Um Tratado sobre os Nossos Actuais Descontentamentos
SINOPSE
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«É neste cruzamento de alguém que viveu uma era, mas que, ao mesmo tempo, a estudou a fundo, que se encontram as melhores razões para ler este livro imprescindível de Tony Judt [um dos mais importantes historiadores da História europeia contemporânea]. […] lendo-o como ele é e pretende ser, este livro polémico e provocador é uma experiência que vale a pena. Pelas ideias, pela limpidez do texto, pela paixão, mas também pela nostalgia. Olhando em perspectiva, desde os anos gloriosos do crescimento do pós-guerra até estes dias em que os Estados se desagregam na dúvida e no défice, é interessante regressar a esses tempos em que, como disse Ralph Dahrendorf, “nunca tantos viveram tão bem”.»
Manuel Carvalho, Público
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789724416328 |
| Editor: | Edições 70 |
| Data de Lançamento: | maio de 2011 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 137 x 212 x 15 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 220 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Política
>
Política em Geral
|
| EAN: | 9789724416328 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Leitura imperiosa
Vicente dos Santos
Num momento em que a esquerda perdeu a capacidade de se diferenciar no debate político, tendo-se tornado paulatinamente impotente nas últimas 4 décadas e vendo-se forçada a seguir o fluxo inexorável da financeirização, este livro permite delinear estratégias futuras ao resgatar do abismo as ideias sociais-democratas do pós II Guerra. Imperdível
a lucidez à beira do precipício
Nuno Casimiro Vaz Silva
“Ill fares the land”, editado em Portugal com o título “Um Tratado sobre os Nossos Actuais Descontentamentos”. É uma análise crítica ao contexto de onde emergiu a social democracia como hipótese viável de desenvolvimento e às razões para a afirmação da actual ditadura dos mercados. É notável a forma como o texto nos vai envolvendo, como se de uma conversa se tratasse, defendendo posições claras sem jamais enveredar pelo proselitismo. Dá vontade de sentar-se com o autor, a tomar um chá bem quente, e continuar pelos exemplos que ele dá, acrescentar uma ou outra história mais próxima de nós. Parece-me que há alguma benevolência na análise da situação económica e social de países como a Alemanha de há 3 ou 4 anos, mas também é verdade que as consequências destrutivas da política Schroeder/Merkel (veja-se, nomeadamente, a terra queimada depois dos “mini-jobs”) só há pouco tempo começaram a ser vulgarmente assumidas. No geral, o livro aclara contextos, puxa da memória para mostrar que já estivemos aqui, que as conquistas sociais do século XX têm uma história demasiado curta para que os políticos do babyboom possam argumentar sobre o falhanço por eles induzido em sistemas perfeitamente operacionais. É também argumentada a passagem, no lado esquerdo da política, da luta por ideais colectivos à defesa do privado – dos direitos dos trabalhadores à diluição das energias em torno de questões individuais – em paralelo com a emergência do individualismo ambicioso e sem escrúpulos dos radicais libertários. O movimento global da sociedade, a forma como se vai organizando política e economicamente ao longo do século XX servem para nos afastar dos perigos da visão curta, sem memória nem moral. Os preconceitos são expostos para recusar enviesamentos (às vezes naturais) e algumas das limitações da esquerda partidária acabam também por ser relevadas. O tom é culto, sem qualquer espécie de arrogância professoral e sem paternalismos. Trata-se, evidentemente, de grande literatura. E assusta perceber como estamos tão próximos dos anos entre as duas guerras mundiais, como o discurso político perdeu qualquer resquício de moralidade e humanidade, tão à beira do precipício.
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