A Eterna Demanda

Romance inédito

de Pearl S. Buck
Editor: Elsinore, maio de 2015 ‧
Sou suficientemente americana, talvez, para querer casar-me contigo passando por cima de tudo aquilo que sou, mas, ai de mim, chinesa que baste para saber que devo ponderar.
Que pode o conhecimento dos livros contra a experiência íntima da vida? Randolph, jovem de extraordinária criatividade, parece ter um destino traçado para o êxito. Nascido nos Estados Unidos, parte pela Europa e Ásia com o desejo de descobrir o mundo vivendo-o, numa sede interminável de sabedoria.
Numa estadia em Paris, o seu caminho cruza-se com o de Stephanie. Filha de pai chinês e mãe norte-americana, também ela procura compreender e encontrar um lugar que seja seu, dividindo-se entre duas culturas aparentemente opostas. Separados durante longos intervalos e assim entregues aos seus fantasmas pessoais, preparam-se os dois para descobrir que se pode conciliar o conhecimento e a experiência, bem como as heranças ocidental e oriental, mas isso terá um preço…
Décadas depois da sua morte, em 1973, a recente descoberta do manuscrito de A Eterna Demanda, agora editado, revela-nos aquele que talvez seja o trabalho mais pessoal de Pearl S. Buck, nesta sua derradeira obra, uma comovente exploração da identidade que forjamos para nós próprios e para os outros.
O romance perdido, agora redescoberto, de uma das mais amadas escritoras norte-americanas

A Eterna Demanda

Romance inédito

de Pearl S. Buck

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898626400
Editor: Elsinore
Data de Lançamento: maio de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 224 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 304
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898626400

Para ler e saborear.

Maria Pereira

Trata-se de um romance que retoma temas abordados noutras obras da escritora_as questões sociais e raciais ;o confronto entre o Oriente e o Ocidente: e ainda a necessidade de cada homem encontrar o seu lugar no mundo e um sentido para a sua efémera existência. Ninguém fica indiferente a esta "demanda" marcada logo nas primeiras páginas por um relato de extraordinária beleza, a par de uma linguagem sóbria e concisa a que esta escritora nos habituou.

bela história

José Abel Aguiar

Livro de uma leveza impar, somos levados na mente do jovem dotado Randolph: O seu crescer a par da dúvida constante numa sensual escrita, faz-nos acreditar na bondade da vida. Final surpreendente num livro igualmente surpreendente.

Simples e Bonito

Alexandre Torres da Cunha - Brasil - 05/09/2015

Livro que representa uma sintese das abordagens efetuadas pela escritora em suas diversas Histórias, demonstra com com profundidade e ao mesmo tempo com uma simplicidade o choque de reações com a miscigenação das raçãs, O obra de Pearl S. Buck merecia ser editada novamente, pois serveria de confronto com que china hoje representa para o mundo, mostrando que os contrastes da época ainda permanecem atuais.

SOBRE O AUTOR

Pearl S. Buck

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1938

Escritora norte-americana, Pearl Sydenstricker Buck nasceu a 26 de junho de 1892, em Hillsboro, no estado da Virgínia Ocidental. Filha de um missionário que dedicou muitos anos de vida à tradução da Bíblia da língua grega para a chinesa, Pearl Buck passou, em consequência, a sua infância na China. Educada pela mãe e por um professor particular chinês, estudioso do confucionismo, aprendeu este idioma antes de poder falar inglês.
Em 1907 foi enviada para um colégio interno em Xangai, onde estudou até 1909. Seguiu-se um período em que colaborou com uma associação de refúgio e apoio a prostitutas e escravas sexuais chinesas. Viajou depois para os Estados Unidos da América, com o intuito de prosseguir a sua educação, estudando Psicologia no Randolph-Macon Woman's College da Virgínia.
Tendo recebido o seu diploma em 1914, regressou à China para ocupar o cargo de professora numa missão presbiterana, mas a sua mãe adoeceu gravemente, pelo que Pearl Buck teve que passar dois anos a cuidar dela. Quando esta conseguiu recuperar, Pearl Buck foi viver com o Dr. John Lossing Buck, um agrónomo com quem tinha casado pouco tempo antes, para uma aldeia no Norte da China.
Passou então a trabalhar com o marido, viajando pelas áreas rurais como sua intérprete e desempenhando também as funções de professora. O casal mudou-se para Nanquim no início da década de 20, onde Pearl Buck trabalhou como professora universitária das cadeiras de Literatura Inglesa e Norte-Americana.
Em 1924 regressou aos Estados Unidos da América, em busca de auxílio médico especializado para a sua filha mais velha que sofria de um atraso mental. Recebeu a licenciatura em Literatura pela Universidade de Cornell em 1926. O casal tornou à China no ano seguinte, mas teve que ser evacuado pouco depois para o Japão, em consequência da eclosão da Guerra Civil Chinesa.
Em 1930 publicou o seu primeiro romance, East Wind: West Wind, modestamente acolhido pela crítica. Seguiu-se-lhe The Good Earth (1931), romance original por conseguir conciliar uma prosa de tom bíblico com a estrutura das sagas narrativas chinesas. A obra seria vencedora de um Prémio Pulitzer, e tornada em filme em 1937.
Em 1935 divorciou-se do primeiro marido para casar com o seu editor, Richard Walsh, com quem foi viver para a Pennsylvania. No ano seguinte, foi nomeada membro do Instituto Nacional das Artes e Letras norte-americano. Em 1938 tornou-se a primeira mulher norte-americana a ser alguma vez galardoada com o Prémio Nobel.
Em 1939 publicou The Patriot, obra em que a autora deixava transparecer a sua desilusão quanto à possibilidade de cooperação entre os povos. Optou por se orientar para uma vertente mais humana, lutando pelos direitos e melhoria das condições das crianças asiáticas, muitas delas fruto de relações entre ocidentais e asiáticas, e assim estigmatizadas e abandonadas. Assim, dedicou algumas obras a essas relações inter-raciais, como The Angry Wife (1949) e The Hidden Flower (1952). Pearl Buck e o seu marido empreenderam esforços em favor de causas humanitárias, que culminaram com a criação da Fundação Pearl Buck.
Após a morte de Richard Walsh, Buck deu início a uma relação com Ted Harris, um professor de dança cerca de quarenta anos mais jovem, e que veio a tomar conta da Fundação Pearl Buck.
A autora faleceu a 6 de março de 1973, em Danby, no estado do Vermont. Pearl S. Buck. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

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