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Um Ramo de Amendoeira

de António Rego
Editor: Paulinas Editora, maio de 2009 ‧
13,80€
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«Saborear este ramo de amendoeira é ter o privilégio da outra leitura da história - a história da infinita misericórdia de Deus, a história extraordinária de uma salvação que se opera não pelos méritos de quem é salvo mas pela bondade de quem salva. O cónego Rego é um paradigma de Cristianismo Estético, Ético, Profético e Mágico. Ele personifica o sacramento vivo que é dom de comunicação e força da palavra» (Roberto Carneiro).

«O cónego António Rego, na beleza da forma a que já nos habituou, na perspicácia de identificar aspectos sugestivos da actualidade, ajudou muitos a lerem a vida em chave cristã. Aconselho os leitores a não quererem ler este livro, mas a procurarem nele, de cada vez, a página que os ajudará, num momento concreto, a lerem a vida à luz do Evangelho. O livro todo é a amendoeira; aconselho a que se colham, um a um, os frutos e as flores» (Cardeal D. José Policarpo).

É aparentemente fácil e certamente gostoso apresentar este livro do nosso muito estimado Cónego António Rego, querido amigo.
Digo aparentemente fácil, por ser evidente a qualidade, constante a actualidade e agradabilíssima de seguir a escrita do Autor. Mas só aparentemente é assim….
Na verdade, a escrita de António Rego só parece “fácil” por já ter atingido há anos aquela simplicidade e clareza que apenas alcançam a inteligência e a sensibilidade quando se conjugam em alto grau.
E esta não é uma classificação meramente amigável: é a constatação óbvia de qualquer leitor atento.
António Rego revela na sua escrita o que é na vida, com uma personalidade muito bem composta de espírito, coração e engenho.
Quanto ao espírito, é essencialmente cristão e especificamente sacerdotal. Está no mundo, olha o mundo, descreve o mundo, como quem nele se insere comprometidamente, sentindo-o seu e servindo-o por inteiro. António Rego não é mais um espectador do que aconteça, nem um diletante de curiosidades passageiras. A sua vocação cristã e sacerdotal confirmou-se nos tempos da Acção Católica e do Concílio Vaticano II e por isso está no mundo em termos de “ver, julgar e agir”. É este o seu espírito: presente, atento e positivamente comprometido.
Também como coração. Coração que não vem depois, vem antes e alimenta tudo. A escrita de António Rego está impregnada de “simpatia”, tanto como a sua presença televisiva. Mesmo quando denuncia, é de amizade que se trata. Da verdadeira, que esclarece e corrige, porque o amor nunca se alheia nem desinteressa, antes incomoda e se incomoda e só cura quando arde. Mas o coração que António Rego revela tem outros brilhos. Está o primeiro no tom caloroso da sua escrita. Não precisamos de esperar dois parágrafos para, mais do que estarmos a lê-lo, estarmos a ler com ele, tanto nos sabe envolver também. Quando chegamos ao fim do texto, não se tratou de leitura, tratou-se de convivência com o Autor.
Falei de brilhos. Escolhi a palavra porque é a beleza que refiro. António Rego escreve bonito, como diz bonito. O que não diminui a verdade da escrita, antes a acentua, por ser a beleza o esplendor da verdade, como diziam os antigos e sabemos os modernos.
Mas a verdade é a adequação à realidade e a realidade humana só se abarca com inteligência afectiva, amando o que se apreende. É por isso que ler António Rego é um exercício humanista, tanto pelo tema como pelo seu tratamento. Trata de gente concreta na cidade de todos, para que sejamos melhor gente e mais concidadãos também, da aldeia ao mundo, aldeia global agora.
O brilho de António Rego traz-nos ainda da sua ilha natal a cintilação do sol na água do mar e na verdura da terra. Mas isto só consegue quem tem coração para absorver e oferecer: lembro, bem a propósito, o seu conterrâneo Padre Sena Freitas, que entre os séculos XIX e XX nos deixou textos de intervenção católica e relatos de viagem onde não faltam semelhantes espírito e coração.
Espírito, coração e engenho, dizia eu da escrita de António Rego, de novo evidenciada nesta excelente colectânea. O Autor está perfeitamente à vontade na actual faina dos media, como ambiente e capacitação técnica. Tem desenvolvido em Portugal e na Igreja uma actividade ímpar que o constituiu autêntico precursor e mestre. Mas em tudo isso revela a destreza rara de universalizar o mais particular dos casos ou episódios, dos grupos ou dos rostos, num zoom cinematográfico que também lhe perpassa a escrita. Ou contrastando claros e escuros, em trechos comprometidos que sempre nos relançam. Ou conjugando o pessoal e o contexto, em dramatizações originais e muito bem conseguidas. Tudo lhe resulta fluente, certeiro e sugestivo.
Engenhoso, portanto, mas já maduro, conseguido e fértil.
- Parabéns ao Autor e à Editora. Boa leitura a todos!

Lisboa, 21 de Maio de 2009
Manuel Clemente

Um Ramo de Amendoeira

de António Rego

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727519965
Editor: Paulinas Editora
Data de Lançamento: maio de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 229 x 18 mm
Páginas: 248
Tipo de produto: Livro
Coleção: Em Busca de Deus
Classificação Temática: Livros em Português > Religião e Moral > Catolicismo
EAN: 5603658113402

SOBRE O AUTOR

António Rego

O Cónego António Rego nasceu na Vila de Capelas, S. Miguel, Açores, em 1941. O jornalismo desde cedo caracterizou o estudante e, depois, o sacerdote: primeiro nos Açores, na imprensa, na rádio e na televisão, e depois em órgãos de comunicação nacionais. Ainda jovem Padre criou um histórico programa de Rádio, de nome «Hoje é Domingo». Em Lisboa, escreveu semanalmente no Diário de Notícias. Uma rubrica que daria o nome ao seu livro Palavra entre Palavras. Na Agência Ecclesia, os editoriais que escreveu desde 1996 foram reunidos noutro livro: Deus na Cidade. Estudou Comunicação Social, em França. Realizou centenas de programas na Rádio Renascença e na Radiodifusão Portuguesa. Realizou mais de 1500 programas de televisão, na RTP e na TVI, onde permanece como coordenador e realizador de emissões religiosas. Efetuou reportagens de temática religiosa nos cinco continentes, de Pequim a Moscovo, da Noruega à Malásia, do Quénia à Amazónia, da Califórnia ao Equador, passando por todos os países lusófonos. É professor de Comunicação Social na UCP e diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais. Em 2006, foi nomeado pelo papa Bento XVI Consultor do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais.

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