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Obras de Mário Soares - Volume 3

Escritos da Resistência

de Mário Soares
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, novembro de 2024 ‧
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Escritos da Resistência reúne duas obras, Escritos Políticos e Escritos do Exílio, que correspondem a um dos períodos mais dramáticos da vida de Mário Soares.

«Caminho Difícil que me conduziu da deportação política em São Tomé (…) à participação nas pseudoeleições de outubro de 1969 e logo no ano seguinte ao exílio em França», escrevera no prefácio ao livro editado no Rio de Janeiro. Estas obras correspondem à última década do Estado Novo, ou seja, ao fim do governo de António Salazar e o governo de Marcelo Caetano. A sequência cronológica entre eles justifica a reedição conjunta, o próprio autor considerou os volumes sequenciais. É particularmente interessante comparar a escrita em liberdade com a escrita sob o espectro censório e a atitude do autor face ao final do período de Salazar e diante do seu sucessor, Marcelo Caetano.

As duas obras são, de forma evidente, armas de intervenção política, estreitamente articuladas à afirmação da linha política socialista e democrática, correspondendo a duas fases de organização do movimento socialista e a conjunturas políticas muito distintas. Constituem também uma resposta aos ataques políticos que foram dirigidos a Mário Soares. Esta breve introdução a Escritos da Resistência é um convite à sua leitura, imprescindível para conhecer melhor o pensamento e a atividade política de Mário Soares entre 1965 e 1974, a última década do envelhecido Estado Novo.

Obras de Mário Soares - Volume 3

Escritos da Resistência

de Mário Soares

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722732215
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda
Data de Lançamento: novembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 164 x 247 x 51 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 640
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789722732215

SOBRE O AUTOR

Mário Soares

Político e ex-presidente da República, Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu em 1924 e faleceu em 2017. Oriundo de uma família com tradições políticas republicanas liberais, participou ativamente, desde a juventude, em atividades políticas contra o Estado Novo, o que lhe acarretou a passagem pelas prisões da polícia política e o exílio, primeiro em S. Tomé e depois em França, onde o 25 de abril de 1974 o encontraria. Advogado, defendeu em tribunais plenários numerosos opositores do regime, tendo-se destacado como representante da família Delgado nas investigações sobre as circunstâncias e responsabilidades da morte do "General sem Medo". Oposicionista declarado, apresentou-se como candidato em atos eleitorais consentidos pelo regime, nunca sendo, obviamente, eleito.
Dirigente da Acção Socialista Portuguesa, é um dos fundadores do Partido Socialista (1973), de que será o primeiro secretário-geral. Após o levantamento dos capitães em 1974, regressa prontamente a Portugal, ocupando a pasta dos Negócios Estrangeiros, passando a ser responsável pelo estabelecimento de relações diplomáticas com diversos países do mundo e pelas negociações que levariam à independência das colónias portuguesas.
No plano da política interna, destaca-se principalmente pela oposição à influência política e social de comunistas e partidos de extrema-esquerda, combatendo, não só o peso daqueles dentro das instituições militares e no aparelho de Estado, mas também a proposta de unicidade sindical.
Será primeiro-ministro de três governos constitucionais, assumindo o poder sempre em situações de grande gravidade (instabilidade resultante do PREC, crise financeira, etc.), governando ora com o apoio exclusivo do seu partido ora em coligação, consoante a relação de forças estabelecida no Parlamento. Será o segundo presidente da República eleito democraticamente após o restabelecimento da democracia, cumprindo dois mandatos sucessivos entre 1986 e 1996, durante os quais se empenhou repetidamente, quer na dinamização das relações externas, quer na auscultação das aspirações e reclamações populares, através de "presidências abertas" que o levaram a percorrer praticamente todo o território nacional. Quando saiu de Belém não regressou às fileiras do partido em cuja fundação teve significativo papel. No seu discurso de despedida ao povo português, deixou claramente expresso o desejo de se afastar definitivamente da política ("política nunca mais") e de se dedicar a outras atividades, particularmente à escrita. Em 1998 recebeu um convite da ONU, para chefiar uma missão de informação à Argélia, reunindo várias personalidades escolhidas por Kofi Annan. O objetivo desta missão foi observar a situação vivida neste país através do contacto com organizações políticas, representantes de jornais e visitas a vários locais.

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