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Vira Bicho

Divagações

de Eduarda Chiote
Editor: Companhia das Ilhas, novembro de 2025 ‧
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Vira Bicho é um delírio sobre a sátira da escrita, amealhando em cada divagação as contradições de uma sociedade abusadora e despudorada, numa repulsa face à subserviência, uma revolta contra a alienação, um nojo face a qualquer tipo de purificação. Num bairro sub-urbano, onde a própria narradora-autora-e-alter-ego residiu, surgem personagens rasteiras, ardilosas e torpes que se cruzam com memórias da infância e episódios-chave da maturidade.

Um livro onde não é fácil entrar e de onde se sai em estado de tensão. A autora não deixa de nos avisar: «Foi sempre o que a escrita quis de mim: brincar aos crimes e ao riso dos amores atraiçoados.»

Vira Bicho

Divagações

de Eduarda Chiote

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899154896
Editor: Companhia das Ilhas
Data de Lançamento: novembro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 141 x 201 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 104
Tipo de produto: Livro
Coleção: Terceira Margem
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789899154896

A lucidez poética em «Vira Bicho» de Eduarda Chiote

Porfírio Al Brandão

O poeta catalão Joan Margarit disse, certa vez numa entrevista, que os problemas mundiais seriam resolvidos se todas as pessoas, das mais altas classes às mais baixas, estivessem um dia por mês sem calças ou sem qualquer outro vestuário da cintura para baixo. Com a mesma verdade e nudez, estas divagações de «Vira Bicho», da fulgurante poeta Eduarda Chiote, indagam e questionam os corredores da consciência humana, desembaciam o vidro dos olhos desconstruindo formatos e hipocrisias da sociedade. No alto dos seus 96 anos, Eduarda Chiote aborda a realidade com um poético “reset epigenético”, com um humor de acidez revitalizante.

SOBRE O AUTOR

Eduarda Chiote

Eduarda Chiote (Bragança, 1930). Viveu no Porto, em Ovar e em Lisboa, regressando há pouco tempo ao norte do país. Licenciada em Ciências Histórico-Filosóficas pela Universidade de Lisboa, foi diretora de um Centro de Psicotecnia e gerente de uma empresa ligada ao cinema, onde trabalhou também como guionista.
Estreou-se na literatura, em 1974, com o livro Esquemas (ed. Limiar).
É uma das autoras mais originais e corajosas do nosso tempo, com uma lucidez impressionante e um espírito de enorme inconformismo e sarcasmo.
Obra publicada (poesia): Esquemas (1974, Limiar); Estilhaços, A jovem Poesia Portuguesa (1979, Limiar); Travelling (1983, Oiro do Dia); Altas Voam Pombas (1983, &etc); A Preços de Ocasião (1987, &etc); Branca Morte (1994, &etc); A Celebração do Pó (2002, Asa); Não Me Morras, (2004, &etc); O Meu Lugar à Mesa (2006 - Prémio Teixeira de Pascoaes – Quasi); Órgãos Epistolares (2010, Afrontamento); Fiat Lux (2017, Afrontamento); A Felicidade das Pedras (2020, Sempre-em-Pé); Sábio Temor (2022, Língua Morta); A Frágil Reparação da Minha Morte – Antologia 1974-2023 (2023, Officium Lectionis).

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