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Trinta Anos de Democracia e Depois, Pronto

de Clara Pinto Correia

editor: Relógio D'Água, abril de 2004

"Um «sermão» sobre o Portugal dos últimos trinta anos, que muita gente devia ouvir, ou antes, devia ler. Uma visão lúcida, sem meias palavras e, sobretudo, muito, mas mesmo muito clara, sobre uma «nova ditadura» que a autora diz ainda entendermos mal."
AMV, Magazine Artes, Maio 2005

«A correria tira o sentido a tudo. A berraria impede que se diga ou que se oiça um único fragmento de um único pensamento. O abuso das imagens atordoa o receptor ao ponto de o mensageiro matar completamente a mensagem. Quando dentro de um mesmo ecrã temos pelo menos quatro possibilidades de zapping e nenhum marco discernível nos indica o que é que é prioritário no meio de tanta informação, ficamos sem filtros e só conseguimos ouvir um imenso ruído de fundo que constitui a banda sonora de uma espécie de aurora boreal digitalizada, e ainda por cima passada de fast forward a fundo. Não há uma fracção de segundo de silêncio que nos permita pelo menos respirar fundo e tentar pôr as ideias em ordem antes de passarmos ao ponto seguinte. Quando vemos televisão, pura e simplesmente entupimos os neurónios até estarmos completamente drogados. O ópio do povo recicla-se, e estão sempre a ser sintetizadas novas fórmulas. Cada vez mais precisas e eficazes.
Como até estas fórmulas podem encontrar organismos que lhes são resistentes, como precaução adicional recorre-se à censura.
Existe.
Existe mesmo.
Mas, uma vez mais, é impossível de combater porque não se vê.»

«A correria tira o sentido a tudo. A berraria impede que se diga ou que se oiça um único fragmento de um único pensamento. O abuso das imagens atordoa o receptor ao ponto de o mensageiro matar completamente a mensagem. Quando dentro de um mesmo ecrã temos pelo menos quatro possibilidades de zapping e nenhum marco discernível nos indica o que é que é prioritário no meio de tanta informação, ficamos sem filtros e só conseguimos ouvir um imenso ruído de fundo que constitui a banda sonora de uma espécie de aurora boreal digitalizada, e ainda por cima passada de fast forward a fundo. Não há uma fracção de segundo de silêncio que nos permita pelo menos respirar fundo e tentar pôr as ideias em ordem antes de passarmos ao ponto seguinte. Quando vemos televisão, pura e simplesmente entupimos os neurónios até estarmos completamente drogados. O ópio do povo recicla-se, e estão sempre a ser sintetizadas novas fórmulas. Cada vez mais precisas e eficazes.
Como até estas fórmulas podem encontrar organismos que lhes são resistentes, como precaução adicional recorre-se à censura.
Existe.
Existe mesmo.
Mas, uma vez mais, é impossível de combater porque não se vê.»

Trinta Anos de Democracia e Depois, Pronto

de Clara Pinto Correia

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727088102
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: abril de 2004
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 210 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 114
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789727088102
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Clara Pinto Correia

Ficcionista, cronista, divulgadora científica e bióloga portuguesa nascida em 1960. Figura sui generis do panorama actual da literatura portuguesa, quer pelo seu estilo de escrita, quer pelas áreas da sua produção ou ainda pelo ritmo de publicação que a autora tem mantido. Depois de se ter licenciado em Biologia pela Universidade de Lisboa, doutorou-se pela Universidade do Porto, prosseguindo uma carreira universitária e de investigação no domínio da Embriologia no Instituto Gulbenkian de Ciência e nos Estados Unidos da América (Buffalo e Universidade de Harvard). A sua estreia literária dá-se em 1984, com o romance Agrião, mas a sua popularidade atinge-a com o romance Adeus Princesa, sucesso editorial, transposto para o cinema. A consagração máxima dá-se depois da publicação do folhetim E se tivesse a bondade de me dizer porquê? em co-autoria com Mário de Carvalho, numa obra em que os dois escritores são responsáveis por capítulos que se intercalam, sem nunca se encontrarem. Poder-se-á chamar a Clara Pinto Correia a autora pós-moderna por excelência, constando da sua bibliografia desde inquéritos de cariz sociológico a uma fotonovela, passando por literatura infantil, crónica, poesia, narrativa, e divulgação científica. Destacam-se na sua obra, para além dos já citados, na ficção: Ponto Pé de Flor e Mais que Perfeito; na literatura infantil: Quem Tem Medo Compra um Cão, A Minha Alma Está Parva e A Ilha dos Pássaros Doidos; na divulgação científica: Os Bebés-Proveta, Clonai e Multiplicai-vos e O Ovário de Eva.

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Adeus, Princesa

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Ponto Pé de Flor

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