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Tudo Isto é Sarah

de Pauline Delabroy-Allard
Livro eBook
Editor: Alfaguara Portugal, fevereiro de 2025 ‧
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«Na área de serviço da autoestrada entre Paris e Honfleur, ela beija-me como se fosse a primeira vez. Tudo isto é Sarah, imprevisível, ondulante, desconcertante, versátil, aterradora como uma borboleta noturna.»


A história de uma paixão hipnótica, uma estreia literária fulgurante, a comparação aos grandes escritores: todos os ingredientes que fazem de Pauline Delabroy-Allard uma das grandes vozes da nova literatura francesa.

Numa festa de fim de ano em Paris, duas mulheres conhecem-se. Uma é professora, mãe solteira, e sacode a rotina com uma relação passageira. A outra é violinista, excêntrica, caprichosa, com uma beleza fora do comum e uma joie de vivre contagiante, e entra na vida da professora como entrou na festa: ofegante, luminosa, falando e rindo demasiado. É Sarah.

Sucedem-se encontros improvisados, almoços, concertos, teatro, cinema, o idílio da primavera em Paris ao som de Beethoven. Contra todas as expectativas, brota entre ambas uma paixão avassaladora, uma voragem que ora acelera ora distende as horas. É um caso de amour fou, uma tempestade que tudo arrasta, uma obsessão que tudo consome, até que uma inflexão leva a história de Sarah e da amante ao acorde final.

É possível morrer de amor? E que restará da grande paixão? Mais do que memórias, feridas e vazio?

Uma história carregada de beleza e tragédia, escrita com liberdade, ímpeto e poesia por Pauline Delabroy-Allard, que com este primeiro romance conquistou a crítica literária, foi comparada a Marguerite Duras e Annie Ernaux, e chegou às portas do Prémio Goncourt.

«Há laivos de Duras, Nabokov e Barthes no âmago pulsante deste magnífico romance.»
L'Express

«Tudo isto é Sarah oscila de forma impressionante entre o caos e o barulho do amor e o silêncio e a solidão.»
The Observer

«Pauline Delabroy-Allard transpõe para o papel um acorde perfeito, uma rara harmonia entre duas mulheres. Sob a sua pena, o sexo em geral e a carícia em particular convertem-se, efetivamente, num exercício, mas com o sentido elevado de uma ascese, capaz de fazer nascer a prosa mais abrasadora, a mais carnal das verdades.»
Le Monde

«A história de uma paixão no sentido pleno e etimológico do termo: um amor e um sofrimento desmesurados, obsessivos. Nas frases secas, urgentes, encontramos ecos de Annie Ernaux ou Marguerite Duras.»
L'Observateur

«Escrever sobre o amour fou é tão difícil como sofrê-lo, ou talvez mais [...] Sem cair no lugar-comum, Delabroy-Allard apresenta uma narrativa autêntica que lhe valeu a nomeação para o Prémio Goncourt.»
El Mundo

«Escrito desse lugar de intimidade, com a plena consciência de que o coração quase nunca dá ouvidos aos ditames da razão, a autora convoca, para falar do casal protagonista, mas sobretudo de uma das personagens, uma prosa poética tão apurada, que não é de estranhar que a tenham comparado com Marguerite Duras.»
ABC

«A escrita de Delabroy-Allard - na sua precisão obsessiva, semeada de referências para serem decifradas pelos grandes leitores - é toda movimento, ritmo, sem pausas. [...] Morrer de amor: algo que não acontece só aos outros.»
Le Point

«Cativante [...] intenso [...] sedutor [...].»
The Guardian

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Ainda há histórias de amor

A literatura é como a televisão ao domingo à tarde: histórias de amor é o que não falta. É natural que o tema seja clichê: sendo a obsessão de todos, não podia ser de outra maneira. Seguem algumas sugestões de personagens apanhadas umas pelas outras. Tudo isto é Sarah Se é para histórias de amor, vamos a França: há lá coisa mais romântica do que a imagem de Paris? Esta é a estreia de Pauline Delabroy-Allard, que nos conta uma história que começa na capital francesa, onde duas mulheres se conhecem: uma é professora e mãe solteira; outra é Sarah. Sarah é violinista e tem todos os elementos para ser a estrela de um romance: um quê de excêntrico, um quê de sedutor. À medida que a professora se apaixona por ela, o leitor apaixona-se também, embora vá sentindo o desconcerto de se ver perante alguém tão imprevisível, ou talvez por isso. A relação desenrola-se e o clichê romântico acompanha a leitura, sempre no epicentro da cultura francesa: as duas metem-se em concertos, no teatro, no cinema, na gastronomia, e a paixão suspende o tempo à volta. A voragem romântica aguenta-se até à última página, com a obsessão a alimentar o texto e a varrer a vida toda. COMPRO NA WOOK! » Mirafiori Este também dá a volta à cabeça. A fórmula é fácil: a história parece banal, e eis o que basta para agarrar o leitor. Após o fim de um grande amor, um homem conta o vazio que o assola. Ao longo de dezenas de páginas, eis o resumo da verdadeira tragédia: a história dava certo e depois deu errado. Através de um narrador que não é santo nenhum, contam-se os momentos de viragem, as canalhices imperdoáveis, os momentos que criaram um sofrimento atroz que perdura. Sendo coetâneo, mostra-se ainda o que acontece a uma história que parece morrer a meio, com perseguições online que alimentam obsessões, perpetuando-as ao invés de as deixar morrer com o tempo e a distância. Estando a história escrita na primeira pessoa, o sofrimento está ali sem pó de arroz, e é difícil – impossível? – para quem lê não ficar atordoado. COMPRO NA WOOK! » Amor Agora, outro estilo: através de banda desenhada, género com cada vez mais adeptos, Filipa Beleza conta-nos e mostra-nos seis histórias de amor. Ali, cabe tudo: o amor romântico, tal como nos exemplos anteriores, mas também o amor dentro da família ou por um animal que um familiar nos deixou, e que é também memória. O amor aparece, assim, como coisa múltipla, de formatos vários, que nos ata uns aos outros – e que, volta e meia, nos desata por dentro, deixando partido o órgão que bombeia o sangue. É que o que aparece como fim de qualquer maleita é também o propulsor dos maiores desgostos que existem. Com desenhos expressivos, Filipa Beleza conta esta história – e fá-lo tão bem através da parte gráfica que nem precisa de texto. COMPRO NA WOOK! » Estocolmo Já se viu que tenho tendência para a tragédia. E aqui temos uma tragédia que vem das mãos de um autor cuja voz costuma amansar-nos os ouvidos. Em Estocolmo, Sérgio Godinho conta uma daquelas histórias que não são fáceis de esquecer. A partir daqui, cuidado com os anúncios de aluguer de quartos. Lá vai Vicente responder a um, e assim conhece Diana Albuquerque, dona da casa, pivô de telejornal. Primeiro, há o pasmo; depois, atração entre ambos. A conversa corre bem e Vicente põe-se a morar no sótão da casa dela, recebendo-a na cama várias vezes, ela que tem vinte anos a mais. Depressa se vê que o clichê ao contrário não deixa de ser clichê, e Diana não só é uma predadora como tem tendência para o crime. Prende o rapaz no quarto, mas nem era preciso: encantado por ela, Vicente não queria ir a lado nenhum. Mesmo enquanto vítima, continua apaixonado, tão certo de como a vê – inteira e bela – que nem pensa que tem síndrome de Estocolmo. Num romance carregado de discurso direto, os leitores não só leem como veem a ação a acontecer, as personagens a mexerem-se uma para a outra, num registo quase cinematográfico. A ação é rápida, os parágrafos são curtos e a prosa cinge-se ao essencial. COMPRO NA WOOK! »

Tudo Isto é Sarah

de Pauline Delabroy-Allard

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895833382
Editor: Alfaguara Portugal
Data de Lançamento: fevereiro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 236 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 192
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895833382

Pauline Delabroy-Allard estreou-se em grande.

Cátia Matias

Leio “Tudo isto é Sarah” e lembro-me muito da intensidade de Paixão Simples de Annie Ernaux. É certo que no caso do Nobel é autobiográfico e a obra de Pauline é ficcional, mas o fôlego que precisamos para lê-los é muito semelhante. Também a paixão entre estas duas mulheres, que se conhecem num festa de final de ano, é hipnótica. “Tudo isto é Sarah” é um livro belo e trágico como só o amor pode ser. Vale a pena lerem experimentarem ler esta escritora e vale a pena ficarmos de olho nos próximos livros.

SOBRE O AUTOR

Pauline Delabroy-Allard

Pauline Delabroy-Allard nasceu em 1988, em Paris, cidade onde vive. É escritora e professora. Foi mãe solteira aos vinte e dois anos, viajou de França até ao Cazaquistão e trabalhou como livreira. No dia do seu trigésimo aniversário, enviou para inúmeras editoras francesas o manuscrito do seu primeiro romance, Ça raconte Sarah. Foi acolhida na mítica Minuit, a editora de Marguerite Duras, com quem Pauline Delabroy-Allard é muitas vezes comparada. Conhecendo um sucesso imediato entre leitores e crítica, este romance foi finalista do Prémio Goncourt e recebeu, entre outros, o Prémio Roman des Étudiants France Culture-Télérama, estando traduzido em inúmeros países. Quem sabe é o seu segundo livro, e o primeiro da autora publicado em Portugal.

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