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Um Mundo Inquietante

de Mário Soares

editor: Temas e Debates, abril de 2003
“Para onde caminha o mundo se deixarmos aprofundar o fosso que separa irremediavelmente os ricos — os imensamente ricos — dos pobres, mesmo nas sociedades mais desenvolvidas?
“Se nada fizermos para regulamentar a ordem internacional, no sentido da paz, da justiça e do direito — revigorando a ONU e recusando o ‘directório dos países ricos’, criado com que legitimidade? Se não formos capazes de corrigir os atentados contra os equilíbrios ecológicos do Planeta, que estão a pôr em risco a biodiversidade e a própria sobrevivência da espécie humana? Se não conseguirmos dar resposta — e de forma global — aos desafios com que estamos confrontados, neste nosso novo século, que ultrapassam obviamente os Estados nacionais e pressupõem uma consciência ou uma cidadania global?”
Neste seu novo livro, Mário Soares, ex-presidente da República e um dos mais proeminentes políticos do século XX português, reúne um conjunto de artigos publicados em jornais sobre variados temas actuais e polémicos como a globalização, a cimeira da Terra, a convenção europeia, a estratégia anti-terrorista, o 11 de Setembro, o regresso dos Bush e do partido republicano, a guerra no Iraque e o anti-americanismo.

Um Mundo Inquietante

de Mário Soares

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727595938
Editor: Temas e Debates
Data de Lançamento: abril de 2003
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 233 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 360
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789727595938
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Mário Soares

Político e ex-presidente da República, Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu em 1924 e faleceu em 2017. Oriundo de uma família com tradições políticas republicanas liberais, participou ativamente, desde a juventude, em atividades políticas contra o Estado Novo, o que lhe acarretou a passagem pelas prisões da polícia política e o exílio, primeiro em S. Tomé e depois em França, onde o 25 de abril de 1974 o encontraria. Advogado, defendeu em tribunais plenários numerosos opositores do regime, tendo-se destacado como representante da família Delgado nas investigações sobre as circunstâncias e responsabilidades da morte do "General sem Medo". Oposicionista declarado, apresentou-se como candidato em atos eleitorais consentidos pelo regime, nunca sendo, obviamente, eleito.
Dirigente da Acção Socialista Portuguesa, é um dos fundadores do Partido Socialista (1973), de que será o primeiro secretário-geral. Após o levantamento dos capitães em 1974, regressa prontamente a Portugal, ocupando a pasta dos Negócios Estrangeiros, passando a ser responsável pelo estabelecimento de relações diplomáticas com diversos países do mundo e pelas negociações que levariam à independência das colónias portuguesas.
No plano da política interna, destaca-se principalmente pela oposição à influência política e social de comunistas e partidos de extrema-esquerda, combatendo, não só o peso daqueles dentro das instituições militares e no aparelho de Estado, mas também a proposta de unicidade sindical.
Será primeiro-ministro de três governos constitucionais, assumindo o poder sempre em situações de grande gravidade (instabilidade resultante do PREC, crise financeira, etc.), governando ora com o apoio exclusivo do seu partido ora em coligação, consoante a relação de forças estabelecida no Parlamento. Será o segundo presidente da República eleito democraticamente após o restabelecimento da democracia, cumprindo dois mandatos sucessivos entre 1986 e 1996, durante os quais se empenhou repetidamente, quer na dinamização das relações externas, quer na auscultação das aspirações e reclamações populares, através de "presidências abertas" que o levaram a percorrer praticamente todo o território nacional. Quando saiu de Belém não regressou às fileiras do partido em cuja fundação teve significativo papel. No seu discurso de despedida ao povo português, deixou claramente expresso o desejo de se afastar definitivamente da política ("política nunca mais") e de se dedicar a outras atividades, particularmente à escrita. Em 1998 recebeu um convite da ONU, para chefiar uma missão de informação à Argélia, reunindo várias personalidades escolhidas por Kofi Annan. O objetivo desta missão foi observar a situação vivida neste país através do contacto com organizações políticas, representantes de jornais e visitas a vários locais.

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