Verdade ao Amanhecer

de Ernest Hemingway
Editor: Dom Quixote, abril de 2000 ‧
Há cerca de dois anos, por alturas do centenário da morte de Hemingway, o seu filho Patrick decidiu publicar-lhe um romance inédito, ou melhor, pegou num manuscrito não revisto, com mais de 800 páginas, e fez dele uma versão reduzida. É esse inédito que agora nos chega em tradução portuguesa, e que dá pelo título de "Verdade ao Amanhecer".
É sabido que Hemingway trabalhava com grande rigor os seus originais e os reeescrevia por diversas vezes. Daí que a qualidade estilística deste romance não será certamente a sua melhor. Mas os temas essenciais que perpassam pela sua obra, sobretudo a dos últimos tempos, estão lá. Uma caçada ao leão na última das suas viagens à África Oriental, com a sua quarta mulher, Mary Welsh, em 1953, traz à tona um motivo que lhe é caro: o papel da violência na sobrevivência do homem, aqui no ambiente natural da caça, rito ancestral, de sangue e sobrevivência, que manifesta ao mesmo tempo um profundo respeito pela vítima, que coloca o homem e as suas fragilidades, mas também as suas forças, frente à morte. E ainda a camaradagem, a paixão pelo carácter forte, a admiração pela dignidade animal.

"As razões da popularidade da obra de Hemingway - que continua a ser fervorosamente lida, mesmo pelas gerações mais novas - prendem-se com o seu inconfundível estilo, claro e aparentemente simples, e o seu posicionamento existencial, bem expresso em todos os seus romances, de permanente busca do modo "justo" de viver."
José Manuel Cortês, Público, suplemento "Mil Folhas"

Verdade ao Amanhecer

de Ernest Hemingway

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722019224
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: abril de 2000
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 240 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 352
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722019224
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Ernest Hemingway

Ernest Hemingway nasceu em Oak Park, no Illinois, a 21 de julho de 1899, e suicidou-se em Ketchum, no Idaho, em julho de 1961. Em 1953 ganhou o Prémio Pulitzer, com O Velho e o Mar, e em 1954 o Prémio Nobel de Literatura. Romances como O Adeus às Armas ou Por Quem os Sinos Dobram, além do já citado O Velho e o Mar, consagraram-no como um dos grandes nomes da literatura do século XX.

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