Tatuagens de Luz

Para uma imagem de Leonor de Almeida

de Cláudia Clemente
Editor: Documenta, outubro de 2020 ‧
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Tudo começou com um quadro: Leonor, esteticista e amiga da minha avó desde os anos 50, vendeu-lhe uma pintura surrealista, de João Moniz Pereira, que teria pertencido a Alexandre O’Neill. Resolvi seguir o rasto da senhora, na esperança de obter mais informações sobre a tela, e descobri Leonor de Almeida — não a Marquesa de Alorna, com quem partilha o nome —, mas uma das mais invulgares poetas do século XX.

Leonor, que se disfarçava usando uma peruca quando trabalhava como esteticista, foi uma autora surpreendente, aclamada pelos mais importantes críticos da época, de João Gaspar Simões («dos melhores poetas portugueses contemporâneos») a Jacinto Prado Coelho («dos casos mais extraordinários da poesia portuguesa»). A sua obra foi incluída em antologias, como a Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa (1959), de Maria Alberta Menéres e E.M. de Melo e Castro, ou a Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica (1965), de Natália Correia.

Colaborou com poemas, artigos e entrevistas nos principais jornais e revistas dos anos 40 e 50. Viveu em Londres, Paris, Copenhaga. Publicou quatro livros de poesia. Depois desapareceu, e foi esquecida.

Tatuagens de Luz

Para uma imagem de Leonor de Almeida

de Cláudia Clemente

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899006430
Editor: Documenta
Data de Lançamento: outubro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 144 x 204 x 26 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 336
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Biografias
EAN: 9789899006430

Tatuagens de Luz

Susana Machado

Uma excelente experiência, a de descodificar a vida da misteriosa poeta, através de uma procura pessoal repleta de encontros e coincidências.

SOBRE O AUTOR

Cláudia Clemente

Arquiteta de formação, estudou cinema em Barcelona e Lisboa e divide o seu trabalho atual entre a escrita e a realização cinematográfica, a ficção e os documentários. Publicou dois livros de contos, O Caderno Negro (2003) e A Fábrica da Noite (2010), e a peça Londres (2012), vencedora do Grande Prémio de Teatro da S.P.A./Teatro Aberto.
O seu primeiro documentário, & etc., foi premiado nos festivais Doc Lisboa e IMAGO’07.
A Casa Azul é o seu primeiro romance.

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