Trás-os-Montes

de Tiago Patrício
Editor: Gradiva, maio de 2012 ‧
Em Trás-os-Montes «vivem» quatro crianças, no coração de uma aldeia com duas igrejas, dois cemitérios, duas estações ferroviárias e um comboio a vapor que faz a sua última viagem. Numa zona de fronteira situam-se as hortas, as devesas, os lameiros e os palheiros onde o gado passa a noite. As crianças, com demasiado tempo livre depois das aulas, ficam na rua até ao anoitecer e as sombras ocupam-lhes os pensamentos. Nessa altura, as distracções dos adultos tomam a forma de desejos perigosos. É então que podem ser tentadas a ultrapassar a imitação e pretender consumar actos de adulto, como conduzir um automóvel, fumar um cigarro, aceder à literatura para adultos, atear um incêndio ou realizar um funeral. De leitura apaixonante, este é um romance surpreendente que conjuga de forma magistral a ruralidade, os anseios íntimos e aquilo que de universal existe na alma humana. Uma verdadeira grande revelação.

Trás-os-Montes

de Tiago Patrício

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896164782
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: maio de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 146 x 220 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 164
Tipo de produto: Livro
Coleção: Gradiva
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896164782

Analítico

Carlos Manuel Caeiro.

Passa-se em trás-os-Montes, mas poderia passar-se em qualquer região longe dos centros urbanos que marcam o passo da vida, numa região agreste de Natureza e na natureza humana.

Livro de um colaborador do DNJovem

Olinda Gil

Conheço o nome do autor há muitos anos, do DNJovem, e por isso comprei o livro, nem foi tanto pelo prémio que recebeu. Confesso que tinha as expectativas mais altas (talvez porque me lembro de gostar do que o Tiago Patrício escrevia na altura), e fiquei um pouquinho desiludida com o livro. A linguagem é irrepreensível e reconheço no livro os aspectos que o fizeram ser premiado (as características fragmentárias, pós-modernistas, a rudeza e crueza, etc), mas não me encantou. Não gostei da visão tão rural que nos deu de Trás-os-Montes. Eu também não vivo na cidade, e para mim, aquela parece-me mais a visão que os citadinos querem que o não-rural tenha do que propriamente a realidade, muito mais complexa que isso. Também senti falta de um fio condutor na narrativa. Apesar de hoje em dia estar em voga este tipo de romance, confesso que já li outros, que apesar de cada capítulo parecer um conto, conseguem ter muito mais lógica narrativa que esta história.

SOBRE O AUTOR

Tiago Patrício

Nasceu no Funchal em 1979 e viveu em Carviçais (Torre de Moncorvo) até aos 19 anos.
É licenciado em Ciências Farmacêuticas e estuda Literatura e Filosofia na Universidade de Lisboa.
Começou a ser publicado entre 2007 e 2010, nas colectâneas Jovens Escritores, do Clube Português de Artes e Ideias.
Venceu vários prémios em poesia (Daniel Faria, Natércia Freire) e teatro (Luso-Brasileiro) e publicou O Livro das Aves, Cartas de Praga, Checoslováquia.
Escreve para as companhias Estaca Zero e Ponto Teatro (Porto) e para a companhia teatromosca (Sintra).
Alguns dos seus textos estão publicados em França, Egipto, Eslovénia e República Checa. Trás-os-Montes é o seu primeiro romance.

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