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Testimony

The Memoirs Of Dmitri Shostakovich As Related To And Edited By Solomon Volkov

de Dmitri Shostakovich
idioma: inglês
Editor: Faber & Faber, julho de 2005 ‧
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'A terrifying and unhappy book...' The GuardianThis astounding self-portrait covering the whole of Shostakovich's life (1906-1975) was prepared in collaboration with the distinguished Soviet musicologist Solomon Volkov.

Testimony

The Memoirs Of Dmitri Shostakovich As Related To And Edited By Solomon Volkov

de Dmitri Shostakovich

Propriedade Descrição
ISBN: 9780571227921
Editor: Faber & Faber
Data de Lançamento: julho de 2005
Idioma: Inglês
Dimensões: 135 x 216 x 22 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 288
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Inglês > Arte > Música
EAN: 9780571227921

Testemunho

AR

Um testemunho essencial permitido pó Volkov para entender Shostakovich e o significado de ser um compositor yurodivy na Rússia.

SOBRE O AUTOR

Dmitri Shostakovich

Dmitri Shostakovich foi um dos compositores mais importantes do século XX, nascido a 25 de setembro de 1906 em São Petersburgo, Rússia, e falecido a 9 de agosto de 1975 em Moscovo. A sua obra abrange uma vasta gama de géneros musicais, incluindo sinfonias, quartetos de cordas, concertos, óperas e música para cinema. Shostakovich é conhecido tanto pela sua música profundamente emotiva quanto pela sua complexa relação com o regime soviético sob o qual viveu e trabalhou.

Shostakovich tornou-se uma figura importante na música russa ainda jovem, ganhando reconhecimento internacional com a sua Primeira Sinfonia (1926), que compôs aos 19 anos como trabalho de conclusão de curso no Conservatório de Leningrado. No entanto, a sua carreira foi marcada por conflitos com as autoridades soviéticas. A sua ópera Lady Macbeth do Distrito de Mtsensk (1934), inicialmente aclamada, foi mais tarde duramente criticada pelo regime, com o jornal Pravda a condená-la como "caos em vez de música" em 1936. Esta crítica marcou o início de um período de tensão entre Shostakovich e o governo, que exigia que os artistas seguissem as diretrizes do realismo socialista.

Apesar destas pressões, Shostakovich continuou a compor obras que, muitas vezes, continham mensagens codificadas e ironia, refletindo as suas experiências de vida sob o regime opressivo. A Quinta Sinfonia (1937), por exemplo, foi apresentada como uma resposta ao governo, sendo subtitulada "Resposta criativa de um artista soviético a uma justa crítica". A sinfonia foi um enorme sucesso e permitiu-lhe recuperar o favor do regime, embora muitos acreditassem que continha críticas veladas ao estado.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Shostakovich compôs a Sétima Sinfonia (1941), também conhecida como a Sinfonia de Leningrado, que se tornou um símbolo da resistência contra a invasão nazi e foi amplamente celebrada tanto na União Soviética quanto no Ocidente.

Ao longo da sua vida, Shostakovich navegou habilmente as complexidades de viver sob um regime autoritário, mantendo uma produção musical prolífica e influente. Ele compôs 15 sinfonias, 15 quartetos de cordas, além de uma vasta obra de música de câmara, concertos e obras corais. As suas últimas obras, como a Quarta Sinfonia e os Quartetos de Cordas tardios, são muitas vezes vistas como reflexões profundas sobre a vida, a morte e o legado do compositor.

Dmitri Shostakovich deixou um legado duradouro, sendo lembrado tanto pela sua coragem artística quanto pela sua capacidade de criar música que reflete as complexidades da condição humana e do seu tempo. A sua obra continua a ser amplamente estudada e executada, mantendo-se uma presença fundamental no repertório clássico moderno.

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