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Triunfo do Amor Português

de Mário Cláudio

editor: Dom Quixote, abril de 2004
PRÉMIO PESSOA 2004

São doze histórias de amor português que o tempo consolidou, recriadas pelo escritor Mário Cláudio. Entre o domínio da História e do lendário, MC actualiza e tenta tornar compreensíveis estas histórias de amor que foram também de transgressão. ("As verdadeiras histórias de amor são uma transgressão", disse o autor ao Primeiro de Janeiro). No prefácio ao livro, Agustina Bessa-Luís escreve: " O 'Triunfo do Amor Português', recolhendo lendas, inventando situações e personagens, pertence ao campo semântico da palavra cuja origem é a do encantamento É uma conversa mágica [...]".
Com ilustrações de Rogério Ribeiro, as doze histórias são: A Bela Menina; Dom Pedro e Inês de Castro; Leonor Teles e João Fernandes Andeiro; Roberto Machin e Ana de Arfet; Luís de Camões e a Infanta Dona Maria; Mariana Alcoforado e o Conde de Chamilly; Dom João V e Madre Paula; Tomás António Gonzaga e Marília de Dirceu; A Severa e o Conde de Marialva; Camilo Castelo Branco e Ana Plácido; Dom Pedro V e Dona Estefânia; António Nobre e Alberto de Oliveira.

Triunfo do Amor Português

de Mário Cláudio

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722027731
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: abril de 2004
Idioma: Português
Dimensões: 248 x 290 x 24 mm
Páginas: 256
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789722027731
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
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Da literatura como arte de amor...

Ramiro Matos

Unir a capacidade de nos encantar de Mário Cláudio, com a arte única de Rogério ribeiro para nos encantar com histórias de amor portuguesas, só podia resultar numa obra ímpar da cultura portuguesa!

Mário Cláudio

Escritor português, de nome verdadeiro Rui Manuel Pinto Barbot Costa, nascido a 6 de novembro de 1941, no Porto. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, onde se diplomou também como bibliotecário-arquivista, e master of Arts em biblioteconomia e Ciências Documentais pelo University College de Londres, revelou-se como poeta com o volume Ciclo de Cypris (1969). Tradutor de autores como William Beckford, Odysseus Elytis, Nikos Gatsos e Virginia Woolf, foi, porém, como ficcionista que mais se afirmou.
Publicou com o nome próprio, uma vez que "Mário Cláudio" é pseudónimo, um Estudo do Analfabetismo em Portugal, obra que reúne a sua tese de mestrado e uma comunicação apresentada no 6.° Encontro de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas Portugueses, em 1978. Colaborador em várias publicações periódicas, como Loreto 13, Colóquio/Letras, Diário de Lisboa, Vértice, Jornal de Letras Artes e Ideias, O Jornal, entre outros, foi considerado pela crítica, desde a publicação de obras como Um Verão Assim, um autor para quem o verso e a prosa constituem modalidades intercambiáveis, detendo características comuns como a opacidade, a musicalidade e a rutura sintática, subvertendo a linearidade da leitura por uma escrita construída como "labirinto em espiral". A obra de Mário Cláudio apresenta uma faceta de investigador e de bibliófilo que, encontrando continuidade na sua atividade profissional, inscreve eruditamente cada um dos livros numa herança cultural e literária, portuguesa ou universal. Dir-se-ia que a sua escrita, seja romanesca, seja em coletâneas de pequenas narrativas (Itinerários, 1993), funciona como um espelho que devolve a cada período a sua imagem, perspetivada através de um rosto ou de um local, em que o próprio autor se reflete, e isto sem a preocupação de qualquer tipo de realismo, mas num todo difuso e compósito, capaz de evocar o sentido ou o tom de uma época que concorre ainda para formar a época presente.
Mário Cláudio recebeu, em 1985, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores por Amadeo (1984), o primeiro romance de um conjunto posteriormente intitulado Trilogia da Mão (1993), em 2001 recebeu o prémio novela da mesma associação pelo livro A Cidade no Bolso e, em dezembro de 2004, foi distinguido com o Prémio Pessoa. Para além das obras já mencionadas, são também da sua autoria Guilhermina (1986), A Quinta das Virtudes, (1991), Tocata para Dois Clarins (1992), O Pórtico da Glória (1997), Peregrinação de Barnabé das Índias (1998), Ursamaior (2000), Orion (2003), Amadeu (2003), Gémeos (2004) e Triunfo do Amor Português (2004). O autor tem também trabalhos publicados na área da poesia (como Ciclo de Cypris, 1969, Terra Sigillata, de 1982, e Dois Equinócios, de 1996), dos ensaios (Para o Estudo do Alfabetismo e da Relutância à Leitura em Portugal, de 1979, entre outros), do teatro (por exemplo, O Estranho Caso do Trapezista Azul, de 1999) e da literatura juvenil (A Bruxa, o Poeta e o Anjo, de 1996).

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