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Tratado Teológico-Político

(4ª Edição)

de Baruch de Espinosa
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, março de 2019 ‧
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O Tratado Teológico-Político foi a principal obra que Espinosa publicou em vida. o seu intento, expressamente afirmado no subtítulo, é demonstrar que a liberdade de pensamento constitui um dispositivo essencial para a manutenção da paz no interior dos Estados.

Longe, porém, de limitar esse intento a um simples enunciado estratégico, estabelecendo empiricamente uma relação de causa-efeito entre liberdade e paz, Espinosa elabora aquela que é a primeira e, porventura, a mais profunda reflexão alguma vez publicada sobre democracia, regime que designa como «o mais natural e o que mais se aproxima da liberdade que a natureza concede a cada um».

Observações:
Tradução, introdução e notas de Diogo Pires Aurélio

Tratado Teológico-Político

(4ª Edição)

de Baruch de Espinosa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722727358
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda
Data de Lançamento: março de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 243 x 27 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 456
Tipo de produto: Livro
Coleção: Estudos Gerais / Série Universitária
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9789722727358

Um livro mágico e arrebatador.

Amadeu Montrond Pires Monteiro

Ainda estou no início da leitura da novíssima obra-prima do icónico Dan Brown - "O Segredo dos Segredos" - e já estou tão empolgado, que pensei com os botões? "Só 699 páginas? Que pena não ser o triplo!" É isso mesmo: quem começa a ler um livro, com a qualidade, perfeccionismo e mestria de Dan Brown, não quer parar tão cedo...

SOBRE O AUTOR

Baruch de Espinosa

Baruch de Espinosa nasceu em Amesterdão a 24 de novembro de 1632, tendo sido um dos principais filósofos do século XVII, a par de Descartes e Leibniz. Nasceu no seio de uma família judaico-portuguesa, oriunda da vila alentejana da Vidigueira e fugida às perseguições da Inquisição. Recebeu dos pais o nome de Benedito de Espinosa, mas assinou Baruch em várias das suas obras, devido à sua condição de judeu nascido em Amesterdão. Acabou por adotar o nome Benedictus, ou seja, a correspondente palavra latina, depois da excomunhão hebraica ditada pela sinagoga portuguesa de Amesterdão em 1656. Espinosa foi um profundo estudioso da Bíblia, do Talmude e de obras de filósofos judeus, como Maimónides. Estudou Sócrates, Platão e Aristóteles, De Rerum Natura de Lucrécio, os epicuristas e o pensamento heterodoxo de Giordano Bruno.
Hermeneuta da Bíblia, Espinosa considerava-a uma obra metafórica e alegórica que não exprimia a verdade sobre Deus. Opôs-se a todo o género de superstições, tendo-se notabilizado pela sua frase «Deus sive natura» («Deus, ou seja, a natureza»). Não admira pois que, da expulsão decretada em português pela sinagoga de Amesterdão, faça parte a imprecação de que «Deus jamais lhe perdoe os seus pecados» e que «a cólera e a indignação do Senhor o cerquem e para sempre se abatam sobre a sua cabeça». Para subsistir, Espinosa trabalhou no polimento de lentes nas épocas em que viveu em casas de famílias de Outerdek e Rijnsburg. Recebia, contudo, correspondência de personalidades tão destacadas como o filósofo Leibniz, o médico Ludovico Meyer, Henry Oldenburg, da Royal Society, e o cientista holandês Huygens. Luís XIV ofereceu-lhe uma pensão para que Espinosa lhe dedicasse um livro, o que ele recusou. Em 1670, Espinosa trocou Amesterdão por Haia, onde concluiu o seu Tratado Teológico-Político, que recebeu críticas dos poderes políticos e religiosos. Recusou o convite da Universidade de Heidelberg, para poder manter a independência de pensamento. Morreu no domingo de 21 de fevereiro de 1677, vitimado por tuberculose. Tinha 44 anos, e muitos anos depois o escritor Jorge Luis Borges haveria de dizer que era um dos homens com quem mais teria gostado de conversar. Ética teve publicação póstuma devida à dedicação dos seus amigos.

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