Livros de terror para quem já está emocionalmente preparado (ou não)
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4 de julho de 2025
Há quem diga que ler livros de terror ou thrillers psicológicos é uma forma segura de explorar o medo, como quem espreita o abismo sabendo que está do lado certo da corda. Mas há livros que fazem mais do que entreter: perturbam, inquietam, instalam-se no pensamento e obrigam-nos a olhar de frente para aquilo que preferíamos manter quieto, no fundo da mente.
São histórias que não servem só para assustar; são um exercício de tensão, desconforto e fascínio, uma viagem às zonas mais sombrias da condição humana, com a desculpa, claro, de que é só ficção.
São histórias que não servem só para assustar; são um exercício de tensão, desconforto e fascínio, uma viagem às zonas mais sombrias da condição humana, com a desculpa, claro, de que é só ficção.
Billy Summers de Stephen King
Billy Summers é um homem com um talento raro e uma regra inquebrável: só aceita matar gente realmente má. É isso que lhe permite viver de consciência tranquila com a sua «profissão». Veterano da Guerra do Iraque e sniper exímio, Billy tornou-se uma lenda no mundo dos assassinos contratados, mas quer sair. Uma última missão, dizem-lhe. Simples, limpa, bem paga, depois, poderá desaparecer de vez. Summers instala-se numa cidade tranquila, sob o disfarce de escritor à procura de inspiração, enquanto observa o alvo e espera pelo momento certo. Mas aquilo que parecia um golpe cirúrgico transforma-se numa armadilha perigosa, feita de mentiras, vinganças e alianças que não escolheu.
Um thriller implacável sobre a linha que separa o bem e o mal, sobre o que acontece quando alguém tenta cruzá-la. Stephen King no seu melhor.
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Um thriller implacável sobre a linha que separa o bem e o mal, sobre o que acontece quando alguém tenta cruzá-la. Stephen King no seu melhor.
Sacrifício, de Henrik Fexeus
David Lund não é exatamente um homem de aventuras. Programador, leva uma vida discreta, sentindo-se mais à vontade com códigos do que com pessoas, até que um email inesperado lhe vira o mundo do avesso. A remetente diz saber coisas sobre a sua infância, sobre aqueles primeiros doze anos… dos quais David não guarda uma única memória.
Preferia ignorar, preferia focar-se em Florence Tapper, a advogada que o desconcerta mais do que qualquer algoritmo, mas a curiosidade é mais forte e quando decide responder, a mulher desaparece sem deixar rasto. De repente, David é o principal suspeito. Não tarda a perceber que há alguém disposto a tudo para o silenciar — a ele e a quem se atrever a aproximar-se. Com Florence a seu lado, vai ter de decifrar um enigma que o arrasta até ao passado, porque nas sombras esconde-se um segredo antigo e há quem tenha muito a perder se ele vier à tona.
Sacrifício é o primeiro volume da série protagonizada por David Lund e Florence Tapper, um thriller psicológico que cruza duas linhas temporais e nos obriga a perguntar: e se a verdade for pior do que qualquer mentira?
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Preferia ignorar, preferia focar-se em Florence Tapper, a advogada que o desconcerta mais do que qualquer algoritmo, mas a curiosidade é mais forte e quando decide responder, a mulher desaparece sem deixar rasto. De repente, David é o principal suspeito. Não tarda a perceber que há alguém disposto a tudo para o silenciar — a ele e a quem se atrever a aproximar-se. Com Florence a seu lado, vai ter de decifrar um enigma que o arrasta até ao passado, porque nas sombras esconde-se um segredo antigo e há quem tenha muito a perder se ele vier à tona.
Sacrifício é o primeiro volume da série protagonizada por David Lund e Florence Tapper, um thriller psicológico que cruza duas linhas temporais e nos obriga a perguntar: e se a verdade for pior do que qualquer mentira?
O Sono dos Culpados, de Fábio Ventura
No Hotel Royal Enigma, perdido numa serra onde nem o eco se atreve a ficar, o terror deixa de ser ficção. O elenco e a equipa do filme Eco do Medo estão prestes a perceber que há pesadelos que não se escrevem, vivem-se. Um som violento, quase humano, atravessa a montanha e apaga tudo. Quando alguns conseguem acordar, percebem que estão presos, sem comunicações, sem luz, rodeados de corpos que parecem dormir… mas não acordam.
Valentim, o realizador; Jonas, o guionista. Antoinette, atriz; Serena, técnica de som; Ângelo e Dante, gémeos que sabem mais do que dizem e Tadeu, um estranho que não deveria estar ali, juntos, terão de enfrentar um jogo onde não há regras, apenas medo. Lá fora, o som continua; cá dentro, cresce a dúvida. Ficam? Fogem? Confiam? Desconfiam? Às vezes, o verdadeiro horror não vem lá de fora, vem de quem está mesmo ao nosso lado.
O Sono dos Culpados é um thriller psicológico hipnótico, que mistura tensão, paranoia e aquele tipo de medo que se cola à pele. Mais um livro do talentoso escritor algarvio Fábio Ventura, o primeiro publicado pela Penguin Random House.
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Valentim, o realizador; Jonas, o guionista. Antoinette, atriz; Serena, técnica de som; Ângelo e Dante, gémeos que sabem mais do que dizem e Tadeu, um estranho que não deveria estar ali, juntos, terão de enfrentar um jogo onde não há regras, apenas medo. Lá fora, o som continua; cá dentro, cresce a dúvida. Ficam? Fogem? Confiam? Desconfiam? Às vezes, o verdadeiro horror não vem lá de fora, vem de quem está mesmo ao nosso lado.
O Sono dos Culpados é um thriller psicológico hipnótico, que mistura tensão, paranoia e aquele tipo de medo que se cola à pele. Mais um livro do talentoso escritor algarvio Fábio Ventura, o primeiro publicado pela Penguin Random House.
Academia da Mentira, de Alexis Henderson
Quando tudo parece ter descarrilado, uma chamada muda o rumo da vida de Lennon Carter. Do outro lado, um convite improvável: prestar provas para entrar na Universidade Drayton, uma escola de magia bem escondida nos recantos secretos de Savannah. Não é uma bruxa, não sabe lançar feitiços, mas há um motivo para ter sido escolhida: o dom da persuasão. Um poder raro e perigoso.
É Dante, o mentor que tanto a intriga como desconcerta, quem a vai ajudar a dominar essa força, ou, pelo menos, tentar. Porque Drayton não é exatamente o que parece. À medida que mergulha neste mundo, Lennon percebe que há segredos que nunca deveriam ser desenterrados… e que o seu dom pode ser tão devastador quanto sedutor.
Para os que têm magia no sangue… ou, quem sabe, no destino.
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É Dante, o mentor que tanto a intriga como desconcerta, quem a vai ajudar a dominar essa força, ou, pelo menos, tentar. Porque Drayton não é exatamente o que parece. À medida que mergulha neste mundo, Lennon percebe que há segredos que nunca deveriam ser desenterrados… e que o seu dom pode ser tão devastador quanto sedutor.
Para os que têm magia no sangue… ou, quem sabe, no destino.
Central Park de Guillaume Musso
Oito da manhã. Central Park. Alice acorda algemada a um desconhecido, num banco qualquer de Nova Iorque, com a camisa manchada de sangue, sem memória das últimas horas. Ontem à noite estava nos Campos Elísios, com as amigas. Já Gabriel, o homem algemado a si, garante que tocava jazz num bar em Dublin. Dois estranhos, um par improvável, ligados por um mistério que não faz sentido. Drogas? Sequestro? Uma cilada? Falta uma bala na arma de Alice. E ninguém sabe (ou quer saber), de quem é o sangue que ela traz na roupa.
O que se segue são vinte e quatro horas de tensão pura, uma corrida contra o tempo, contra o medo, contra as próprias memórias. Há fantasmas do passado que Alice pensava ter enterrado e um deles voltou.
Central Park é um thriller psicológico de alta voltagem, daquelas leituras que não se largam até à última página.
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O que se segue são vinte e quatro horas de tensão pura, uma corrida contra o tempo, contra o medo, contra as próprias memórias. Há fantasmas do passado que Alice pensava ter enterrado e um deles voltou.
Central Park é um thriller psicológico de alta voltagem, daquelas leituras que não se largam até à última página.
Aquilo que o Sono Esconde, de Mafalda Santos
Há silêncios que escondem segredos; assomam-se nas frestas da consciência, deslizam pelos cantos da vigília e instalam-se no escuro, à espera. Quando a noite se prolonga demais ganham voz, e corpo.
Jaime é analista de seguros, meticuloso, frio, especialista em encontrar falhas, cortar direitos, negar indemnizações. Vive convencido de que o mundo se divide entre quem sabe proteger-se e quem se deixa esmagar até que um processo lhe cai nas mãos. Um caso estranho, desconfortável, uma mulher que traz consigo mais perguntas do que respostas e uma decisão judicial que o obriga a aceitar aquilo que nunca aceita: perder.
É então que tudo começa a desabar: um baile de máscaras para o qual não foi convidado abre-lhe a porta para um vazio que já não consegue fechar. Na manhã seguinte, percebe que perdeu a capacidade de dormir e, com ela, perde também qualquer noção clara de onde acaba o real e começa o delírio. O que se segue é uma viagem feita de imagens fragmentadas, de encontros improváveis, de uma vigília que se cola à pele e onde a linha entre aquilo que é e aquilo que teme nunca esteve tão difusa. Há coisas que só se revelam quando o sono desaparece e nem sempre estamos preparados para as ver.
Da autora de Enquanto o Fim Não Vem, vencedor do Prémio Ataegina 2024, chega um romance hipnótico, inquietante e perturbador, em que as sombras são mais densas do que parecem e o verdadeiro terror é aquele que carregamos dentro.
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Jaime é analista de seguros, meticuloso, frio, especialista em encontrar falhas, cortar direitos, negar indemnizações. Vive convencido de que o mundo se divide entre quem sabe proteger-se e quem se deixa esmagar até que um processo lhe cai nas mãos. Um caso estranho, desconfortável, uma mulher que traz consigo mais perguntas do que respostas e uma decisão judicial que o obriga a aceitar aquilo que nunca aceita: perder.
É então que tudo começa a desabar: um baile de máscaras para o qual não foi convidado abre-lhe a porta para um vazio que já não consegue fechar. Na manhã seguinte, percebe que perdeu a capacidade de dormir e, com ela, perde também qualquer noção clara de onde acaba o real e começa o delírio. O que se segue é uma viagem feita de imagens fragmentadas, de encontros improváveis, de uma vigília que se cola à pele e onde a linha entre aquilo que é e aquilo que teme nunca esteve tão difusa. Há coisas que só se revelam quando o sono desaparece e nem sempre estamos preparados para as ver.
Da autora de Enquanto o Fim Não Vem, vencedor do Prémio Ataegina 2024, chega um romance hipnótico, inquietante e perturbador, em que as sombras são mais densas do que parecem e o verdadeiro terror é aquele que carregamos dentro.
É bom perceber que o thriller e o terror psicológico continuam a fascinar leitores e que, em Portugal, há escritores que dominam o género com a mesma mestria de qualquer grande nome internacional.
Fábio Ventura e Mafalda Santos são dois desses autores a fixar, vozes que confirmam que o mistério, a tensão e o desconforto também se escrevem, e escrevem-se muito bem, em português. O thriller está bem vivo por cá e recomenda-se.
Fábio Ventura e Mafalda Santos são dois desses autores a fixar, vozes que confirmam que o mistério, a tensão e o desconforto também se escrevem, e escrevem-se muito bem, em português. O thriller está bem vivo por cá e recomenda-se.
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