagens. Agora, 20 anos depois, os leitores com sede de aventura podem aproveitar de novo a “boleia” do autor e partir à descoberta de novas paragens, pessoas e vivências, na nova edição – revista e melhorada – de Planisfério Pessoal – Uma inesquecível volta ao mundo por terra e por mar.
Quando partiu para a odisseia que originou este Planisfério Pessoal, Gonçalo estava decidido a dar uma volta ao mundo só por terra e mar, por conta própria e sozinho, de mochila às costas e com fundos limitados. Logo nas primeiras páginas do livro, ficamos a perceber que, para o conseguir, teve de optar por soluções alternativas: um navio cargueiro para ir de Valência, em Espanha, a Nova Iorque, um autocarro da Greyhound para a viagem longuíssima (três noites e quatro dias) entre a Big Apple e Los Angeles, só para começar. E não se arrepende: «a minha viagem de 5000 quilómetros de uma costa à outra terá o calor humano que nenhuma troca de olhares em Manhattan me soube dar». E, também logo no início, percebemos o quanto essa escolha lhe permitiu aprender sobre o mundo – um conhecimento, vivido na primeira pessoa, que nos transmite com uma escrita muito direta mas também profunda. As pessoas com quem se cruza ao longo do caminho são como “testemunhos” que lhe passam as peculiaridades das suas culturas e identidades. E as situações que vive refletem a forma como as sociedades, e o mundo como um todo, se estruuturam, dividem, colidem entre si ou se unem.
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Gonçalo Cadilhe é daqueles viajantes que transformaram o mundo no seu quintal e a escrita numa forma de partilhar essa aventura. A sua escrita mistura relato de viagem com reflexão pessoal, humor e aquele olhar curioso de quem nunca se cansa de descobrir. Além deste Planisfério Pessoal, livros como No Princípio Estava o Mar, 1 km de Cada Vez, Nos Passos de Magalhães ou Um Lugar Dentro de Nós mostram como Cadilhe não escreve para turistas, mas para inquietos saudavelmente sedentos de viagem. A sua obra é convite e inspiração. Aventure-se!

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