Yoga
SINOPSE
YOGA é um romance sobre os enigmas da vida de todas as pessoas, e uma exploração do que somos, dos nossos medos e mentiras e do esforço de nos tornarmos pessoas melhores. É uma experiência radical que questiona a nossa ideia de salvação e equilíbrio e as formas de os atingirmos. E porquê YOGA? Porque «quando se fala de duas coisas que nada têm a ver uma com a outra, a possibilidade de que, pelo contrário, estejam ligadas, é grande.» E isto é também o que o yoga nos ensina. Além de nos mostrar o seu entendimento sobre o yoga, Carrère apresenta-nos um espelho romanesco da nossa relação connosco, da paciência necessária para amarmos os outros, para nos salvarmos e vivermos melhor as nossas vidas.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Um texto entra as trevas e a esperança; a sua dor não exclui o humor e o seu egotismo nunca esquece o fraternal.»
Le Monde
«Um livro que respira livremente.»
La Libération
«Uma construção virtuosa de uma liberdade fascinante sobre os altos e baixos da vida.»
Sud Oest Dimanche
«Um romance implacável de um escritor que perdeu o seu “Reino”. Entre a sombra e a luz.»
L’Express
«A humildade e a sabedoria [deste livro] tocam as questões literárias e existenciais essenciais.»
Les Inrockuptibles
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897227486 |
| Editor: | Quetzal Editores |
| Data de Lançamento: | junho de 2022 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 151 x 237 x 19 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 328 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789897227486 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Uma reflexão sobre a vulnerabilidade humana
Rute Alves
Yoga é um livro que entra na profundidade da vulnerabilidade humana. Carrerè fragmenta o livro em inúmeros e breves subcapítulos para dinamizar a leitura. Este está estruturado sobre três grandes relatos pessoais: um retiro prolongado, em total silêncio, para se inspirar para o seu novo livro sobre meditação e ioga; uma crise depressiva tão severa a ponto de levá-lo à internação por meses num hospital psiquiátrico, com direito a tratamento por eletrochoques; e uma viagem à Grécia em busca da plena recuperação do gosto pela vida. É um livro que deve ser lido na altura certa, visto que pode despertar alguns gatilhos internos.
Não se deixem enganar pelo título
SofiaF.
Um compêndio de passagens que o autor foi escrevendo e acompanhando uma jornada difícil e desafiante. Uma forma de encarar as vivências e uma ótima fonte para pensarmos também a nossa vida.
Um Cronista da Condição Humana
Pedro Fernandes
Um Cronista da Condição Humana Emmanuel Carrère é amplamente reconhecido como um dos escritores mais intrigantes e versáteis da literatura contemporânea francesa. A sua obra transcende a simples ficção, misturando habilmente elementos autobiográficos, jornalísticos e filosóficos para explorar as complexidades da condição humana. O seu estilo é marcado por uma sinceridade desconcertante, que por vezes flerta com o desconforto, mas que resulta numa prosa hipnotizante e profundamente impactante. Carrère constrói as suas narrativas como quem observa e disseca a vida real. Em livros como O Adversário (2000), ele investiga a mente criminosa de Jean-Claude Romand, um homem que viveu uma vida de mentiras, explorando a banalidade do mal e os limites da empatia humana. Já em Limonov (2011), ele narra a vida do polêmico escritor e político russo Eduard Limonov, entrelaçando história, política e literatura de forma magistral. A sua escrita é muitas vezes rotulada como autoficção, particularmente em obras como Uma História Real (2013), onde ele mergulha profundamente nas suas próprias crises pessoais, revelando-se vulnerável e humano. Esse compromisso com a transparência, no entanto, também levanta questões éticas sobre os limites entre a exposição pessoal e a privacidade alheia, um tema que Carrère aborda com uma honestidade brutal. Apesar do seu talento inegável, alguns críticos o acusam de uma tendência ao egocentrismo, onde o seu papel como narrador frequentemente eclipsa os eventos ou personagens que descreve. Além disso, a sua fixação pelo lado sombrio da humanidade pode ser desconcertante para leitores que buscam narrativas mais leves. Ainda assim, Carrère é um mestre em capturar a ambiguidade moral e emocional do ser humano. A sua obra desafia convenções literárias, convida à introspecção e oferece uma perspectiva única sobre o que significa ser humano num mundo imperfeito e fascinante. Ele é, sem dúvida, um autor indispensável para quem busca literatura que provoca, questiona e transforma. Yoga, é um livro que desafia categorizações fáceis. Publicado em 2020, ele apresenta-se inicialmente como um relato autobiográfico sobre o autor tentando encontrar equilíbrio por meio da prática de meditação e ioga. No entanto, o livro rapidamente transcende essa premissa, tornando-se uma exploração profunda e muitas vezes desconfortável das lutas de Carrère com a sua saúde mental, traumas pessoais e crises existenciais. No início, Yoga parece prometer ao leitor um guia introspectivo e leve sobre bem-estar e mindfulness. Carrère escreve com humor e precisão sobre a sua experiência com a meditação Vipassana e a sua tentativa de encontrar paz interior. No entanto, o tom muda abruptamente quando o autor revela seu diagnóstico de transtorno bipolar e o impacto devastador dessa condição na sua vida. A partir daí, o livro torna-se uma jornada caótica por internações psiquiátricas, medicações e reflexões dolorosas sobre a fragilidade da mente humana. A força de Yoga está na honestidade brutal de Carrère. Ele não esconde as suas falhas, medos ou contradições. A sua habilidade em transformar introspecção em narrativa é magistral, e a escrita flui com uma sinceridade quase desconcertante. No entanto, essa transparência também levanta questões éticas: Carrère expõe aspectos da vida de outras pessoas, incluindo da sua ex-esposa, de forma que pode ser vista como invasiva. Para alguns leitores, a falta de coesão do livro pode ser frustrante. O contraste entre os momentos de calma meditativa e as crises psiquiátricas abruptas pode parecer desordenado. Mas talvez essa seja a intenção: capturar o caos inerente à busca por significado em meio ao sofrimento. Yoga não é um livro sobre encontrar paz, mas sobre o esforço contínuo para se reconciliar com a própria humanidade. É um retrato complexo e corajoso de um autor disposto a expor a sua vulnerabilidade, mesmo quando isso incomoda.
leitura ao mesmo tempo densa e refrescante.
Carlos Valente
Excelente autoficção, recheada de narrativa, reflexão e humor inteligente. Leitura empolgante e de fácil empatia, tendo em conta como o escritor mistura conceitos e técnicas do yoga com as suas estórias pessoais e a sua visão do mundo que o rodeia, em diferentes abordagens. oeir
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