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Um Escritor Confessa-se

de Aquilino Ribeiro
Livro eBook
Editor: Bertrand Editora, fevereiro de 2008 ‧
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Um Escritor confessa-se é um registo autobiográfico que se reporta à sua juventude. Começa com a sua chegada a Lisboa (em 1906) depois da expulsão do Seminário de Beja e dá-nos conta, na primeira pessoa, de um tempo tão empenhado politicamente como aventuroso. Aquilino divide-se entre a escrita de opinião (com artigos em diversos jornais da épocas) e a escrita de ficção, também essa de propaganda republicana e de crítica corrosiva às figuras de regime monárquico. Activista da causa republicana, vê-se envolvido num incidente (explosão de caixotes explosivos armazenados em sua casa que mata dois correligionários seus) que o leva à prisão, da qual se consegue evadir em situações rocambolescas. Depois de alguns meses de clandestinidade, exila-se em Paris, onde cursará Filosofia na Sorbonne.

«Um Escritor Confessa-se foi escrito em 1960, e esteve para ser publicado em 1961, mas Aquilino «entendeu prudente adiar a publicação até uma altura em que o gado não andasse tão mosqueiro» - são palavras de seu filho, Aquilino Ribeiro Machado, no preâmbulo aos inéditos -, razão pela qual a obra deveio póstuma. No seu estilo tão característico, nestas páginas mais cosmopolita que regionalista, Aquilino passa em revista os anos da infância e juventude rebelde: o conceito jansenista da vida sacerdotal, a Lisboa finissecular, a estúrdia boémia, rituais carbonários, mistérios da Alta Venda, a burundanga das cadeias civis, os interrogatórios da polícia, as fugas da prisão, o Regicídio, a violência nefanda, catilinárias contra a Casa de Bragança, recordações de Paris, evocações da primeira mulher, etc. Pudessem todos os escritores ter tanto para contar. Num artigo famoso, publicado na morte de Aquilino, Jorge de Sena disse que ele era «um escritor [criado] à custa da realidade.» Este livro ajuda a conferir.»
Eduardo Pitta, Público

"Trata-se, com efeito, de um livro muito importante na obra magistral de mestre Aquilino. Não só porque conta a sua vida, desde a expulsão, por falta de vocação, do Seminário de Évora, em que estudava, até aos seus primeiros e aventurosos passos na Lisboa de princípios do século XX. Nas redacções dos jornais republicanos em que colaborou, sem chegar para o seu sustento, os livros que traduziu, sem que o seu próprio nome figurasse na portada, nas pensões manhosas em que se alojou e fez relações com republicanos, maçons, carbonários e anarquistas, tenso participado na boémia pataqueira - e um tanto sórdida - dessa Lisboa, tão diferente da sua aldeia, nas conspirações contra o «ditador» João Franco e o juiz Veiga, sem excluir o «Marquês da Bacalhoa», que não era outro senão o odiado D.Carlos, retratado, com ferocidade e desdém, no livro - best seller do tempo, hoje quase esquecido, mas que merece ser lido - de António de Albuquerque…"
Mário Soares in Prefácio

Um Escritor Confessa-se

de Aquilino Ribeiro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722516921
Editor: Bertrand Editora
Data de Lançamento: fevereiro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 236 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 376
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Biografias
EAN: 9789722516921
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Muito Interessante

M. Diogo Barbosa

Se queremos conhecer um pouco mais dos dois regicidas, talvez este seja o testemunho mais importante, não porque Aquilino tenha uma versão romântica sobre os dois, mas porque os conhecia bem...mais até do que deixa transparecer no livro. Recomendo a quem queira conhecer mais sobre o período do declínio da Monarquia em Portugal. O Autor é um dos grandes!

Acto de

PSCOSTA

O que me elevou a ler este livro, nada tem a ver com a obra literária do autor, está somente relacionado com o regicídio e a intervenção do Aquilino Ribeiro neste acontecimento. Adorei este acto de contrição!

O Caminho mais difícil foi o mais interessante

Dinis Evangelista

Esta autobiografia de Aquilino Ribeiro é deveras interesante, bem demonstrativa de que o escritor teve uma experiência de vida fantástica, vivida com expulsão dos seminários, encontros com revolucionários, prisões e evasões. Vida conturbada num período muito interessante da nossa História, que corresponde ao fim da Monarquia e princípio da República. Claro que poderia teria tido vida mais facilitada, sem pedras no caminho - para isso bastava satisfazer o ideal dos pais, que lhe ambicionavam uma carreira eclesiástica, tal como o pai. Estou convencido de que Aquilino, se tivesse seguido a vida eclesiástica teria sido um bom padre, mas foi testemunha dos piores exemplos por parte daqueles que tinham uma vida oposta a tudo o que apregoavam.

Uma vida em acção

Dinis Evangelista

Li este livro autobiográfico pela primeira vez há 7 ou 8 anos, votei e lê-lo o ano passado, e neste momento, depois de aceite a minha sugestão, estou a participar na sua leitura em 3 locais diferentes, num total de 40 pessoas. Livro muito interessante, que reporta um período histórico muito interessante da nossa história, fim da monarquia e início da república, incluindo o regicídio, em Fevereiro de 1908, no qual algumas forças defendem que houve participação do escritor. A par da leitura deste livro, estão a decorrer outras leituras e informações biográficas, bem com reportagens e entrevistas, que estão publicadas em vários (muitos) espaços: existem meios com muita informação sobre este escritor. Por fim, sugiro a visita a Soutosa, perto de Viseu, onde viveu Aquilino Ribeiro, bem como visita à Quinta de Nossa Senhora do Amparo (A Casa Grande de Romarigães, no concelho de Paredes de Coura).

SOBRE O AUTOR

Aquilino Ribeiro

Aquilino Ribeiro nasceu na Beira Alta, concelho de Sernancelhe, no ano de 1885, e morreu em Lisboa em 1963.
Deixou uma vasta obra, na qual que cultivou todos os géneros literários, partilhando com Fernando Pessoa, no dizer de Óscar Lopes, o primado das Letras portuguesas do século XX. Foi sócio de número da Academia das Ciências e, após o 25 de Abril, reintegrado, a título póstumo, na Biblioteca Nacional, condecorado com a Ordem da Liberdade e homenageado, aquando do seu centenário, pelo Ministério da Cultura.
Em setembro de 2007, por votação unânime da Assembleia da República, o seu corpo foi depositado no Panteão Nacional.

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