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Terres Mortes

de Franz Xaver Kroetz
idioma: francês
Editor: L'ARCHE, junho de 1997 ‧
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Là où le goudron rencontre le béton, ça fait des veines. Et les veines, elles traversent toute la ville, elles s'écrasent les unes contre les autres jusqu'à ce qu'elles cloquent. Et les cloques éclatent, ça fait des trous. J'en ai trouvé un, puis encore un, puis tout plein d'autres. Mais là-dessous, y a pas la terre, y a des cailloux, y a de la boue, y a de la merde, de la boue et des flaques; affreux - et pas de terre là-dessous.

Terres Mortes

de Franz Xaver Kroetz

Propriedade Descrição
ISBN: 9782851812759
Editor: L'ARCHE
Data de Lançamento: junho de 1997
Idioma: Francês
Páginas: 191
Tipo de produto: Livro
Coleção: Scene Ouverte
Classificação Temática: Livros em Francês > Arte > Artes de Palco
Livros em Francês > Arte > Outras Artes
EAN: 9782851812759

SOBRE O AUTOR

Franz Xaver Kroetz

Franz Xaver Kroetz nasce em Munique em 1946. Estuda representação na Escola Max-Reinhardt, de onde sai «por falta de técnica». Trabalha em alguns teatros regionais. Em 1966, escreve a sua primeira peça, Die Nacht der weißen Segel (que virá a ser Das Nest). Adapta Shakespeare e Goncharov. A partir do encontro com Fassbinder, cuja equipa integra no final dos anos 60, irá descobrir o teatro realista e regional de Marieluise Fleißer, a grande influência do novo realismo alemão. Escreve sem cessar e, a partir da estreia tumultuosa de Heimarbeit no Kammerspiele de Munique, passa a ser um dos autores mais representados na Alemanha Federal e em França. É militante do Partido Comunista alemão entre 1972 e 1980. Em 1972, o enorme triunfo de Alta Áustria afirma o «teatro do quotidiano», um pequeno realismo atento à vida e à língua pobre de operários e camponeses, que terá epígonos um pouco por todo o mundo. As suas peças são dirigidas por encenadores como Peter Stein, Jacques Lassale, Alain Olivier, muitas vezes por si próprio e adaptadas ao cinema (nomeadamente por Fassbinder) e à televisão. É autor de mais de quarenta peças e guiões para televisão. Em 1995 é-lhe atribuído o Prémio Brecht e rompe com a editora Suhrkamp, que o publicara desde o início. Em Portugal, foi revelado pelo Teatro da Cornucópia.

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