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Contos de Clara Pinto Correia

de Clara Pinto Correia
Editor: Relógio D'Água, julho de 2005 ‧
14,13€
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«Amor, disse ela quando chegou o Carnaval e toda a gente partiu para a neve. Olha. Agora eles foram todos para a neve, e temos cinco dias só para nós.
O seu amor tinha uns olhos grandes como lagos, e sorriu-lhe com tanta ternura que ela percebeu que toda a sua vida, e todo o seu trabalho, e todas as suas aventuras, e todas as suas alegrias e todas as suas dores, tudo o que estava para trás, e já era muito, se tinha destinado apenas a transportá-la até àquela porta, para dentro daquele sorriso que a envolvia num casulo de luz puríssima, macia, sedosa, perfeita. E então sorriu também, com uma cascata delicada de felicidade a deslizar-lhe devagarinho como um bálsamo sobre todos os sentidos.
Ele estendeu-lhe a mão sem dizer nada, apertou-a suavemente em torno da sua, trouxe-a sem pressa para o lado de dentro da porta, e, quando a fechou, fechou o resto do mundo do lado de fora. Estava descalço.»

De Cântico dos Cânticos

Contos de Clara Pinto Correia

de Clara Pinto Correia

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727088430
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: julho de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 129 x 221 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 378
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789727088430

Contos

Emília Manuel

Contos, na sua maioria, descrevendo realidades muito simples mas muito humanas. Alguns deles fascinantes.

SOBRE O AUTOR

Clara Pinto Correia

Clara Pinto Correia (Lisboa, 30 de janeiro de 1960 — Estremoz, 9 de dezembro de 2025) foi ficcionista, cronista, divulgadora científica e bióloga portuguesa. Figura sui generis do panorama da literatura portuguesa, quer pelo seu estilo de escrita, quer pelas áreas da sua produção ou ainda pelo ritmo de publicação que a autora manteve.
Depois de se ter licenciado em Biologia pela Universidade de Lisboa, doutorou-se pela Universidade do Porto, prosseguindo uma carreira universitária e de investigação no domínio da Embriologia no Instituto Gulbenkian de Ciência e nos Estados Unidos da América (Buffalo e Universidade de Harvard).
A sua estreia literária dá-se em 1984, com o romance Agrião, mas a sua popularidade atinge-a com o romance Adeus Princesa, sucesso editorial, transposto para o cinema. A consagração máxima dá-se depois da publicação do folhetim E se tivesse a bondade de me dizer porquê? em coautoria com Mário de Carvalho, numa obra em que os dois escritores são responsáveis por capítulos que se intercalam, sem nunca se encontrarem.
Poder-se-á chamar a Clara Pinto Correia a autora pós-moderna por excelência, constando da sua bibliografia desde inquéritos de cariz sociológico a uma fotonovela, passando por literatura infantil, crónica, poesia, narrativa, e divulgação científica.
Destacam-se na sua obra, para além dos já citados, na ficção: Ponto Pé de Flor e Mais que Perfeito; na literatura infantil: Quem Tem Medo Compra um Cão, A Minha Alma Está Parva e A Ilha dos Pássaros Doidos; na divulgação científica: Os Bebés-Proveta, Clonai e Multiplicai-vos e O Ovário de Eva.

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