A Laranja Mecânica
Edição de bolso
SINOPSE
Detido após a violação brutal da mulher de um escritor, Alex dá conta da sua reeducação no contexto de um projecto do Governo para erradicar a violência. Uma vez reinserido na sociedade, as consequências dessa experiência para Alex serão tragicamente inesperadas.
Publicada pela primeira vez em 1962, A Laranja Mecânica é hoje amplamente reconhecida como uma das obras literárias mais influentes do século XX.
O livro pode ser lido como uma distopia tragicómica ou como uma fábula sobre o bem e o mal e a importância do livre-arbítrio.
Esta edição especial, preparada para celebrar os cinquenta anos da publicação original do romance, foi organizada por Andrew Biswell, biógrafo de Anthony Burgess, e recupera o texto do romance tal como o autor o concebeu originalmente, incluindo uma interessante selecção de material inédito: entrevistas e artigos, assim como anotações e ilustrações do autor no manuscrito original. A rematar o conjunto, um glossário de Nadsate, imprescindível para os leitores que não queiram aventurar-se sozinhos na descoberta da língua inventada por Burgess neste romance.
Aceitemos o convite do autor: «Se A laranja mecânica, à semelhança de 1984, assumir o seu posto como um dos salutares avisos literários contra a lassidão, o pensamento desleixado e a confiança excessiva no Estado, então terá alcançado algo de valor.»
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897841378 |
| Editor: | Alfaguara Portugal |
| Data de Lançamento: | abril de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 128 x 209 x 21 mm |
| Encadernação: | Capa dura |
| Páginas: | 352 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789897841378 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Obra Singular
Uma devosca
A laranja mecânica é realmente uma obra singular — daquelas que desconcertam, divertem e inquietam ao mesmo tempo. O livro provoca momentos em que o leitor ri, se entretém com o absurdo das situações e, logo a seguir, se vê a refletir sobre problemas profundos da sociedade, como a violência, o livre-arbítrio e os limites da intervenção do Estado no comportamento humano.
A laranja mecânica
Paxi
Um jovem delinquente e agressivo que, quando se propõe a um tratamento radical, se torna um ser humano altruísta. A linguagem adotada por Burgess, faz-nos estar mais atentos para compreender a história, desligando-nos da agressividade e violência descrita.
Um livro tipo bastante horrorochoso
António J. Figueira
"A Laranja Mecânica" é talvez o melhor trabalho de literatura distópico-ficcional já feito sobre a temática do livre-arbítrio. A ideia central é ousada e incómoda, mas, de certo modo, suavizada pelo relato empático da personagem principal Alex: é melhor que o Homem possa escolher o mal do que nada escolher. Admito que li esta obra já conhecendo a sua estrutura narrativa, mas isso em nada tirou prazer à leitura. Penso que, neste caso, não é tanto a história que importa — esta pode até chocar pela sua natureza sádica —, mas a forma como é contada e as suas implicações. Os neologismos em Nadsat (o calão adolescente usado por Alex e os seus congéneres), propostos pelo autor, são de facto um desafio. Todavia, gostaria de exortar os leitores que tomem contacto com esta análise a não se darem por vencidos ao fim de um par de páginas: não só a densidade de termos se reduz, como estes se depreendem com facilidade. Por fim, não podia deixar de elogiar o trabalho de tradução empenhado nesta edição — para além da adaptação dos neologismos de Nadsat, o ritmo e a tipologia de fala das personagens (incluindo os recorrentes hipérbatos) foram magistralmente traduzidos para o nosso idioma.
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